Para quem vê o ciclismo como um
desporto sem igual, a bravura e persistência dos ciclistas não é novidade. No entanto,
estes heróis conseguem surpreender-nos por mais que estejamos habituados à sua
inigualável força de ultrapassar difíceis etapas nas suas carreiras. Na 31ª
edição da Volta ao Alentejo, não podemos passar ao lado da força de uma esquadra que, apesar das dificuldades pelas quais está a atravessar e que a própria
tornou públicas, tem nos seus atletas um exemplo de dedicação ímpar à equipa e ao seu ‘Capitão’ Nelson Vitorino.
Sensações da Volta ao Alentejo – 4 Etapa
Mais do que sensações, neste
penúltimo dia da bela 'Alentejana' ficam duas imagens no pensamento, porque só a
alma de um ciclista não se deixa desalentar pela incessante chuva ou pelas
quedas que maltratam o corpo... ele prossegue sempre a sua viagem rumo à meta, seja para cruzar a linha em primeiro ou em último. Inexplicavelmente, tão simplesmente... isto é ciclismo!
Sensações da Volta ao Alentejo – 3 Etapa
A terceira etapa da bela
‘Alentejana’ pôs em evidência duas equipas portuguesas com um só objectivo, mas
tácticas diferentes. Falamos da Louletano/Dunas
Douradas e da Efapel/Glassdrive.
O objectivo de ganhar uma etapa está presente desde o primeiro dia, mas até
agora as duas esquadras lusas não conseguiram alcançá-lo. Hoje, uma tomou de
assalto as fugas que marcaram o dia e outra tentou o assalto final à linha de
meta.
Sensações da Volta ao Alentejo – 2 Etapa
Planícies sem fim, a natureza em estado puro. As imagens não mentem, o Alentejo é uma das mais belas
regiões de Portugal e ainda mais bela se torna com a passagem do pelotão. Sobre o dia de hoje, as palavras desenham não o vencedor
da etapa, mas o rei do prémio de montanha em Monsaraz...
Sensações da Volta ao Alentejo – 1 Etapa
O que tantos esperavam
aconteceu... a bela ‘Alentejana’ começou com uma saborosa vitória portuguesa. O
pelotão nacional tem talentosos trepadores, mas ver o triunfo no alto do Marvão
sorrir a Daniel Silva é a imagem perfeita para se ficar deste dia. Os momentos
finais prendem a respiração a cada pedalada rumo à vitória.
Bela 'Alentejana'
Este ano, a Volta ao Alentejo
promete ser das mais belas corridas por etapas em Portugal. O percurso
escolhido pela organização certamente fará jus a esta afirmação. Das regiões
mais sublimes do país, o Alentejo é lugar de história e cultura, de património
nacional e mundial, de contos e narrativas que invadem o nosso imaginário desde
pequenos.
Traços positivos da Clássica Aveiro-Fátima
A Clássica Aveiro-Fátima/Troféu LabMed foi para a estrada no dia 17 de Março. Delineamos aqui alguns traços positivos da corrida...
Os ciclistas da Carmim-Tavira
enfrentam as dificuldades actuais da equipa com o espírito guerreiro de sempre.
O 2º lugar de Daniel Mestre vem comprovar o valor desta equipa, para quem ainda tivesse dúvidas. Bruno Sancho já não surpreende ao terminar nos primeiros
lugares (8º na geral), pois está com uma performance cada vez melhor de prova para prova.
Da LA Alumínios/Antarte, António
Carvalho e Rafael Silva chegaram este ano à equipa e em início de temporada
encontram-se entre os melhores. 4º e 9º lugar para os recém-chegados ao escalão
profissional.
A estreante esquadra continental, OFM-Quinta
da Lixa, arrebatou todas as classificações intermédias – metas volantes,
montanha e melhor equipa. O regresso de Mário Costa (vencedor da montanha) ao pelotão nacional é um
ganho para o ciclismo e a chegada do talento espanhol Edu Prades (vencedor das metas volantes e 7º na geral) é uma aposta
certeira por parte da equipa.
A participação da Selecção
Nacional Sub-23 é uma mais-valia, particularmente por ser uma possibilidade
para os corredores participarem em mais provas e o pelotão nacional estar mais
completo na estrada. Mais ainda, é uma oportunidade para acompanhar o
desenvolvimento dos ciclistas mais jovens e verificar como trabalham em equipa para representar o país em provas internacionais.
