Portugueses en el pelotón internacional


En el inicio de 2013, los aficionados portugueses conocieron el número de ciclistas lusos pedaleando en el pelotón internacional. Hasta al momento se conocen 15 nombres, sólo uno más en comparación con el número de extranjeros a correr en los equipos continentales portugueses. El intercambio de experiencias es saludable y los equipos deben estar abiertos para recibir  corredores de otros países, pues es una oportunidad de conocer las demás culturas ciclistas.

Sin embargo, la preocupación sigue siendo el gran número de corredores lusos en el paro, o corriendo en una situación muy precaria, simplemente porque la pasión por el ciclismo habla más fuerte. Un caso que llama la atención es el de Bruno Saraiva, dueño de una evolución muy consistente temporada tras temporada. Esperamos que él, y cada uno, logre encontrar su lugar en este deporte y nos siga haciéndonos vibrar en cada carrera, como lo harán en la nueva temporada los ciclistas portugueses a pedalear en el extranjero.

En los equipos ProTour, Rui Costa (05/10/1986) sigue en el español Movistar Team, Sérgio Paulinho (26/03/1980) y Bruno Pires (15/05/1981) en el dinamarqués Team Saxo-Tinkoff, Tiago Machado (18/10/1985) y Nelson Oliveira (06/03/1989) en el luxemburgués RadioShack-Leopard y tenemos la novedad de Ricardo Mestre (11/09/1983 ex Carmim-Prio-Tavira) en el español Euskaltel-Euskadi.

En los equipos Profesional Continentales, Portugal cuenta con José Mendes (24/04/1985 ex LA Alumínios/Antarte) en el alemán Team NetApp-Endura y con la continuidad de André Cardoso (03/09/1984) y Manuel Cardoso (07/04/1983) en el español Caja Rural.

En los equipos Continentales, José Gonçalves (13/02/1989 ex Onda-Boavista) es la novedad en el francés Team La Pomme Marseille y Fábio Silvestre (25/01/1990) sigue en el luxemburgués Leopard-Trek. También tenemos el renacido equipo italiano Ceramica Flaminia-Fondriest, donde harán su debut Amaro Antunes (27/11/1990 ex Carmim-Prio-Tavira), António Barbio (16/12/1993 ex Mortágua), Pedro Paulinho (27/05/1990 ex Liberty Seguros/Feira/Specialized) y Rafael Reis (19/09/1992 ex Caja Rural amateur).

Mes de enero pedaleando en portugués


En los próximos días, los aficionados portugueses tienen mucho que seguir en el ciclismo...

Tiago Machado (RadioShack-Leopard-Trek) vuelve al Tour Down Under, 20-27 de enero, donde el año pasado logró un brillante 3º puesto!!! Aunque no esté presente, no se olvida la victoria de Manuel Cardoso (Caja Rural) en la 3ª etapa en 2010, aún por el equipo Footon-Servetto.

En el Tour de San Luis, 21-27 de enero, el 'pelotón luso' es un poquito más vasto: Sérgio Paulinho y Bruno Pires (Saxo-Tinkoff), André Cardoso (Caja Rural) y José Mendes, que marca su debut por el equipo NetApp-Endura. Esta importante carrera ya dio alegrías a Portugal cuando, en 2008, el equipo luso Palmeiras Resort-Tavira alcanzó la victoria final por las pedaleadas del argentino Martín Garrido, quedó en el 3º puesto de la clasificación por equipos y David Blanco logró el 9º lugar.

Tenemos también el debut de Ricardo Mestre por el equipo Euskaltel-Euskadi, el 27 de enero, en el Gran Prix d'Ouverture La Marseillaise, igual que José Gonçalves por el equipo La Pomme Marseille. Ricardo Mestre seguirá en tierras francesas, donde disputará la carrera Étoile de Bessèges, de 30 enero al 3 febrero.

Argentina, Australia y Francia... Pero no sólo internacionalmente se pedalea en portugués. En territorio nacional, llega al final la Copa de Portugal Onda de Ciclocross con la 5ª prueba puntuable, celebrada el 20 de enero en Vila do Conde. Y se algo termina, otra modalidad empieza... El Velódromo Nacional de Sangalhos recibe la Copa de Portugal de Pista, el 19 de enero, en un primero día en el que todas las categorías disputarán pruebas de velocidad, persecución individual y por equipos, keirin, contrarreloj, scratch y carrera por puntos.

Ciclismo, ciclismo, ciclismo... ¡No pedimos nada más!



Basta de Atropelamentos


Há que mudar mentalidades e comportamentos. A sociedade somos todos nós, a estrada é de todos nós.

Nos últimos tempos temos assistido a uma maré de atropelamentos a ciclistas, profissionais ou simplesmente fãs da bicicleta, que nalguns casos têm levado à morte. Em Portugal, na vizinha Espanha ou noutros países, tem vindo a aumentar o desrespeito por quem anda sobre as duas rodas e a indiferença não é solução. É de louvar iniciativas como a da Federação Portuguesa de Cicloturismo e Utilizadores de Bicicleta (FPCUB), ao promover uma Manifestação Nacional pacífica para o dia 19 de Janeiro, às 15 horas.

