Opinião Et1 VoltaPortugal: Maia, terra de ciclismo

Ontem fiquei um pouco surpreendida pela falta de público em Fafe. Talvez ilusão de óptica, a verdade é que as imagens televisivas não mostraram uma grande adesão dos fãs das bicicletas ao primeiro dia da 76ª Volta a Portugal. Contudo, hoje tudo mudou com a chegada da Grandíssima à Maia.

Julho/2014: equipas e ciclistas lusos pelo mundo

O mês de Julho foi marcado essencialmente pela participação dos corredores lusos no Tour de France e pela competitiva actuação das Selecções Nacionais mais jovens em provas da Taça das Nações e dos Campeonatos da Europa de Estrada na Suíça.

Opinião Prólogo VoltaPortugal: Em busca do sonho

O ciclismo é feito de sonhos. Hoje, vários corredores partiram em busca do seu sonho no primeiro dia da 76ª Volta a Portugal.

Curiosidades sobre Rúben Guerreiro, 1º Sub-23 do Ranking APCP

O jovem Rúben Guerreiro (Liberty Seguros/Feira/KTM), de 20 anos, é no mês de Julho o 1º sub-23 (16º na geral) do Ranking Ciclista do Ano, promovido pela APCP – Associação Portuguesa de Ciclistas Profissionais. Ao longo da temporada tem demonstrado uma consistente maturidade frente aos profissionais do pelotão nacional, finalizando a Taça de Portugal Elites no 3º lugar do pódio. Fomos conhecer algumas curiosidades sobre o recente vencedor da 22ª Volta a Portugal do Futuro.

Opinião VoltaPortugal: 76ª edição a não perder!

O dia da apresentação da Volta a Portugal é sempre um momento muito aguardado. Não só porque é a corrida mais importante do país, o grande pilar do ciclismo luso, como também se reveste de um cenário totalmente diferente das demais provas. Com transmissão televisiva em directo na estação pública de televisão, a Volta é a montra para muitos corredores do pelotão nacional se mostrarem ao exterior. Para muitos é 'A' oportunidade, já que no restante ano pouca divulgação têm do trabalho realizado. Contudo, como todas as grandes provas, o que seria da Volta sem os ‘faits divers’ que apimentam as histórias da corrida fora da própria corrida?

César Fonte mantém liderança do Ranking APCP

O Ranking Nacional promovido pela APCP – Associação Portuguesa de Ciclistas Profissionais, não sofreu alterações significativas no mês de Julho. César Fonte (Rádio Popular-Boavista) manteve o primeiro lugar do Ranking Ciclista do Ano, consolidando a liderança com 542 pontos, a 117 de Eduard Prades (OFM-Quinta da Lixa) e a 191 de Edgar Pinto (LA Alumínios-Antarte), protagonista de uma subida de seis lugares fruto do desempenho no Troféu Joaquim Agostinho com a vitória de uma etapa e terminando terceiro na geral.

Et21 TDF: O Tour de Nibali, uma força da natureza

O italiano Vincenzo Nibali (Astana) deixou uma marca incontestável no 101º Tour de France. ‘Lo Squalo dello Stretto’ não se limitou a vencer a Grande Boucle. Destacou-se em diversas etapas pela vitória das mesmas e pelos ataques desferidos. Das 21 jornadas, 19 vestiu de amarelo. E fez duplamente história… Aos 29 anos é o sétimo italiano a conquistar o Tour, sucedendo 16 anos depois ao ‘Pirata’ Marco Pantani (1998), Felice Gimondi (1965), Gastone Nencini (1960), Fausto Coppi (1952/1949), Gino Bartali (1948/1938) e Ottavio Bottecchia (1925/1924). É o sexto ciclista a alcançar a ‘Tripla Coroa’ ao vencer as três grandes voltas –Tour, Giro e Vuelta–, feito somente alcançado pelo belga Eddy Merckx, o espanhol Alberto Contador, o italiano Felice Gimondi e os franceses Bernard Hinault e Jacques Anquetil.

Vincenzo Nibali vencedor 101º TDF (Foto www.letour.fr)
Nibali… O maillot jaune reflectiu uma presença perfeita em prova. Evitou as inúmeras quedas; atacou apesar da vantajosa liderança; superou com brilhantismo a etapa do pavé ao ganhar uma vantagem preciosa sobre os mais fortes adversários; venceu quatro etapas de dureza considerável, começando pela 2ª no Reino Unido ao estilo da Liège-Bastogne-Liège com 9 escaladas e vitória frente a Froome e Contador, triunfando depois em La Planche des Belles Filles, nos Alpes e nos Pirenéus. Esteve à altura de todos os desafios impostos e iguais para todos, mostrando à imagem da sua vitória o ano passado no Giro que é uma força da natureza, capaz de superar qualquer jornada de tormenta ou de sol abrasador. Um merecido vencedor do Tour, que desenhou um fosso de quase 8 minutos para os heróis franceses no pódio, Péraud e Pinot.

Os Franceses… Terminaram com três corredores no Top 10. Jean-Christophe Péraud (ALM), Thibaut Pinot (FDJ) e Romain Bardet (ALM) proporcionaram uma luta incansável pelos primeiros lugares. Desde 1984, há precisamente 30 anos, que a França não finalizava com dois corredores no pódio, ano do vencedor Laurent Fignon e do 2º Bernard Hinault. Na 101ª edição, a esquadra francesa AG2R La Mondiale brilhou em várias frentes vencendo por equipas, terminando 2ª da geral com Péraud de 37 anos e somando uma vitória em etapa por Blel Kadri. Na disputa pelo maillot da juventude, Pinot de 24 anos superou Bardet de 23, alcançando ainda o 3º lugar do pódio. Os franceses vestiram a amarela por um dia com Tony Gallopin (LTB), que dias mais tarde chegou à vitória de uma etapa.

