Nas últimas décadas, o ciclismo desapareceu das primeiras páginas dos jornais portugueses. A razão? O que vende é o futebol e a imprensa dá ao seu público o que ele quer. Esta premissa perdura há muito tempo, passando de boca em boca como explicação irrefutável para que mais nenhuma (ou quase nenhuma) modalidade ocupe lugar de destaque num jornal diário desportivo ou generalista. A pergunta impõe-se: os jornais, inclusive as revistas, não vendiam inúmeros exemplares quando o ciclismo preenchia maioritariamente a capa? Nessa época, o futebol já era visto como o desporto rei. Contudo, havia espaço para todas as modalidades, todas eram respeitadas por igual. A importância do momento vivido era destacado, fosse qual fosse a modalidade em causa. Como se pode tomar a referida premissa como verdade absoluta se não alteram por uma vez a rotina jornalística? Nem com a segunda vitória histórica alcançada por Rui Costa no Tour de Suisse a realidade mudou. Só podemos chegar a uma co...