"Basta de Atropelamentos"... Lisboa, Porto, Faro, Guarda, Barcelos, Braga, Coimbra, Leiria, Machico, Seia, Vila Nova de Famalicão e Vila Real de Santo António já aderiram a esta iniciativa e mais poderão seguir o exemplo. É necessário chamar a atenção para este problema a fim de não voltarmos a perder vidas como as de Víctor Cabedo, Iñaki Lejarreta, Cristóbal Hermida e Burry Stander, referindo apenas as perdas mais recentes entre outras vidas anónimas. Não queremos voltar a ler mensagens como a de Rui Sousa, ciclista profissional da Efapel/Glassdrive, a recuperar de um recente atropelamento sofrido enquanto treinava com mais companheiros de profissão:

"É DIFÍCIL SER CICLISTA
Hoje sou uma das pessoas mais tristes deste mundo, hoje sinto que a morte esteve realmente perto, feliz por cá ainda estar mas, com uma raiva por dentro que nem imaginam... Onde está o respeito, onde está o civismo, até onde vai a loucura das pessoas. Hoje fui literalmente esmagado entre um carro e uma carrinha, porque o Sr. condutor do carro em plena rotunda fez marcha atrás de propósito e não me assassinou por milagre... EU PAGO IMPOSTOS COMO QUALQUER CIDADÃO, a estrada é o meu local de trabalho, eu faço 30 MIL KM de bicicleta no ano, eu não ando a BRINCAR às casinhas!! Sinto que um assassino me estragou a minha preparação, agora derramo as lágrimas por ter de estar inactivo durante um período indeterminado. E ELE?? VAI CONTINUAR A SUA VIDINHA... Eu terei de estar deitado a recuperar e a alucinar porque a bicicleta e a estrada é a minha vida. Tenho uma fractura no sacro, que desespero!!! Agradecer todas as msg telm, aqui no face, as chamadas telefónicas, agradecer a vossa força e apoio...
HOJE ME DESPEÇO TRISTE, REVOLTADO E ATÉ DESESPERADO MAS UM DIA VOLTAREI AINDA MAIS FORTE, PORQUE NADA DEMOVE O MEU SONHO...
RESPEITEM QUEM ANDA DE BICICLETA E RESPEITEM AS VELOCIDADES EM ESTRADAS SECUNDÁRIAS E TUDO É MAIS FÁCIL...
OBRIGADO A QUEM ME APOIA E ME MOTIVA.
BEIJINHOS E ABRAÇOS"
 

Jogos Olímpicos no feminino, um sonho antigo


À luz de um artigo publicado no “Luso Jornal”, de 02-01-2013, impôs-se no pensamento uma reflexão sobre a possibilidade de Portugal ter uma representação feminina nos Jogos Olímpicos de 2016, no Rio de Janeiro. O sonho é antigo, tal como antiga é a dificuldade em torná-lo realidade.

Segundo este artigo, o ex responsável da equipa CSM Epinay Sur Seine e actual responsável da empresa de consultadoria em desporto ACS, Paulo Duarte, apresentou um projecto à Federação Portuguesa de Ciclismo com vista à preparação de uma equipa feminina para participar em tão importante evento desportivo. A ideia consiste em proporcionar às atletas, além da preparação feita em Portugal, a possibilidade de disputar corridas na França e na Bélgica, onde o ritmo competitivo é mais elevado e o nível de profissionalismo muito acima do português que, embora a melhorar, ainda tem muito trabalho pela frente. A somar a isto, nas suas próprias palavras, «a ideia é fazer um protocolo com um clube francês ou com uma associação portuguesa que acredite no projecto».

Conhecendo o trabalho de Paulo Duarte à frente da equipa CSM Epinay Sur Seine, na qual a campeã portuguesa Isabel Caetano tem vindo a encher de orgulho o país pelos valorosos resultados obtidos, esta parece ser uma ideia bastante viável e, se aproveitada pelas autoridades competentes, pode melhorar o futuro do ciclismo feminino luso. Em Portugal, ‘matéria prima’ não falta. Segundo números da Federação Portuguesa de Ciclismo, em 2002 o país contava com 90 atletas no somatório de todos os escalões etários, número que cresceu exponencialmente para 504 no ano de 2012. Impunha-se uma aposta mais séria nesta vertente e a criação, em 2013, de um cargo de direcção na Federação exclusivamente voltado para o desenvolvimento do ciclismo feminino é, sem dúvida, um bom prenúncio do interesse em apostar nas atletas. Há também que proporcionar um maior número de provas, de qualidade igual à vertente masculina, para que a evolução possa ser consistente.

Em Portugal, o ciclismo conheceu grandes ciclistas femininas e uma já figurou entre os maiores nomes internacionais nos Jogos Olímpicos. Tudo poderia ter começado em 1992, nos Jogos Olímpicos de Barcelona, onde a campeã nacional Ana Barros, que marcou toda a década de 90, se viu impedida de competir após um acidente num treino. Nada que a fizesse esmorecer e quatro anos depois esteve em Atlanta, alcançando o 23º lugar na prova de estrada, a 53 segundos da vencedora Jeannie Longo e com o mesmo tempo da 4ª classificada. Portugal também teve uma representação feminina nos Jogos Olímpicos de Verão da Juventude de Singapura, em 2010, com a atleta Magda Martins.

Olhando para o presente e pensando no que poderá ser o futuro, valores não faltam para brilhar no Rio de Janeiro em 2016. Só falta apostar com seriedade no ciclismo feminino e deixar que nomes como a incontestável Isabel Caetano, Celina Carpinteiro e Ester Alves possam continuar a mostrar o bom ciclismo que praticam. Nunca esquecendo as promissoras Joana Ferreira, Ana Rita Reis ou Marisa Santos.