Os Sub-23 a correr em Equipas de
Clube nacionais começam a aparecer na classificação geral ao 15º lugar pela mão de
Frederico Figueiredo (Liberty Seguros/Feira/KTM), ocupando deste modo o 3º
lugar de melhor jovem em prova, apenas superado pelo belga Nikita Zharoven
(3º na geral) da Zappi’s e pelo internacional português a correr pela Selecção Nacional, Rafa
Reis (5º na geral) da Ceramica Flaminia-Fondriest. De destacar também a 4ª posição pertencente
a Ricardo Vale (16º na geral), no seu primeiro ano pela equipa continental Rádio Popular-Onda
depois de ter militado em 2012 na Maia/Bicicletas Andrade, equipa que ocupa o 5º lugar
com Hélder Ferreira (32º na geral).
(escrito em português de acordo
com a antiga ortografia)
Seguir no pelotão aos 28 anos
Ao olhar a constituição das Equipas Continentais portuguesas, tendo em conta a Regra UCI dos 28 anos, conclui-se
que esta regra está a ser cumprida ao limite exigido. Todas as equipas, à excepção
da Carmim-Tavira, têm apenas menos um ciclista maior de 27
anos comparativamente aos ciclistas abaixo dessa idade.
Todos os anos, coloca-se o
problema de saber se os corredores com mais experiência no pelotão nacional vão
poder continuar a fazer da sua paixão a sua profissão. Esta questão leva a dois
pontos de vista. Se, por um lado, os mais jovens necessitam de uma oportunidade
para se integrar no pelotão continental e esta regra assim o permite, por outro
lado, não é possível fechar os olhos à realidade dos corredores com 28 anos
estarem na melhor fase da carreira ciclista. Tanto no pelotão nacional como no pelotão
internacional, os corredores têm maior rendimento nesta idade e não é por acaso
que, por exemplo, as grandes Voltas no ano passado foram ganhas por Bradley Wiggins (28/04/1980),
Alberto Contador (06/12/1982) e Ryder Hesjedal (09/12/1980). Se olharmos ao nosso país, temos
o maior exemplo de todos com David Blanco (03/03/1975) e a vitória da Volta a
Portugal. Também poderiam ser enumeradas várias corridas de um dia.
O pelotão necessita de juventude
do mesmo modo que precisa de experiência. Se os mais jovens têm uma “pequena”
alternativa de permanecer por mais algum tempo nas Equipas de Clube Sub-23 ou,
melhor hipótese, conseguir uma oportunidade no estrangeiro, os mais experientes
dificilmente têm essa linha no horizonte. É um facto que Portugal importa
corredores nesta faixa etária, mas também é um facto que, rara a excepção, não consegue exportar
senão jovens ciclistas, tirando o caso de corredores que fazem parte do
pelotão internacional há um ou mais anos.
Em 2013, o acréscimo de mais duas Equipas Continentais colmatou um pouco este problema, mas com a sempre referida
crise em que o país parece cair mais profundamente, é uma incógnita saber se
para o ano existirá um número igual de esquadras neste escalão. Relativamente
às equipas sub-23, é notória a sua escassez. Apenas quatro. É um número muito
reduzido para o talento que o país possui e que necessita ser valorizado
interna e externamente. Talvez aí resida um ponto a ser trabalhado num futuro
próximo... proporcionar condições aos Clubes de formarem Equipas Sub-23 para
dar continuidade à formação que exercem com os seus jovens. Em consonância com
este ponto, igualmente fundamental seria rever a regra UCI, que pode ter como
consequência na realidade portuguesa o afastamento de grandes nomes do pelotão
nacional, simplesmente porque as equipas têm de ser constituídas
maioritariamente por corredores com idade inferior a 28 anos.
Não se pode esquecer o facto das
Equipas Continentais terem sido criadas como parte integrante do projecto
inicial do ProTour, a fim de serem equipas de formação. Tanto em Portugal como
noutros países com recursos económicos mais deficitários, esta foi a forma
encontrada para continuar a ter ciclismo profissional a baixo custo. Se no nosso
país, como em França e Espanha, estas equipas estão regulamentadas, na maioria
continuam a ser equipas amadoras, porque têm as designadas Equipas Continentais
Profissionais, para as quais é necessário dispor de condições financeiras que
países como Portugal não têm, como é fácil adivinhar pela conjuntura económica
em que vivemos. Relativamente às Equipas de Clube, essas sim de formação,
deveriam ter um calendário próprio, a fim de disputar as provas de igual para
igual e ter um crescimento mais sustentado enquanto atletas.