Os Portugueses e luso-descendente… O sonho de ver o campeão do mundo Rui Costa (LAM) no Top 10 [pessoalmente no Top 5] desvaneceu-se com o seu abandono à 16ª etapa. Era até então 13º da geral, mas uma broncopneumonia foi mais forte do que todo o querer e persistência para continuar em prova. Tiago Machado (TNE) brilhou no 3º lugar da geral na 9ª etapa e possivelmente teria continuado nos lugares cimeiros não fosse a queda sofrida no dia seguinte. Contudo, batalhou por cada quilómetro até terminar a infeliz jornada, mostrando ao mundo a fibra de guerreiro que o caracteriza. Suportando a dor e melhorando nos dias seguintes, terminou em Paris o seu primeiro Tour na 72ª posição. Sérgio Paulinho (TCS), experiente nestas andanças do Tour, terminou a sua 7ª participação em 89º lugar. Nelson Oliveira (LAM) estreou-se com um 87º posto, trabalhando em prol da equipa e ainda alcançando uma boa performance no contra-relógio individual realizando o 17º melhor tempo, defendendo bem as cores de campeão nacional da especialidade. Também em estreia no Tour e igualmente incansável no trabalho de apoio à equipa, José Mendes (TNE) terminou em 124º da geral. Armindo Fonseca (BSE) realizou o sonho de pedalar o Tour, finalizou em 138º disputando ainda um sprint à 12ª etapa com o 12º posto.

Nelson Oliveira, Sérgio Paulinho e Tiago Machado (Foto Helena Dias)

Momentos Le Tour… O tsunami de fãs nos primeiros dias em Yorkshire (Reino Unido); o primeiro ataque pela camisola da montanha protagonizado pelo ‘Shut up Legs’ Jens Voigt (TFR); os quatro sprints vitoriosos de Marcel Kittel (GIA), dois deles a abrir e a fechar o Tour; as quase vitórias de Peter Sagan (CAN); a etapa do pavé; as duas vitórias de Rafal Majka com direito à conquista da camisola da montanha e uma de Michael Rogers para a Tinkoff-Saxo após a infortuna perda do líder Contador; as piscadelas de olho de Majka; as lágrimas de Jack Bauer (GRS) à 15ª jornada pela quase vitória após 222 km em fuga; o primeiro triunfo lituano no Tour por Ramunas Navardauskas (GRS); o 7º lugar de Leopold König (TNE) na geral; as duas vitórias de Tony Martin (OPQ) somando ao esperado triunfo do crono uma etapa em linha; as pedaladas na frente do pelotão de Cheng Ji (GIA), primeiro corredor chinês no Tour, ficando conhecido como o ‘assassino de fugas’ e lanterna vermelha desta edição; os abandonos de 34 corredores entre eles Cavendish (OPQ), Froome (SKY), Contador (TCS), Costa (LAM) e Talansky (GRS); a corrida feminina no último dia em Paris ‘La Course by Le Tour’.

Vencedores Le Tour…
Amarelo/Geral: Vincenzo Nibali (AST)
Branco/Juventude: Thibaut Pinot (FDJ)
Bolinhas/Montanha: Rafal Majka (TCS)
Verde/Pontos: Peter Sagan (CAN)
Equipa: AG2R La Mondiale
Mais Combativo: Alessandro De Marchi (CAN)
Vencedores Le Tour (Foto www.letour.fr)
Resultado Et21 dos heróis lusos e luso-descendente:
38 Nelson Oliveira (Por) LAM +9”
104 Sérgio Paulinho (Por) TCS +24”
116 Tiago Machado (Por) TNE +47”
121 José Mendes (Por) TNE +57”
123 Armindo Fonseca (Fra) BSE +57”

CG Final:
72 Tiago Machado (Por) TNE +3:08:03”
87 Nelson Oliveira (Por) LAM +3:30:36”
89 Sérgio Paulinho (Por) TCS +3:36:33”
124 José Mendes (Por) TNE +4:07:34”
138 Armindo Fonseca (Fra) BSE +4:30:52”
DNF Rui Costa (Por) LAM

(escrito em português de acordo com a antiga ortografia)

Et20 TDF: Tony Martin imbatível no CRI

A 48 km/h, Tony Martin (OPQ) derreteu os 54 km do contra-relógio individual em 1h06m21s. O campeão do mundo na especialidade somou assim duas vitórias em etapa no 101º Tour de France, uma edição totalmente dominada pelo campeão italiano Vincenzo Nibali (AST).
 
Tony Martin vencedor do CRI (Foto www.letour.fr)

164 corredores disputaram o esforço individual iniciado em Bergerac com a meta em Périgueux. Num terreno em sobe e desce, Tony Martin teve uma pedalada constante ao fazer o melhor tempo nos três pontos intermédios de cronometragem e finalizando com mais de 1 minuto de vantagem para os demais lugares do pódio da etapa, ambos campeões nacionais na especialidade. O holandês Tom Dumoulin (GIA) terminou em 2º a 1m39s e o checo Jan Barta (TNE) em 3º a 1m47s.

Relativamente à esperada decisiva batalha pelo pódio e Top 10 da geral, o contra-relógio produziu várias mudanças, nunca colocando em causa a confortável liderança de mais de 7 minutos de Nibali. Sobre o pódio, o espanhol Valverde (MOV) lutou contra um relógio impiedoso que não o deixou subir ao lugar desejado, mantendo a 4ª posição. As estrelas francesas deste Tour trocaram de posições mantendo o sonhado pódio, Pinot (FDJ) desceu para o 3º lugar e Péraud (ALM) subiu a 2º apesar do furo durante a prova, infortúnio também sofrido pelo seu companheiro de equipa Bardet, que assim desceu a 6º vendo o norte-americano Van Garderen (BMC) ocupar o 5º lugar. E quanto aos demais lugares cimeiros da geral, as trocas de posições foram totais. Os holandeses da Belkin, Ten Dam e Mollema desceram para 9º e 10º respectivamente, enquanto o checo König (TNE) escalou ao 7º lugar e o espanhol Zubeldia (TFR) a 8º.

Amanhã termina a Grande Boucle, numa jornada que será de consagração para Vincenzo Nibali e para a Astana. Na meta nos Champs-Élysées espera-se um derradeiro sprint e a festa final de consagração de todos os vencedores da 101ª edição.

