TJAgostinho: Amaro Antunes e José Neves brilham no Alto de Montejunto

Uma dupla lusitana brilhou ao terceiro dia do 40º Grande Prémio Internacional de Torres Vedras – Troféu Joaquim Agostinho. Amaro Antunes (W52-FC Porto) arrebatou a primeira chegada em alto no Montejunto e o jovem campeão nacional de contra-relógio José Neves (Liberty Seguros-Carglass) vestiu a camisola amarela.


Trio luso no pódio de Montejunto: José Neves, Amaro Antunes e César Martingil (© Helena Dias)

Amaro Antunes e Raúl Alarcón celebram com abraço a vitória da etapa (© Helena Dias)

Venceslau Fernandes abraça emocionado o novo líder da camisola amarela José Neves (© Helena Dias)

A temporada começou da melhor forma para Amaro Antunes, que triunfou no alto do Malhão na Volta ao Algarve, seguindo-se a conquista da Clássica da Arrábida. Esta sexta-feira, não deixou fugir mais uma vitória na exigente ascensão de 1ª categoria do Montejunto. “Foi excelente. Fiz uma subida desde lá debaixo sempre na frente. Estou em fase de teste, mas já sabia que estava num nível razoável. Consegui o objectivo de ganhar no Montejunto. Uma queda no primeiro dia fez-me perder algum tempo e pode vir a ser uma penalização no final, mas tudo faremos para obter um bom resultado”, disse Amaro Antunes ao Cycling & Thoughts.

Quanto ao jovem campeão nacional sub-23 de contra-relógio e recente vencedor da etapa rainha e da geral da Volta a Portugal do Futuro mostrou-se radiante com o 3º lugar obtido na jornada e subida à liderança da geral. “É uma sensação incrível! Nem sabia que estava de amarelo, só agora é que soube. É uma sensação enorme! Foi um sofrimento até chegar cá acima. Vim sempre com o Fred [Frederico Figueiredo (Sporting-Tavira)], sempre a puxar por mim e consegui cá chegar acima e fazer terceiro”, disse José Neves ao Cycling & Thoughts, após o abraço emotivo aos companheiros de equipa. Quanto à defesa da camisola amarela, acrescentou: “Vai ser um bocadinho difícil, mas vamos ver como é que corre.”

A segunda etapa ofereceu a primeira chegada em alto da 40ª edição do Troféu Joaquim Agostinho. Com partida de Sobral de Monte Agraço, o pelotão percorreu 155 km até ao Alto de Montejunto, tendo este ano o atractivo de passar pela região vitivinícola de Bucelas.

Ao contrário dos anos anteriores, a escalada final fez-se por Avenal, surgindo a 5,5 km da meta um prémio de montanha de 1ª categoria de 2,1 km de extensão a 10,8% de média. Assim, ao longo do dia superaram-se as subidas de 3ª categoria ao km 41,3, km 81,3 e km 107,9 na Serra da Vila, seguindo-se a 1ª categoria ao km 149,5, a anteceder a chegada em alto de 1ª categoria no Montejunto.

O dia foi bastante atacado desde o tiro de partida, com vários corredores a tentarem a sua sorte numa jornada de extremo desgaste, devido ao rompe-pernas constante. Só após 25 km pedalados, um grupo de 11 elementos conseguiu uma distância favorável à formação da fuga, mas viram o esforço ser inglório pelo trabalho no pelotão. Com a fuga anulada ainda longe dos momentos decisivos da jornada, mais ciclistas tentaram tomar a frente da corrida, mostrando-se novamente inglório o seu esforço.

A decisão da corrida começou a escrever-se a 6,5 km do desfecho, no momento em que Amaro Antunes conseguiu distanciar-se dos demais adversários e se lançou à conquista da etapa. Superou a 1ª categoria a 5,5 km da meta e ao longo dos derradeiros quilómetros seguiu isolado na frente, seguido de perto pela dupla Frederico Figueiredo (Sporting-Tavira) e José Neves.

A pérola do pelotão luso não se deixou alcançar e, pedalando contra o forte vento e as duras rampas de Montejunto, Amaro Antunes agarrou a vitória da jornada a 23 segundos de Frederico Figueiredo, 32 segundos de José Neves e 1 minuto para Vicente de Mateos (Louletano-Hospital de Loulé) e para o vencedor da edição anterior Rinaldo Nocentini (Sporting-Tavira). O rei de Montejunto dos dois anos anteriores, João Benta (RP-Boavista) cruzou a linha em 8º, a 1 minuto e 11 segundos. O ex-camisola amarela Andreas Vangstad (Team Sparebanken Sor) chegou em 38º lugar, a 5 minutos e 33 segundos.

Com esta vitória, Amaro Antunes subiu a 2º na geral, liderando a camisola da montanha, do combinado e da classificação por pontos. José Neves subiu ao comando da amarela e da classificação da juventude, enquanto o companheiro de equipa César Martingil assumiu a liderança das metas volantes. Por equipas, o comando permaneceu na W52-FC Porto.

Amanhã, a terceira etapa disputa-se em dois sectores. De manhã, pedalam-se 78 km entre Atouguia da Baleia e Vimeiro. Pela tarde, corre-se o circuito em Torres Vedras, num total de 111 km.

Resultados Et2 [resultados completos]
1º Amaro Antunes (Por) W52-FC Porto 3:51:52 [40,058 km/h]
2º Frederico Figueiredo (Por) Sporting-Tavira +23s
3º José Neves (Por) Liberty Seguros-Carglass +32s
4º Vicente de Mateos (Esp) Louletano-Hospital de Loulé +1:00s
5º Rinaldo Nocentini (Ita) Sporting-Tavira +1:00s
6º Manuel Sola (Esp) Caja Rural-Seguros RGA +1:03s
7º Pablo Torres (Esp) Burgos BH +1:11s
8º João Benta (Por) RP-Boavista +1:11s
9º Hugo Sancho (Por) LA Alumínios-Metalusa-BlackJack +1:14s
10º Sérgio Paulinho (Por) Efapel +1:14s

Classificação Geral
1º José Neves (Por) Liberty Seguros-Carglass 7:35:47
2º Amaro Antunes (Por) W52-FC Porto +11s
3º Frederico Figueiredo (Por) Sporting-Tavira +23s
4º Rinaldo Nocentini (Ita) Sporting-Tavira +26s
5º Sérgio Paulinho (Por) Efapel +38s
6º Vicente de Mateos (Esp) Louletano-Hospital de Loulé +40s
7º Raúl Alarcón (Esp) W52-FC Porto +54s
8º João Benta (Por) RP-Boavista +57s
9º Pablo Torres (Esp) Burgos BH +1:04s
10º Gustavo Veloso (Esp) W52-FC Porto +1:06s
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