O pelotão nacional tem algo
singular. Ao longo dos anos tem conseguido adaptar-se a todas as mudanças, boas
ou más. No entanto, há que lutar pela melhoria das condições oferecidas aos
ciclistas e não deixar de lado a preocupação quanto à sua continuidade na
profissão que escolheram e que tudo fazem para enaltecer, tanto dentro do
país como além-fronteiras. Há que promover a formação dos
jovens e dar aos ciclistas profissionais a possibilidade de ter uma maior
longevidade nas suas carreiras.
[Foto: 2ª etapa Troféu Joaquim Agostinho 2012]
(escrito em português de acordo com a antiga ortografia)
David Rosa a caminho da profissionalização
David Rosa esteve hoje em directo
no Desporto 2 [RTP2] e algumas das suas palavras ficaram no nosso pensamento,
não só pela sua importância como também pela mostra de carácter do
Tetra-Campeão Nacional Elite de XCO.
O que distingue os grandes campeões
é a forma como valorizam todos aqueles que fazem parte das suas vitórias. Para
além do grande atleta que é, David Rosa distingue-se igualmente pela
generosidade que lhe é característica. Ao recordar um pouco o que viveu para
chegar aos Jogos Olímpicos de Londres, reconheceu o duro percurso pedalado. «Foi um trabalho de dois anos, não só meu.
É importante realçar isso. A classificação olímpica é o somatório de pontos dos
três melhores atletas de cada país. Comigo também estiveram a pontuar o Mário
Costa, o Rúben Almeida e o Tiago Ferreira durante esses dois anos. O que nós
todos tivemos de passar para atingir os pontos necessários... No meu caso,
embarquei até em viagens em autonomia à Turquia». Sozinho, sem falar a
língua nativa, o betetista teve de fazer frente a todas as adversidades,
inclusive as mais caricatas, como recorrer ao Google Tradutor para conseguir pedir o jantar! Apesar de algumas
dúvidas que, por vezes, lhe assombravam o pensamento, nunca desistiu e deu «tudo o que tinha para conseguir que
Portugal se qualificasse».
Graças à sua excelente
participação nos Jogos Olímpicos, com o 23º lugar alcançado, hoje trabalha para
se profissionalizar, algo inédito no panorama nacional a nível do BTT. Para
tal, conta com «muitos parceiros que me
ajudam a fazer um calendário mais ambicioso, com vista a participar em algumas
Taças do Mundo. Este processo todo de qualificação para os Jogos teve uma
exigência muito grande, tanto a nível de treino como a nível pessoal, e eu
disse para mim mesmo: “depois de todo este trabalho, o mínimo que eu posso
pedir é a profissionalização”». Deste modo, em 2013, uma das metas
fundamentais é a defesa do título de campeão nacional, não esquecendo a
importância das provas de qualificação para os Jogos Olímpicos do Rio de
Janeiro, em 2016. O objectivo passa por «fazer
o calendário nacional, mas dar um passo mais à frente e durante essas provas
que eu fizer, mostrar confiança ao Seleccionador e às pessoas da Federação que
podem apostar em mim para os Campeonatos da Europa e Campeonatos do Mundo».
A finalizar, deixou uma
importante ideia relativamente à realidade do BTT português: «Temos muitas equipas que fazem um trabalho
essencial, que é a captação de muitos atletas para irem às provas. No entanto, acho
que faz falta uma equipa profissional com 3-4 atletas, que leve esses atletas às
Taças do Mundo, às provas mais importantes e que os profissionalize de forma a
que eles vivam de e para o BTT, que é uma modalidade de alta competição, uma
modalidade olímpica e com exigência».
Como nota final, agradecemos ao Campeão
David Rosa todo o seu trabalho e dedicação ao desporto mais apaixonante do
mundo e por engrandecer o nome de Portugal no estrangeiro. Igualmente importante, felicitar pelo novo patrocinador. A empresa Eduardo
Marques & Rosa, de Fátima, junta-se à Movefree,
Liberty Seguros, Suplementos24.com, Cofides e Amilcareis no apoio a este grande
atleta português.
