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Estufa Fria, tesouro natural lisboeta

Nasci em Lisboa. Alfacinha de gema apaixonada pela sua cidade, os seus recantos, os seus contrastes, os seus encantos. Na capital portuguesa, todos os dias podem revelar uma descoberta. Há sempre locais por conhecer, explorar duas e três vezes, detalhes que nos escapam até para quem nasceu nela. Lisboa está em constante mutação. Antigamente bairrista, hoje mais urbana e turística. Embora a minha preferência recaia na Lisboa antiga, a actual não deixa de me enamorar a cada passeio pela sua histórica calçada, a cada viagem pelas suas vielas, a cada visita aos seus imponentes monumentos.

Longe da imponência do património arquitectónico sobejamente conhecido, existe um tesouro natural que nos faz respirar a natureza no meio da urbe. A Estufa Fria surge em pleno coração do Parque Eduardo VII, tendo a seus pés Marquês de Pombal de olhar vigilante para a Avenida da Liberdade. Concluída em 1930 pelo arquitecto e pintor Raul Carapinha, ao longo dos anos foi ganhando espaços no seu interior, somando em 1975 a Estufa Quente e a Estufa Doce pelas mãos do Eng. Pulido Garcia. As três Estufas albergam plantas de todo o mundo. A Fria não utiliza qualquer sistema de aquecimento, em contraposição com a Quente e a Doce, estas duas com plantas mais exóticas.

Encontro-me na cidade e penso, porque não? Há 18 anos que não visito este espaço. Percorro a calçada a ladear o Parque até à entrada desta autêntica casa da natureza. Sem câmara fotográfica, mas com o inseparável telemóvel na mão, percorro duas das três Estufas –a Quente encontra-se fechada ao público– e por alguns momentos o olhar vagueia por espécies vegetais de nome impronunciável, gravando imagens de beleza rara.


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A bandeira portuguesa revela-se no alto do Parque Eduardo VII (©HelenaDias)
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Comentários

  1. Bela ideia.Ao ver as fotos abre-nos o apetite para uma agradável visita.Mais uma vez parabéns e grata pela partilha.

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