Resultado Et20 dos heróis lusos e luso-descendente:
17 Nelson Oliveira (Por) LAM +3:30”
27 José Mendes (Por) TNE +4:23”
49 Tiago Machado (Por) TNE +5:50”
50 Sérgio Paulinho (Por) TCS +5:59”
141 Armindo Fonseca (Fra) BSE +9:28”

CG após Et20:
72 Tiago Machado (Por) TNE +3:07:40”
87 Nelson Oliveira (Por) LAM +3:30:51”
89 Sérgio Paulinho (Por) TCS +3:36:33”
124 José Mendes (Por) TNE +4:07:01”
138 Armindo Fonseca (Fra) BSE +4:30:19”

Resultados Et20 TDF (Foto Helena Dias)
CG após Et20 #TDF (Foto Helena Dias)

(escrito em português de acordo com a antiga ortografia)

Et19 TDF: 1º triunfo lituano por Navardauskas

O 101º Tour de France recebeu na meta em Bergerac a primeira vitória lituana da sua história. Ramunas Navardauskas venceu a 19ª etapa, dando à equipa Garmin-Sharp a primeira vitória nesta edição. Vincenzo Nibali (AST) está a duas etapas de juntar ao seu brilhante palmarés a conquista da Grande Boucle.

Vitória histórica de Navardauskas (Foto www.letour.fr)


Sem grande história ao longo dos 208,5 km de jornada, o pelotão partiu de Maubourguet Pays du Val d'Adour com Cyril Gautier (EUC) a tentar a fuga logo aos primeiros quilómetros. O francês teve mais tarde a companhia de Martin Elmiger (IAM), Arnaud Gérard (BSE), Tom-Jelte Slagter (GRS) e Rein Taaramäe (COF). Sempre a rolar, apenas com a chuva como inimigo, o quinteto em fuga esteve em perfeita sintonia até Slagter tentar a sorte em solitário a 32 km da meta.

Com a única dificuldade do dia pela frente, a 4ª categoria de Côte de Monbazillac (km 196), Slagter viu a distância para o pelotão esfumar-se no asfalto. Premiado nesta jornada com o dorsal vermelho da combatividade, ainda coroou o alto sendo alcançado pelo grande grupo logo em seguida.

Contudo, a Garmin-Sharp não deixou de acreditar na conquista da etapa. Logo após cruzar o alto de Monbazillac, a equipa norte-americana teve em Navardauskas a carta a jogar nos quilómetros finais. Pedalando em modo de contra-relógio individual, especialidade na qual é campeão nacional, o corredor lituano de 26 anos foi ganhando uma curta mas sólida vantagem, fugindo à perseguição das equipas que tinham por objectivo uma chegada ao sprint.

Já dentro dos 3 km finais, sem comprometer os tempos da classificação geral, uma queda envolveu alguns corredores dos lugares cimeiros como Bardet (ALM) e König (TNE), além de um dos favoritos à vitória do dia Peter Sagan (CAN). Entretanto, longe da confusão e a cruzar a meta Navardauskas ergueu os braços para a histórica vitória no Tour, deixando a 7s John Degenkolb (GIA) e Alexander Kristoff (KAT).

Resultado Et19 dos heróis lusos e luso-descendente:
63 Armindo Fonseca (Fra) BSE +3:10”
100 Sérgio Paulinho (Por) TCS +5:12”
109 José Mendes (Por) TNE +5:58”
120 Tiago Machado (Por) TNE +5:58”
158 Nelson Oliveira (Por) LAM +7:57”

CG após Et19:
72 Tiago Machado (Por) TNE +3:03:48”
87 Nelson Oliveira (Por) LAM +3:29:19”
91 Sérgio Paulinho (Por) TCS +3:32:32”
124 José Mendes (Por) TNE +4:04:36”
136 Armindo Fonseca (Fra) BSE +4:22:49”

Resultados Et19 TDF (Foto Helena Dias)
CG após Et19 TDF (Foto Helena Dias)

(escrito em português de acordo com a antiga ortografia)

Et18 TDF: Incontestável Nibali

Vincenzo Nibali somou hoje a quarta vitória em etapa no Tour, o seu Tour de France. Ao 16º dia a vestir a camisola amarela, o campeão italiano demonstrou que estando ou não diante dos mais fortes rivais, como Contador e Froome, esse facto nunca abalou a sua confiança em mostrar na estrada que a sua liderança foi mais do que merecida, sendo ganha quilómetro após quilómetro de ataques e defesas, somando também um enorme trabalho da equipa Astana. Sem dúvida, a cada dia fez por merecer e dignificar o maillot jaune e a sua incontestável liderança.
 
Incontestável Nibali (Foto www.letour.fr)

À 18ª etapa, o pelotão despediu-se dos Pirenéus ao longo de 145,5 km entre Pau e Hautacam. Aos primeiros quilómetros vários corredores tentaram a fuga, conseguindo destacar-se na frente um grupo de 20: Mikel Nieve (SKY), Florian Guillou (BSE), Yuriy Trofimov (KAT), Lars Boom (BEL), Jan Bakelants (OPQ), Blel Kadri (ALM), Matthieu Ladagnous (FDJ), Daniel Oss (BMC), Julien Simon (COF), Jesús Herrada e Ion Izagirre (MOV), Alessandro De Marchi e Marco Marcato (CAN), Sylvain Chavanel e Marcel Wyss (IAM), Bryan Coquard, Kévin Reza e Thomas Voeckler (EUC), Bartosz Huzarski e o português guerreiro Tiago Machado (TNE).

Com quatro escaladas pela frente, a fuga passou tranquila as primeiras subidas de 3ª categoria em Côte de Bénéjacq (km 28) e Côte de Loucrucq (km 56). Contudo, a maior dureza estava por vir e nos 17,1 km do mítico Col du Tourmalet (km 95,5) , a 7,3% de pendente média, a selecção começou a ser feita drasticamente. Na frente, o campeão francês Chavanel tentou uma aventura em solitário, mas a meio da subida já tinha sido substituído na frente pelo espanhol Nieve e o francês Kadri, que escreveu o seu nome como o primeiro a passar no alto do Tourmalet.

Na descida da mítica montanha, enquanto a dupla continuava a acreditar no sucesso da fuga, no grupo do líder Nibali testavam-se os adversários com Valverde (MOV) a aproveitar a descida para tentar fazer alguma diferença, mas o esforço acabou por ser inglório não conseguindo o objectivo e terminando o dia a descer para o 4º lugar da geral.