[Foto: Facebook David Rosa]
(escrito em português de acordo com a antiga ortografia)
José Mendes 23º no Tirreno-Adriatico
Após a passagem em 2011 pela
equipa polaca CCC-Polsat-Polkowice, o
ano de 2013 marca o regresso de José Mendes
às grandes corridas estrangeiras e o ciclista de Guimarães não tem defraudado
as naturais expectativas depositadas sobre si. O início de temporada tem sido pautado
por bons resultados, o que prova uma vez mais que os corredores das estradas
nacionais podem integrar-se perfeitamente no pelotão internacional.
No Tour de San Luis, na
Argentina, marcou presença com um 18º lugar e na Vuelta a Murcia, este ano transformada em corrida de um dia, terminou
na 14ª posição. Mais recentemente, acaba de alcançar o 23º lugar no Tirreno-Adriatico,
numa prova nada fácil de finalizar. O mau tempo marcou presença em quase todas
as jornadas e José Mendes teve de
fazer frente não só às difíceis condições climatéricas e à dureza de algumas
etapas, bem como à constipação que o assolou dois dias antes de iniciar a prova
italiana.
Nesta mescla de condições, o
ponto de viragem na prova deu-se com o surgimento da montanha na 4ª etapa, onde
o português da equipa alemã NetApp-Endura
demonstrou as suas qualidades ao escalar várias posições na geral e na 5ª etapa
cruzou a linha de meta no Top 20. A ocupar a 23ª posição na geral, na 6ª etapa
mais de 50 corredores não aguentaram as rampas de Sant'Elpidio a Mare, mas José
Mendes manteve-se de pedra e cal na classificação individual e hoje, ao 7º
e último dia de corrida, deu tudo de si na luta contra o relógio para manter
esse lugar. Conseguiu e mostrou que pode melhorar no contra-relógio, mas a
montanha é já o seu território.
O Tirreno-Adriatico contou
com outra presença portuguesa, Sérgio
Paulinho, que uma vez mais teve no apoio à sua equipa Saxo-Tinkoff e deu frutos, pois o líder Alberto Contador terminou no 3º lugar do pódio e ainda triunfou na
camisola dos pontos.
Resultados Tirreno-Adriatico:
Etapa 1 San Vincenzo - Donoratico
16,9 km CRE
1.Omega Pharma-Quick Step 0:19:24
8.Saxo-Tinkoff 0:00:32
12.NetApp-Endura 0:00:39
C.Geral:
1.Mark Cavendish (GBr) Omega
Pharma-QuickStep 0:19:24
130.José Mendes (Por) NetApp-Endura 0:01:09
175.Sérgio Paulinho (Por) Saxo-Tinkoff 0:03:48
Etapa 2 San Vincenzo - Indicatore
232 km
1.Matt Goss (Aus) Orica-GreenEdge 5:48:41
73.José Mendes (Por) NetApp-Endura 0:00:00
144.Sérgio Paulinho (Por) Saxo-Tinkoff 0:00:00
Etapa 3 Indicatore - Narni Scalo 190 km
1.Peter Sagan (Svk) Cannondale
5:15:12
87.Sérgio Paulinho (Por) Saxo-Tinkoff 0:00:00
124.José Mendes (Por) NetApp-Endura 0:01:53
Etapa 4 Narni - Prati di Tivo 173 km
1.Chris Froome (GBr) Sky Procycling 4:41:31
32.José Mendes (Por) NetApp-Endura 0:03:38
123.Sérgio Paulinho (Por) Saxo-Tinkoff 0:17:16
Etapa 5 Ortona - Chieti 230 km
1.Joaquim Rodriguez (Spa) Katusha
6:06:43
19.José Mendes (Por) NetApp-Endura 0:01:09
61.Sérgio Paulinho (Por) Saxo-Tinkoff 0:10:10
Etapa 6 Porto Sant’Elpidio - Porto Sant’Elpidio 209 km
1.Peter Sagan (Svk) Cannondale 5:45:17
27.José Mendes (Por) NetApp-Endura 0:02:16
76.Sérgio Paulinho (Por) Saxo-Tinkoff 0:18:42
Etapa 7 San Benedetto del Tronto - San
Benedetto del Tronto 9,2 km CRI
1.Tony Martin (Ger) Omega Pharma-Quick Step
0:10:25
68.José Mendes (Por) NetApp-Endura 0:01:03
81.Sérgio Paulinho (Por) Saxo-Tinkoff 0:01:11
Geral Final:
1.Vincenzo Nibali (Ita) Astana
28:08:17
2.Chris Froome (GBr) Sky 0:00:23
3.Alberto Contador (Spa)
Saxo-Tinkoff 0:00:52
23.José Mendes (Por) NetApp-Endura 0:10:04
80.Sérgio Paulinho (Por) Saxo-Tinkoff 0:50:03
[Foto: Facebook NetApp-Endura]
(escrito em português de acordo com a antiga ortografia)
Simplesmente... Sport Ciclismo São João de Ver
Quando se diz que o ciclismo é um mundo à parte, é verdade. É inigualável a forma como se vive e se sente este desporto. É impossível ficar-lhe indiferente. Um mundo que não é perfeito, nem tem essa pretensão, mas que faz de cada conquista, não me refiro unicamente às vitórias de etapas ou corridas, um momento único na vida de cada ciclista e de cada aficionado.