Chegou então o início dos 13,6 km finais de subida de Hautacam, a 7,8% de pendente média, com a dupla em fuga a perder rapidamente a vantagem alcançada até então. A Astana perseguia a todo o gás, parecendo ter apenas um fim à vista, uma nova vitória do seu líder na meta. Nas primeiras rampas de Hautacam, Kadri foi o primeiro da fuga a ceder enquanto no grupo de Nibali se via o tubarão italiano seguir na roda do ataque de Chris Horner (LAM). Não só alcançou o norte-americano, como seguiu em solitário em busca de Nieve, único sobrevivente na frente e vencedor do prémio da combatividade neste dia.

A 8 km do desfecho da jornada, a distância esfumou-se no asfalto e Nibali alcançou Nieve, passando o espanhol da Sky e não parando mais até alcançar o 4º triunfo na 101ª edição. A 1m10s chegou Thibaut Pinot (FDJ), o líder da juventude que destronou Valverde do 2º lugar da geral. Logo em seguida, a 1m12 cruzou a linha Rafal Majka (TCS), que assegurou de vez a liderança da camisola da montanha. O novo rosto do pódio da geral, o experiente Jean-Christophe Péraud (ALM) de 37 anos subiu ao 3º lugar ao finalizar a jornada na 4ª posição.

Resultado Et18 dos heróis lusos e luso-descendente:
69 José Mendes (Por) TNE +21:45”
70 Tiago Machado (Por) TNE +21:45”
71 Nelson Oliveira (Por) LAM +21:45”
91 Sérgio Paulinho (Por) TCS +28:41”
105 Armindo Fonseca (Fra) BSE +31:01”

CG após Et18:
70 Tiago Machado (Por) TNE +2:57:07”
87 Nelson Oliveira (Por) LAM +3:21:29”
91 Sérgio Paulinho (Por) TCS +3:27:27”
122 José Mendes (Por) TNE +3:58:45”
137 Armindo Fonseca (Fra) BSE +4:19:46”

Resultados Et18 TDF (Foto Helena Dias)
CG após Et18 TDF (Foto Helena Dias)

(escrito em português de acordo com a antiga ortografia)

Et17 TDF: Piscadela do vencedor Majka

Há 21 anos atrás, Zenon Jaskula foi o primeiro polaco a vencer uma etapa no Tour de France, exactamente em Saint-Lary. Hoje, Rafal Majka seguiu as pedaladas do seu conterrâneo no mesmo local, alcançando a segunda vitória pessoal nesta 101ª edição, a terceira da Tinkoff-Saxo.
 
Piscadela do vencedor Majka (Foto @letour)

As tentativas de fuga na 17ª etapa não se fizeram esperar. Curta em extensão, longa na dureza, a jornada contou com três 1ªs categorias e uma categoria especial ao final dos 124,5 km iniciados em Saint-Gaudens. A primeira aventura de 8 corredores, com o português Sérgio Paulinho (TCS), não vingou, dando lugar a um grupo mais numeroso de 22 ciclistas na frente da corrida para enfrentar a primeira subida de Col du Portillon (km 57,5): Joaquim Rodríguez (KAT), Alessandro De Marchi (CAN), Bauke Mollema (BEL), Kristijan Durasek (LAM), Jakob Fuglsang (AST), Blel Kadri (ALM), Tom Dumoulin (GIA), Jurgen Van den Broeck (LTB), Fränk Schleck (TFR), Rein Taaramäe (COF), Nicolas Roche e Rafal Majka (TCS), Amaël Moinard e Peter Velits (BMC), David Lopez e Vassil Kiriyenka (Sky), Jesús Herrada, Jon Izagirre e Giovanni Visconti (MOV), Pierre Rolland, Yukiya Arashiro e Cyril Gautier (EUC).

Terminada a primeira subida, logo em seguida iniciaram Col de Peyresourde (km 82), onde Kiriyenka deixou os companheiros de fuga em busca do sucesso na etapa. Roche e Herrada tentaram chegar até ao bielorusso de expressão imperturbável, mas sem êxito. Kiryienka continuou sozinho, mas não por muito tempo. Na terceira escalada do dia, Col de Val Louron-Azet (km 102,5), já tinha novamente a companhia de 13 dos companheiros de fuga, muito pelo trabalho de Roche na perseguição.

Restava a derradeira ascensão, a mais dura de Saint-Lary Pla d'Adet. Ao longo dos seus 10,2 km de extensão, a 8,3% de pendente média, o figurino mudou. Na frente iniciaram a escalada Rolland, Roche, Moinard e Visconti, insistindo o italiano da Movistar numa pedalada em solitário a 8 km da meta. Contudo, o polaco Majka ainda não tinha posto um ponto final na fuga e, piscando o olho ao repórter de televisão, pedalou até Visconti, deixando-o de vez a 2,4 km da meta. Com a vitória à vista, Majka somou à segunda piscadela de olho a segunda vitória neste Tour, defendendo igualmente a liderança da montanha. A 29s cruzou a meta Visconti e a 46s Nibali.

Os dias passam e o Tour está cada vez mais perto do final. Na batalha pelo pódio, os franceses continuam a sua luta com Bardet (ALM) a desferir hoje um ataque na última descida, mas sem efeito para os mais directos rivais e tendo a equipa francesa em Péraud mais uma carta a jogar na geral. Valverde (MOV) ainda descolou do grupo, mas depressa a equipa apoiou o líder mantendo o 2º lugar da geral intacto, à imagem do 3º lugar de Pinot (FDJ). Quanto a Nibali (AST), os mais de 5 minutos de vantagem dão-lhe a tranquilidade necessária na liderança da Grande Boucle.

Resultado Et17 dos heróis lusos e luso-descendente:
52 Nelson Oliveira (Por) LAM +14:17”
54 Tiago Machado (Por) TNE +14:17”
65 Sérgio Paulinho (Por) TCS +16:49”
129 José Mendes (Por) TNE +25:59”
139 Armindo Fonseca (Fra) BSE +27:46”

CG após Et17:
75 Tiago Machado (Por) TNE +2:36:12”
89 Sérgio Paulinho (Por) TCS +2:58:46”
90 Nelson Oliveira (Por) LAM +2:59:44”
129 José Mendes (Por) TNE +3:37:00”
140 Armindo Fonseca (Fra) BSE +3:48:45”

Resultados Et18 TDF (Foto Helena Dias)
CG após Et18 TDF (www.letour.fr)

(escrito em português de acordo com a antiga ortografia)

Daniela Reis conquista Taça de Portugal 2014

Gondomar recebeu o final da Taça de Portugal Femininas nas quatro categorias. À excepção das elites, onde a vitória pertenceu a Daniela Reis (Acreditar/AC Malveira), nos demais escalões triunfaram as campeãs nacionais de fundo. Em juniores Andreia Alves (Acreditar/AC Malveira), em cadetes Beatriz Lopes (CC Ouriquense) e em veteranas Teresa Fernandes (Atlantic Service/Clube Xelb). Por equipas, a vitória sorriu ao CC Ouriquense.

Na tarde do passado domingo, dia 20, disputou-se o 1º Grande Prémio Gondomar É D’Ouro, a 4ª e última prova pontuável do Troféu que premeia a regularidade das atletas. As elites pedalaram 20 voltas a um circuito de 3,5 km. No final dos 70 km, Daniela Reis (Acreditar/AC Malveira) venceu com supremacia, deixando a 4m29s Ana Rita Vigário (BMC/Sram/Póvoa de Varzim) e a 5m03s a companheira de equipa Ana Valido. Ao agarrar o triunfo de duas das quatro provas pontuáveis, Daniela Reis conquistou a Taça dias após se destacar no Campeonato da Europa Sub-23 em Nyon, Suíça, integrando a fuga principal da prova apenas acompanhada por três atletas, que viriam a discutir a vitória final.

As juniores pedalaram 16 voltas ao circuito de 3,5 km. Ao fim de 56 km, Ana Lopes (CC Ouriquense) superou ao sprint Andreia Alves (Acreditar/AC Malveira), que conquistou o Troféu vencendo igualmente duas das quatro provas disputadas.

Cadetes e veteranas pedalaram 12 voltas ao circuito de 3,5 km, perfazendo um total de 42 km. Nas mais novas, Beatriz Lopes (CC Ouriquense) conquistou a Taça de forma categórica ao vencer todas as provas pontuáveis. Na meta em Gondomar deixou a 2m12s Inês Raimundo (Atlantic Service/Clube Xelb) e a 2m51s Alexandra Santos (Viveiros Vítor Lourenço/Sintra CC).

Nas mais experientes, Teresa Fernandes (Atlantic Service/Clube Xelb) conquistou o primeiro lugar da Taça ao somar nesta última prova o segundo triunfo na meta, deixando a 2m12s Orieta Oliveira (CC Ouriquense) e a 5m18s Natália Mendes (Freebike Shop/Bike CSBrás).

Pódio Elites (Foto FPC)

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Resultados completos 4ª Prova
Ranking Taça de Portugal Femininas
3ª Prova - "Celina Carpinteiro na liderança da Taça de Portugal"
2ª Prova - "Celina Carpinteiro triunfa na 2ª prova Taça de Portugal"
1ª Prova - "Daniela Reis triunfa na 1ª prova Taça de Portugal"
(escrito em português de acordo com a antiga ortografia)

Et16 TDF: A força vencedora da Tinkoff-Saxo

O Tour de France tem demonstrado a cada etapa que da adversidade nasce a força. Hoje, Michael Rogers desenhou esta realidade na chegada a Bagnères-de-Luchon ao conquistar a segunda vitória no Tour para a Tinkoff-Saxo,  após a equipa perder o líder Alberto Contador. O australiano de 34 anos alcançou assim a sua primeira vitória pessoal na Grande Boucle.
 
Vitória de Michael Rogers (Foto © ASO/X.Bourgois)

A mais longa jornada do Tour marcou o início da batalha nos Pirenéus, reservando ao pelotão 237,5 km. À partida de Carcassonne, o grupo já não contou com a presença do português e líder da Lampre-Merida Rui Costa, que viu o sonho chegar ao fim em consequência de uma broncopneumonia, tendo o médico da equipa aconselhado o campeão do mundo a deixar a prova.

Após o segundo dia de descanso, o pelotão teve no menu cinco montanhas, a última das quais de categoria especial, Port de Balès com 11,7 km de extensão e 7,7% de pendente média. Após várias tentativas, uma numerosa fuga de 21 corredores conseguiu formar a fuga do dia: Jon Izagirre (MOV), Michael Rogers (TCS), Tom-Jelte Slagter (GRS), José Serpa (LAM), Jérémy Roy (FDJ), Tony Gallopin (LTB), Greg van Avermaet (BMC), Roger Kluge (IAM), Michael Albasini e Jens Keukeleire (OGE), Anthony Delaplace e Florian Vachon (BSE), Bernhard Eisel e Vassil Kiriyenka (SKY), Jan Bakelants e Michal Kwiatkowski (OPQ), Samuel Dumoulin e Matteo Montaguti (ALM), Cyril Gautier, Kévin Reza e Thomas Voeckler (EUC).

Sempre em sintonia, a fuga chegou à última e decisiva ascensão com uma confortável vantagem de cerca de 12 minutos para o pelotão comandado pela Astana. Na frente, em plena subida de Port de Balès, o primeiro a testar os adversários foi Jérémy Roy, seguindo-se Voeckler. Entre ataques e respostas, no final da ascensão destacaram-se na frente Serpa, Voeckler e Rogers. Com 21,5 km de descida até à meta ainda tiveram a companhia de Kiriyenka e Gautier.

Contudo, tal como o companheiro português Bruno Pires nos confessou ontem em entrevista, A minha equipa reagiu muito bem à perda do líder, transformou a dor em força e isso já nos valeu uma vitória de etapa e penso que não fica por aí”. Pois bem, Michael Rogers atacou a 5 km do final, lutou em solitário até à meta e conquistou mais uma etapa para a Tinkoff-Saxo, deixando os companheiros de fuga a 9s, terminando em seguida Voeckler e Kiryienka.