Este parágrafo serve de 'prólogo' para o que se viveu no passado dia 27 de Fevereiro. Muito mais do que a apresentação de uma equipa de ciclismo, foi o partilhar da história de um Clube, o Sport Ciclismo São João de Ver, que tem apostado na formação de jovens ciclistas. Essa aposta revela-se primordial a cada ano, não só pelo valor que acrescenta ao pelotão nacional, como também já começa a transportar esse mesmo valor para o pelotão internacional. Melhor do que palavras, ficam as imagens...
Deixo uma palavra de agradecimento à equipa Pedaleo - Jesús, Mabi, Pablo e Jorge - pelo trabalho realizado... muito mais do que se pode vislumbrar nestes 16 minutos de imagens. Obrigada.
Les dejo una palabra de agradecimiento al equipo de Pedaleo - Jesús, Mabi, Pablo y Jorge - por el trabajo realizado... mucho más de lo que se puede vislumbrar en estos 16 minutos de imágenes. Gracias.
(escrito em português de acordo com a antiga ortografia)
Ser ciclista... é uma paixão
No próximo dia 17 de Março vai
para a estrada a Clássica Aveiro-Fátima/Troféu LabMed, que reúne o pelotão português elite e sub-23.
Também nesse dia dar-se-á o tiro de partida do calendário de juniores e cadetes
com a realização da Prova de Abertura de ambas as categorias. Por esta razão, é
tempo de olhar para as camadas mais jovens.
Qualquer ciclista, ao entrar numa
prova, tenta dar tudo de si. Esta frase não é nenhuma novidade, seja qual for o
escalão de idade que estejamos a falar, e os jovens
portugueses mostram a força do sonho de ser ciclista a cada pedalada nas
corridas disputadas. Se em sub-23 a luta por permanecer no pelotão no ano
seguinte é, muitas vezes, mais mental do que física, em juniores e cadetes todas
as decisões parecem estar muito distantes de ser tomadas. No entanto, não é por isso que
deixam de dar espectáculo nas estradas portuguesas, como podemos observar mais
atentamente em 2012. Falamos apenas de dois nomes, tendo perfeita percepção da
injustiça de não nomear todos aqueles lutam pelo futuro do ciclismo luso.
Tiago Daniel Machado, a temporada
passada a correr pelo clube Silva &
Vinha/ADRAP/Sentir Penafiel e este ano no Alcobaça CC/Crédito Agrícola, revelou-se
lutador na estrada e brilhante em pista. Se em cadetes mostrou qualidades
extraordinárias em ambas as modalidades, em 2013 o nosso olhar seguirá as pedaladas deste júnior
português com adicional expectativa.
David Ribeiro, em 2012 com as
cores do CC Avidos/Metalização A. Lemos e esta temporada a acrescentar valor à
equipa júnior Liberty Seguros/Feira/KTM, prendeu a atenção de todos quantos
seguiram a 7ª Volta a Portugal Júnior e se surpreenderam com a sua técnica
aguerrida de trepador ao vencer a camisola da montanha, fazendo prever uma maior evolução na actual temporada.
No fundo, olhamos cada um dos heróis
das estradas desde pequenos até profissionais e temos plena consciência de que ser
ciclista não é uma profissão, é uma paixão. Desfrutar de cada pedalada nas
estradas, mesmo após quilómetros e quilómetros à chuva ou debaixo de um sol que
consome cada gota de ânimo para chegar à linha de meta, não é fácil. Mas eles
conseguem fazê-lo e, quando chegam ao final de uma prova, parecem gostar ainda
mais da bicicleta. É assim quando pedalam em elites, assim é quando pedalam em cadetes e juniores. Podemos ver a imagem dessa paixão traduzida na forma como procuram o seu lugar no ciclismo, abordando todas as modalidades com o mesmo empenho e interesse com que enfrentam a dureza da estrada. O futuro do pelotão nacional torna-se, deste modo, cada vez mais prometedor quanto à sua qualidade e consequente expansão internacional.