Mais atrás, no grupo dos favoritos ao pódio final a batalha travou-se essencialmente entre os franceses Thibaut Pinot (FDJ) e Romain Bardet (ALM), com o primeiro a destronar o segundo do terceiro lugar do pódio e da camisola branca da juventude. O líder Vincenzo Nibali (AST) passou tranquilamente esta primeira batalha nos Pirenéus.

Resultado Et16 dos heróis lusos e luso-descendente:
78 Nelson Oliveira (Por) LAM +20:44”
80 Tiago Machado (Por) TNE +20:44”
85 José Mendes (Por) TNE +20:44”
87 Armindo Fonseca (Fra) BSE +20:44”
89 Sérgio Paulinho (Por) TCS +20:44”
DNS Rui Costa (Por) LAM

CG após Et16:
76 Tiago Machado (Por) TNE +2:22:41”
95 Sérgio Paulinho (Por) TCS +2:42:43”
103 Nelson Oliveira (Por) LAM +2:46:13”
130 José Mendes (Por) TNE +3:11:47”
140 Armindo Fonseca (Fra) BSE +3:21:45”
 
Resultados Et16 TDF (Foto Helena Dias)

CG após Et16 TDF (Foto Helena Dias)

(escrito em português de acordo com a antiga ortografia)

Bruno Pires: “A minha equipa transformou a dor em força"

O ciclista português Bruno Pires iniciou a carreira profissional em 2002, impondo nos últimos anos o seu valor no pelotão internacional e sempre em equipas WorldTour. Ingressou em 2011 na Leopard-Trek e desde 2012 pedala na Tinkoff-Saxo.


Descrito pela própria equipa como tendo notáveis capacidades de trepador, aos 33 anos é um dos principais pilares da esquadra russa na montanha, “elevando a Tinkoff-Saxo a um nível superior nas corridas por etapas e oferecendo um apoio vigilante nas corridas montanhosas de um dia com subidas íngremes”.

Et4 VaPF: Guerreiro conquista 22ª Volta do Futuro

Rúben Guerreiro é o mais recente vencedor da Volta a Portugal do Futuro. Após conquistar a etapa rainha, hoje defendeu os segundos que o separavam do 2º lugar ocupado pelo campeão nacional de fundo sub-23 Joaquim Silva (Anicolor), alcançando para a equipa Liberty Seguros/Feira/KTM a 7ª vitória entre as 22 edições da Volta das jovens promessas do ciclismo. Peio Goikoetxea (Café Baqué-Conservas Campos) venceu esta última jornada.

Et15 TDF: Bis de Kristoff

O norueguês Alexander Kristoff alcançou para a Katusha o segundo triunfo no Tour de France, tirando em cima do risco o sabor da vitória para os homens em fuga. Vincenzo Nibali (AST) somou o 13º dia a envergar o maillot jaune.

Uma etapa mais calma no papel, sem montanha mas muita chuva no final, antecedeu o segundo dia de descanso no Tour. De Tallard a Nîmes, o pelotão rolou 222 km com uma dupla em fuga desde o início da jornada. O campeão suíço Martin Elmiger (IAM) e Jack Bauer (GRS) saltaram para a frente da corrida mal passaram o km 0. No pelotão, as equipas com o objectivo de um final ao sprint controlaram a distância para garantir uma chegada a alta velocidade.

A aventura esteve perto, muito perto, de sentir o sabor da vitória. A longa recta da meta mostrou o duo a sprintar para a linha ao mesmo tempo que o pelotão sprintava na sua roda. Em cima do risco, a dupla foi engolida pela fúria dos pedais em perseguição com o norueguês Alexander Kristoff (KAT) a conquistar a segunda vitória neste Tour, impondo-se a Henrich Haussler (IAM) e, novamente sem o gosto do triunfo, Peter Sagan (CAN).

Entre lágrimas Bauer (IAM) terminou 10º na meta, depois de estar a centímetros da vitória. Elmiger (IAM) foi premiado como o mais combativo da jornada.

Assim parte o pelotão com Nibali (AST) no comando para o segundo dia de descanso. A batalha final deste Tour será vivida nos Pirenéus e no contra-relógio individual que antecede a última etapa com chegada aos Champs-Élysées.


Vitória de Kristoff (Foto ASO)

Resultado Et15 dos heróis lusos e luso-descendente:
18 Nelson Oliveira (Por) LAM m.t.
25 Rui Costa (Por) LAM m.t.
77 José Mendes (Por) TNE +18”
78 Tiago Machado (Por) TNE +18”
149 Armindo Fonseca (Fra) BSE +5:22”
159 Sérgio Paulinho (Por) TCS +12:20”

CG após Et15:
13 Rui Costa (Por) LAM +12:57”
75 Tiago Machado (Por) TNE +2:10:29”
98 Sérgio Paulinho (Por) TCS +2:30:31”
108 Nelson Oliveira (Por) LAM +2:34:01”
133 José Mendes (Por) TNE +2:59:35”
145 Armindo Fonseca (Fra) BSE +3:09:33”

Resultados Et15 TDF (Foto Helena Dias)
CG após Et15 TDF (Foto Helena Dias)

(escrito em português de acordo com a antiga ortografia)

Delio Fernández: “O objectivo é conquistar a camisola amarela em Lisboa”

Delio Fernández (OFM-Quinta da Lixa) acaba de conquistar a primeira vitória da temporada no Troféu Joaquim Agostinho. Vista como uma prova que serve de antessala à Volta a Portugal, o galego de 28 anos concedeu-nos umas palavras a poucos dias de começar a Grandíssima, corrida ganha pela equipa em 2013 e onde brilhou com a vitória de uma etapa e o 11º lugar geral.

Et3 VaPF: Vitória e liderança de Guerreiro

A chegada à Serra do Larouco prometia mudanças e assim sucedeu com Samuel Magalhães a perder a amarela. Contudo a Liberty Seguros/Feira/KTM manteve a liderança da Volta a Portugal do Futuro com a vitória de Rúben Guerreiro e consequente subida ao primeiro lugar do recente vencedor da Taça de Portugal Sub-23.

Et14 TDF: Majka vinga Tinkoff no Tour

A Tinkoff-Saxo vingou o abandono do líder Contador do Tour de France, vendo Rafal Majka triunfar no alto de Risoul, neste segundo e último dia nos Alpes. Quanto a Vincenzo Nibali (AST), começam a faltar palavras para descrever o extraordinário desempenho do campeão italiano na consolidação do maillot jaune, que hoje protagonizou mais um final em ataque.

Vitória de Rafal Majka (Foto ASO)

Mal esvoaçou a bandeirola de partida em Grenoble vários corredores tentaram formar a fuga, com 17 a fugir para a frente de corrida: Jesús Herrada (MOV), Joaquim Rodríguez (KAT), Steven Kruijswijk (BEL), Christophe Riblon (ALM), Albert Timmer (GIA), José Serpa (LAM), Amaël Moinard (BMC), Cyril Gautier (EUC), Simon Yates (OGE), Mikel Nieve e Geraint Thomas (SKY), Rafal Majka e Nicolas Roche (TCS), Peter Sagan e Alessandro De Marchi (CAN), Nicolas Edet e Rein Taaramäe (COF).

O dia nos Alpes ia ser longo… 34 km de escalada do Col du Lautaret (1ª cat. km 82), seguindo-se 19 km do Col d’Izoard (cat. especial km 132,5) e o final de 12,6 km em Risoul (1ª cat.). A fuga coroou o primeiro alto com 5 minutos de vantagem para um pelotão sempre ritmado pela líder Astana, mudando o cenário na abordagem ao segundo alto onde a NetApp-Endura, com Tiago Machado e José Mendes a impor o ritmo, tomou o comando do grande grupo com vista a anular a fuga e tentar uma vitória com o homem do Mt. Diablo do Tour of California 2013, Leopold König, que faria 9º no final da jornada. O trabalho da equipa alemã levou ao baixar para metade da vantagem da fuga no final da segunda subida. Na frente, ‘Purito’ Rodríguez (KAT) pontuou o máximo nessas duas montanhas, tudo pelo objectivo da sua camisola da montanha.

Restava a última ascensão. Risoul esperava a batalha final e todos os aventureiros, à excepção de Majka, viram o sonho terminar com o acelerar da AG2R La Mondiale no grupo dos favoritos. Contudo, não foi a equipa francesa a dar a pedalada-chave, mas sim o maillot jaune Nibali. O líder do Tour atacou neste grupo com 4 km para a linha, tendo apenas por companhia Jean-Christophe Péraud (ALM). Atrás, ninguém queria perder o ‘comboio’, mas nem toda a força demonstrada por Tejay Van Garderen (BMC), totalmente a levar na sua roda os favoritos na luta pelos lugares cimeiros da geral, conseguiu chegar aos três primeiros a cruzar a meta.

O triunfo não fugiu ao polaco Majka, que assim alcançou a primeira vitória da sua jovem carreira no Tour. Em seguida, terminou o líder Nibali a 24s e Péraud a 26s. O campeão do mundo Rui Costa (LAM) chegaria minutos mais tarde, descendo para a 13ª posição na geral.

Resultado Et14 dos heróis lusos e luso-descendente:
24 Rui Costa (Por) LAM +4:46”
69 Sérgio Paulinho (Por) TCS +15:32”
88 José Mendes (Por) TNE +21:54”
104 Tiago Machado (Por) TNE +25:24”
108 Armindo Fonseca (Fra) BSE +25:24”
117 Nelson Oliveira (Por) LAM +25:24”

CG após Et14:
13 Rui Costa (Por) LAM +12:57”
76 Tiago Machado (Por) TNE +2:10:11”
87 Sérgio Paulinho (Por) TCS +2:18:11”
112 Nelson Oliveira (Por) LAM +2:34:01”
136 José Mendes (Por) TNE +2:59:17”
141 Armindo Fonseca (Fra) BSE +3:04:11”

Resultados Et14 TDF (Foto Helena Dias)
CG após Et14 TDF (www.letour.fr)

(escrito em português de acordo com a antiga ortografia)

Et2 VaPF: Vitória de Carlos Ribeiro

Samuel Magalhães (Liberty Seguros/Feira/KTM) segurou por 3 segundos a liderança da Volta a Portugal do Futuro. A Anicolor ameaçou ontem com Rui Rodrigues e hoje chegou à vitória da 2ª etapa com Carlos Ribeiro.

Et13 TDF: Tremendo Nibali!

Vincenzo Nibali (AST) venceu a primeira batalha nos Alpes do 101º Tour de France. Somou ao triunfo da etapa e consolidação da liderança, a tremenda actuação nos 3 quilómetros finais da subida de Chamrousse, respondendo aos ataques dos rivais e atacando para a conquista da linha de meta, onde uma bandeira portuguesa entre o numeroso público recebia os heróis à chegada!
 
Tremendo Nibali!  (Foto © ASO/X.Bourgois)

Um minuto de silêncio pela tragédia do Boeing da Malaysia Airlines antecedeu o início da jornada de 197,5 km iniciados em Saint-Étienne. Esta primeira batalha nos Alpes era há muito aguardada. Por um lado, a expectativa de ver até onde Nibali levaria tamanha diferença de desempenho relativamente aos rivais mais próximos. Por outro, perceber quem desses rivais estaria mais forte na luta pelo pódio. Os 18,2 km de escalada final em Chamrousse, a 7,3% de pendente média, responderam a algumas dúvidas.

A fuga do dia contou com vários nomes, mas foi o italiano Alessandro De Marchi (CAN) quem mais pedalou por uma vitória. Saiu em solitário desde o km 140, coroou a 1ª categoria de Col de Palaquit (km 152) e ainda enfrentou as primeiras rampas de Chamrousse, sendo alcançado a 13 km da meta. O prémio da combatividade não lhe fugiu, ao contrário da sonhada vitória da jornada.

Mas outras lutas se impunham e, após um trabalho extenuante de Gadret para o líder Valverde (MOV), a Astana liderou o grupo reduzido dos favoritos levando ao fim do sonho de Richie Porte (SKY) pela geral, acabando o australiano por dizer adeus ao 2º lugar do pódio ao cair para a 16ª posição, a 11m11s de Nibali.