[Fotos: Facebook Tiago Daniel Machado e David Ribeiro]
(escrito em português de acordo com a antiga ortografia)
Reflexión... Tiago Machado es un ganador
Hoy en Twitter, @JoanSeguidor me
cuestionó acerca de lo que pienso sobre el artículo de @biciciclismoweb relativo a Tiago Machado. Yo dibujé mi sencilla opinión en TwitLonger y la dejo aquí...
El artículo describe la trayectoria de @Tiagomachado85 relativamente a su
palmarés, resaltando su regularidad en alcanzar Top10 y su característica de
corredor ofensivo. Si estoy de acuerdo con esa parte, no puedo dejar de decir
que me sorprende la manera como comienza el texto, haciendo una afirmación de
todo errónea. Veamos...
"Tiago no es un ganador", ¿no fue él que ganó etapas en carreras
en Portugal desde joven hasta la contrarreloj en el Circuito Sarthe de 2010?
"Tiago no es un ganador", ¿no fue él uno de los sub23 lusos que más
ganó premios de la juventud en las carreras portuguesas?
"Tiago no es un ganador", ¿no fue él que ganó diversos premios de
montaña en carreras lusas?
"Tiago no es un ganador", ¿no fue él emperador de Circuitos, Gran
Premios, Volta às Terras de Santa Maria o el Trofeo Joaquim Agostinho?
"Tiago no es un ganador", ¿no fue él Bicampeón Portugués de
Contrarreloj sub23, Campeón Portugués de Contrarreloj y Subcampeón Portugués de
Ruta y Contrarreloj?
Tiago siempre fue un ganador!!! No se sale de un ciclismo considerado por
muchos como pequeño, que no lo es, hacia un equipo como RadioShack si no es un
ganador. Además, si las victorias no llegan con más regularidad a su vida de
ciclista en la actualidad, lo veo debido a su papel en el equipo
luxemburgués... Una escuadra que llega a muchas carreras sin un líder definido
deja en abierto los objetivos de un corredor. Podemos constatar en la mayoría
de las pruebas la importancia de llegar a una carrera con los objetivos bien
alineados, es decir, con la mirada en un sólo líder y el equipo concentrado en
eso. Si después ese corredor no corresponde por alguna razón (por ejemplo,
caída o alguna enfermedad) se puede cambiar el plan, pero hay que dar confianza
y credibilidad a un ciclista y no decir "vamos allá y quién fuera lo mejor
será para lo que trabajamos" (imagen de eso, la Vuelta a España 2012).
Tengo plena consciencia que si Tiago llega a una carrera con una escuadra
objetivamente enfocada en sí... Será el ganador!!! Ya dio pruebas suficientes
de su valor y que es poseedor de un perfil ganador.
Chapeau Tiago Machado!
Tiago Machado (RadioShack-Leopard) esteve estes dias a participar
na corrida belga Driedaagse van West-Vlaanderen com Nelson Oliveira. Três dias de muito trabalho para a dupla lusa, que
conseguiu terminar a prova com um excelente resultado.
Logo no primeiro dia, Tiago Machado surpreendeu com um grande
desempenho no prólogo de 7 km em contra-relógio individual. O segundo melhor
tempo alcançado proporcionou-lhe ser considerado pela equipa como o líder para
os dias seguintes, segurando a segunda posição na primeira etapa de 175,4 km e
terminando no último dia no quarto lugar da geral, ao fim dos 181,8 km da
segunda etapa.