Numa demonstração do seu valor, o campeão italiano pedalou para a vitória da 13ª etapa, como se afirmasse a cada golpe de pedal que se vencer este Tour será pelo seu poderio e não pela falta de adversários mais fortes. Outros mantinham-se no sonho… Valverde (MOV) pedalou para o 2º lugar da geral. Resistindo ao calor e à dureza dos metros finais, o espanhol terminou 4º na meta, sendo precedido por Rafal Majka (TCS) e Leopold König (TNE). Também os franceses Thibaut Pinot (FDJ) e Romain Bardet (ALM) mostraram garra em plena subida, recuperando posições e finalizando em 5º e 7º respectivamente, não esquecendo a companhia preciosa de Tejay Van Garderen (BMC) em plena ascensão ao lado de Bardet, finalizando o americano em 6º na meta.

E após algumas quebras de rendimento nos quilómetros finais, ainda a recuperar da bronquite aguda que assola o campeão do mundo, Rui Costa (LAM) manteve o seu ritmo tendo a seu lado o companheiro Chris Horner. O trabalho em equipa e a persistência do português levou-o a escalar até ao 9º lugar da geral e a calar algumas dúvidas sobre a liderança na Lampre-Merida, levando mesmo a equipa a soltar um tweet em plena etapa: “Espero que a partir de hoje ninguém diga que Horner não está ao serviço de Rui Costa. Finalmente podem ver isso?! Obrigado”.



O primeiro dia de verdadeira montanha fez a diferença no pódio, mas não na liderança de Nibali, cada vez mais rei e senhor da Grande Boucle.

Resultado Et13 dos heróis lusos e luso-descendente:
15 Rui Costa (Por) LAM +3:01”
65 José Mendes (Por) TNE +32:22”
75 Tiago Machado (Por) TNE +32:22”
94 Sérgio Paulinho (Por) TCS +33:56”
97 Armindo Fonseca (Fra) BSE +33:56”
106 Nelson Oliveira (Por) LAM +38:38”

CG após Et13:
9 Rui Costa (Por) LAM +8:35”
72 Tiago Machado (Por) TNE +1:45:11”
96 Sérgio Paulinho (Por) TCS +2:03:03”
109 Nelson Oliveira (Por) LAM +2:09:01”
140 José Mendes (Por) TNE +2:37:47”
143 Armindo Fonseca (Fra) BSE +2:39:11”

Resultados Et13 TDF (Foto Helena Dias)
CG após Et13 TDF (Foto Helena Dias)

(escrito em português de acordo com a antiga ortografia)

Et1 VaPF: Samuel Magalhães, o triunfo da pista ao asfalto

Samuel Magalhães, 21 anos, agarrou a primeira vitória da Liberty Seguros/Feira/KTM na 22ª Volta a Portugal do Futuro. Uma equipa habituada a vencer a prova em anos transactos, começou com a pedalada direita a edição inscrita este ano no calendário continental sub-23 da UCI.

Et12 TDF: Vitória de Kristoff

Após uma extraordinária luta contra o sofrimento, Andrew Talansky (GRS) secou as lágrimas e terminou a etapa de ontem, mas hoje não partiu de Bourg-en-Bresse. A decisão de parar a sua aventura no Tour de France e descansar o corpo para as próximas provas foi tomada no dia em que se percorreram 185,5 km até à meta em Saint-Étienne, onde a vitória sorriu ao norueguês Alexander Kristoff (KAT) e Vincenzo Nibali (AST) guardou uma vez mais o maillot jaune.
 
Vitória de Kristoff (Foto © ASO/B.Bade)

A fuga foi tentada por cinco aventureiros: Sebastian Langeveld (GRS), Gregory Rast (TFR), Simon Clarke (OGE), David De La Cruz (TNE) e Florian Vachon (BSE). Ultrapassadas duas das quatro montanhas do dia, uma queda sofrida por De La Cruz levou também Langeveld a sentir a dureza do asfalto. Em consequência, o espanhol fracturou a clavícula, levando-o a abandonar a sua primeira Grande Boucle.

O quarteto continuou na frente, mas na escalada de Col des Brosses (3ª cat. km 138) apenas Clarke e Langeveld conseguiam manter o ritmo na frente. Enquanto a dupla se mantinha forte na última subida, em Côte de Grammond (4ª cat. km 164), no pelotão atacou outra dupla, esta francesa composta por Perrig Quémeneur e Cyril Gautier (EUC). No comando do grande grupo impunha o ritmo a Giant-Shimano para a possível vitória de Degenkolb, mais talhado para ultrapassar este final montanhoso do que o já vitorioso Kittel.

Ainda antes de coroar o alto, Simon Clarke tentou seguir em solitário. Tendo ainda 25 km para a linha chegou à sua companhia a dupla francesa. O trio permaneceu unido até faltarem somente 7 km para o desenlace, momento em que apenas Clarke e Gautier resistiam à perseguição do pelotão. Por fim, a dupla viu o sonho terminar a 5 km da meta, tendo o australiano da Orica-GreenEdge como prémio de consolação a combatividade do dia.

Com o sprint à vista, a Giant apagou-se da frente do pelotão e a Cannondale tomou as rédeas da aceleração, mas a vitória continuou a fugir a Peter Sagan. O eslovaco finalizou em segundo, sendo superado em cima do risco por Kristoff e ficando em terceiro o francês Arnaud Demare (FDJ).

Resultado Et12 dos heróis lusos e luso-descendente:
13 Armindo Fonseca (Fra) BSE m.t.
48 Rui Costa (Por) LAM m.t.
114 Sérgio Paulinho (Por) TCS +2:24”
135 José Mendes (Por) TNE +5:45”
151 Tiago Machado (Por) TNE +10:12”
160 Nelson Oliveira (Por) LAM +10:12”

CG após Et12:
13 Rui Costa (Por) LAM +5:34”
67 Tiago Machado (Por) TNE +1:12:49”
102 Sérgio Paulinho (Por) TCS +1:29:07”
105 Nelson Oliveira (Por) LAM +1:30:23”
148 Armindo Fonseca (Fra) BSE +2:05:15”
149 José Mendes (Por) TNE +2:05:25”

Resultados Et12 TDF (Foto Helena Dias)
CG após Et12 TDF (Foto Helena Dias)

(escrito em português de acordo com a antiga ortografia)