O ciclista do Minho tem vindo a
demonstrar que esta pode ser, verdadeiramente, uma temporada para recordar. Nas
provas realizadas em Portugal, alcançou o Top 10 na Prova de Abertura, pela Selecção
Nacional, e na Volta ao Algarve. Em ambas as corridas podemos observar o Tiago atacante de sempre,
característica da sua forma de correr, embora estejamos a notar, desde 2012,
uma progressiva mudança nessa mesma forma de atacar... mais coerente, mais pensada,
com um olhar observador em relação aos adversários e ao momento de o fazer. Nas
provas internacionais os resultados são igualmente brilhantes neste início de
ano... 9º no Tour Down Under e o 4º lugar hoje em Flandres, muito devido ao
extraordinário contra-relógio efectuado. Neste ponto, Tiago tem ganho bastante com a evolução técnica ganha nas últimas
temporadas. Torna-se evidente, através dos resultados alcançados, todo o
trabalho que tem desenvolvido em matéria de contra-relógio. Observamos a sua
transformação para um corredor cada vez mais completo, que pode vir a disputar o
pódio de uma grande Volta, se tiver a seu lado uma equipa focada nesse
objectivo desde o início das três semanas. Uma prova desta natureza não se
ganha sozinho ou sem um líder predefinido.
Se somarmos a estes resultados o
facto de liderar no mês de Fevereiro o Ranking
de Ciclista do Ano da APCP –
Associação Portuguesa de Ciclistas Profissionais, podemos dizer: “chapeau” Tiago Machado!
Resultados Driedaagse van West-Vlaanderen:
Prólogo:
1.Kristof Vandewalle (Omega Pharma-Quick
Step) 0h08m09s
2.Tiago Machado (RadioShack-Leopard) a 08s
32.Nelson Oliveira (RadioShack-Leopard) a 26s
Etapa 1:
1.Danilo Napolitano (Accent Jobs-Wanty)
4h06m12s
77.Nelson Oliveira (RadioShack-Leopard) m.t.
114.Tiago Machado (RadioShack-Leopard) m.t.
Etapa 2:
1.Gerald Ciolek (MTN-Qhubeka)
4h19m01s
49.Nelson Oliveira (RadioShack-Leopard) m.t.
63.Tiago Machado (RadioShack-Leopard) m.t.
Geral Final:
1.Kristof Vandewalle (Omega Pharma-Quick
Step) 8h33m22s
2.Tobias Ludvigsson (Team Argos-Shimano) a
06s
3.Niki Terpstra (Omega Pharma-Quick Step) a
07s
4.Tiago
Machado (RadioShack-Leopard) a 08s
21.Nelson Oliveira (RadioShack-Leopard) a 27s
[Foto: Facebook Tiago Machado]
(escrito em português de acordo com a antiga ortografia)
Pedaleando en el mes de marzo
El mes comenzó con los ciclistas portugueses corriendo en las carreteras
extranjeras. Sin tregua, los guerreros lusos están dispuestos a pelear por cada
carrera en que estén presentes. Así, iremos dibujando a lo largo de marzo el
calendario dentro y fuera de Portugal.
La prueba belga Driedaage van West-Vlaanderen (1-3) cuenta con Tiago Machado y Nelson Oliveira
(RadioShack-Leopard), mientras que en Italia corre André Cardoso (Caja
Rural-Seguros RGA) en la clásica Roma Maxima (3) y en el Tirreno-Adriatico
(6-12) están Sérgio Paulinho (Saxo-Tinkoff) y José Mendes (NetApp-Endura). Por
tierras francesas, Rui Costa (Movistar Team) se enfrenta a la Paris-Nice (3-10).
El joven Fábio Silvestre (Leopard-Trek) participa en el GP de la Ville de Lillers (3), Francia, para después seguir hasta Holanda y pedalear el Dorpenomloop Rucphen (10). El Campeón Portugués Manuel Cardoso (Caja Rural-Seguros RGA) estará en la Ronde van Drenthe (9-10), Holanda, y unos días más tarde en la clásica Nokere Koerse (13), Bélgica, con su compañero de equipo André Cardoso.
El joven Fábio Silvestre (Leopard-Trek) participa en el GP de la Ville de Lillers (3), Francia, para después seguir hasta Holanda y pedalear el Dorpenomloop Rucphen (10). El Campeón Portugués Manuel Cardoso (Caja Rural-Seguros RGA) estará en la Ronde van Drenthe (9-10), Holanda, y unos días más tarde en la clásica Nokere Koerse (13), Bélgica, con su compañero de equipo André Cardoso.
Ya en territorio luso, termina la Copa
de Portugal de Pista (9) con la realización de la 3ª prueba en el Velódromo
de Sangalhos. En cuanto a la carretera, los cadetes y juniores empiezan la
temporada en la Prova de Abertura
(17), mientras elites y sub-23 disputan la Clássica
Aveiro-Fátima/Troféu LabMed (17). A cerrar el mes llega la importante 31ª Volta ao Alentejo – Crédito Agrícola Costa Azul (20-24), pronto
seguida de la 19ª Volta ao Concelho de
Loulé.
Clássica da Primavera deixa saudades
O calendário nacional mal começou
e já conta com a primeira baixa... a Clássica
da Primavera não sai para a estrada. De todas as provas portuguesas, esta é
uma das corridas que menos se esperava ver cancelada. Conta com um percurso de importantes
vencedores no seu palmarés, faz parte da história do ciclismo luso há quase 20
anos e sempre atrai para a estrada um número razoável de fãs das duas rodas...
são razões mais do que suficientes para tentar suplantar qualquer dificuldade
com que se depare para a sua realização.
Temporada após temporada tem-se assistido
ao cancelamento de provas sem qualquer explicação. A primeira ideia que ocorre
é, certamente, a falta de condições financeiras, mas o público merece mais do
que um cancelamento sem uma palavra de esclarecimento. Permanece sempre a
dúvida se tudo foi feito para levar a corrida para a estrada. Quem fica a
perder com esta baixa? Perdem os fãs, que vêem cada vez menos ciclismo em
território nacional. Perdem os ciclistas, que treinam todos os dias para um
calendário nada seguro. Perde o ciclismo português, que vai ficando sem as
corridas mais queridas do público.
Fica a recordação de 2012 e da
bonita e disputada vitória ao sprint de Samuel Caldeira frente a Bruno Saraiva e Sérgio Ribeiro! Um pódio de luxo numa corrida que deixa saudades...
Palmarés:
2012 Samuel Caldeira Carmim-Prio
2009 Edgar Pinto Liberty Seguros
2008 João Cabreira Maia
2007 Manuel Cardoso Boavista
2006 Sérgio Ribeiro Barbot
2005 Alberto Benito Barbot
2004 Fernando Ungria Ovarense
2003 Gustavo Veloso Boavista
2002 Ezequiel Mosquera Paredes Rota dos Móveis
2001 Arnoldas Saprykinas Cantanhede-Marquês de Marialva
2000 Paulo Barroso Maia-MSS
1999 Joaquim Andrade Maia-CIN
1998 Joaquim Sampaio Maia-CIN
1997 Manuel Liberato Troiamarisco
1996 Paulo Barroso Maia-Jumbo-CIN
1995 Paulo Ferreira Sicasal-Acral
1994 Delmino Pereira Recer-Boavista
(escrito em português de acordo com a antiga ortografia)
O mundo das bicis
Um mundo que, por vezes, parece
fechar-se aos ‘forasteiros’, mas que provoca surpresa e maior encantamento
quando os recebe de braços abertos, fazendo sentir que este pode também ser o
mundo de quem demonstra muito respeito, admiração e, diria mesmo,
adrenalina por cada herói que nos faz sonhar a cada quilómetro pedalado.
Disseram... é uma simples apresentação
de uma equipa, não é uma corrida. Não se sente na pele o fervor de se saber
onde está o pelotão, se o teu favorito vai ganhar, apesar de no final, ganhe
quem ganhar, tudo tem o mesmo sabor, porque para os aficionados do ciclismo
todos são heróis até ao último a cruzar a linha de meta. Voltamos à
apresentação... não é uma corrida, mas podem-se viver surpresas igualmente
inesquecíveis. O visionamento de um vídeo que, ao sabor de uma simples música, leva
a viver as sensações que o próprio herói viveu nos Jogos Olímpicos. Uma sentida
homenagem a um Director Desportivo, que ajuda a perceber que formar jovens tem
muito mais arte do que simplesmente colocar ciclistas na estrada a pedalar. O
brilho no olhar de um ou outro jovem por estar na sua equipa de sonho para
progredir e tornar-se, um dia mais tarde, a imagem e semelhança do seu ídolo
dos pedais.
A apresentação de uma equipa pode
não ter a chama de uma corrida, mas tem outros pontos de interesse que, ao
olhar de uma apaixonada pelo ciclismo, ajudam a perceber mais intrinsecamente
todo este mundo fascinante das bicis. Afinal, o ciclismo não se limita à arte
de pedalar. Toda a envolvência, a preparação de uma temporada, a esperança e
ilusão de cada corredor e membro da equipa... todos os pormenores contam neste
desporto singular.
(escrito em português de acordo com a antiga ortografia)
Subscrever:
Mensagens (Atom)







