Razões para não perder o Tour


PERCURSO

A 105.ª Volta a França decorre entre 7 e 29 de Julho, num total de 3.351 quilómetros distribuídos em 21 etapas, onde cada ciclista terá a oportunidade de poder brilhar na sua especialidade: um contra-relógio individual, um contra-relógio por equipas, oito etapas planas a pensar nos sprinters, cinco etapas acidentadas e seis de montanha, três das quais com final em alto.

Vendée Pays de la Loire recebe no dia 7 o “Grand Départ” em Noirmoutier-en-l’Île, onde um pelotão de 22 equipas [Lista], reduzidas dos anteriores nove para oito corredores, irá lutar pela camisola amarela até à última linha de meta desenhada nos Campos Elísios, a 29 de Julho na capital parisiense. Será uma edição praticamente corrida em França, à excepção de uma pequena incursão de 15 quilómetros por Espanha, à 16.ª etapa, entre Carcassonne e Bagnères-de-Luchon.

Tour de France 2017(Foto: ASO / Pauline Ballet)

PONTOS FORTES

Contra-relógios:
O regresso do contra-relógio por equipas, após três anos de ausência, será uma das novidades a ter em conta na edição de 2018. Os 35,5 quilómetros pedalados na 3.ª etapa, em Cholet, prometem imagens de rara beleza na cumplicidade requerida no cumprimento do esforço colectivo. Além disso, a subida de Côte de la Séguinière, a 9 quilómetros da meta, irá submeter as equipas a um esforço extra e premiar o grupo tecnicamente mais forte. Quanto ao contra-relógio individual da 20.ª e penúltima etapa, será a última oportunidade para dissipar qualquer dúvida existente quanto ao vencedor da camisola amarela. Para tal, terão à disposição 31 quilómetros entre Saint-Pée-sur-Nivelle e Espelette, com o Col de Pinodieta a surgir à falta de 3 quilómetros da meta, uma curta e exigente subida de 900 metros a 10,2% de pendente média.

Pavé:
Também de regresso ao Tour está o empedrado da rainha das clássicas. Será na 9.ª etapa que o pelotão irá visitar 21,7 quilómetros de 15 sectores a lembrar o mítico “pavé” de Paris-Roubaix.

Montanha:
Numa edição com um total de 26 montanhas em todo o percurso, destacam-se as chegadas em alto. Na 11.ª etapa, após uma jornada de marcada por duas categorias especiais e uma segunda categoria, o final reserva a escalada de primeira categoria de La Rosiére, com 17,6 quilómetros de extensão a 5,8% de pendente média e 9,2% de máxima. Na 12.ª etapa, as 21 curvas de Alpe d’Huez, numa extensão de 13,8 quilómetros a 8,1% de pendente média, prometem um final apoteótico para uma jornada que conta ainda com as também categorias especiais de Col de la Madeleine (25,3 quilómetros a 6,2%) e Col de la Croix de Fer (29 quilómetros a 5,2%). Na 17.ª etapa, o Col du Portet em Saint-Lary-Soulan finaliza a mais curta jornada desta edição e dos últimos 30 anos. Um total de 65 quilómetros constituem a chamada “etapa dinamite”, com as subidas de primeira categoria de Montée de Peyragudes (14,9 quilómetros a 6,7%) e Col de Val Louron-Azet (7,4 quilómetros a 8,3%), culminando na categoria especial de Col du Portet, uma subida de 16 quilómetros a 8,7% de pendente média e 10,3% de máxima, sendo o ponto mais alto desta edição, a 2,215m.


CICLISTAS A TER DEBAIXO DE OLHO

Dez anos depois, o Tour volta a ter uma edição sem ciclistas portugueses no pelotão. O ano de 2008 marcou o vazio de lusos na serpente colorida do Tour, voltando a suceder o mesmo em 2018. Assim sendo, em quem podemos prender o nosso olhar? Aqui ficam algumas sugestões.

Chris Froome (Sky):
O britânico de 33 anos tentará conquistar o seu quinto Tour, vindo da vitória do Giro d’Italia. Para encontrar tal feito temos de recuar a 1998, ano em que o “Pirata” Marco Pantani venceu as duas Grandes Voltas. Para além do italiano, também Fausto Coppi, Jacques Anquetil, Eddy Merckx, Bernard Hinault, Stephen Roche e Miguel Indurain conquistaram as duas corridas no mesmo ano. Froome chega ao Tour após a UCI encerrar o conhecido caso do salbutamol, a dias de iniciar a prova e de surgir o ultimato da organizadora ASO em não permitir a sua participação dado o caso não estar encerrado. Dez meses depois, fez-se luz.

Nairo Quintana e Mikel Landa (Movistar):
O colombiano e o espanhol, ambos de 28 anos, irão tentar conquistar a primeira vitória do Tour. Quintana chega com uma vitória de etapa no Tour de Suisse, onde terminou em terceiro da geral, e com uma história de quatro participações no Tour, três pódios na geral e duas vitórias da juventude, em 2015 e 2013. Landa chega com uma vitória de etapa na Tirreno-Adriatico e duas participações no Tour, trabalhando como gregário de Froome na Sky e ainda assim finalizando em quarto na edição transacta. Ambos contam com a preciosa ajuda do experiente Alejandro Valverde na Movistar.

Richie Porte (BMC):
O australiano de 33 anos chega com a vitória do Tour de Suisse e o triunfo de uma etapa no Santos Tour Down Under. Depois da desistência em 2017, devido a uma grave queda, Porte quer finalmente chegar ao pódio do Tour, após sete participações, muitas delas como gregário, sendo o quinto lugar de 2016 o melhor resultado alcançado na geral.

Romain Bardet (AG2R La Mondiale):
O francês de 27 anos é a grande esperança da nação voltar a vencer a corrida de casa. Por 36 vezes, o Tour foi ganho por um francês, sendo Bernard Hinault o último a alcançar a vitória, em 1985, a derradeira das suas cinco vitórias. Bardet tem uma história de sucesso no Tour, já que terminou as suas cinco participações nos 15 primeiros da geral, destacando-se os dois pódios em 2017 e 2016, e três vitórias de etapas. Chega ao Tour vindo de uma forte primeira parte da temporada com a vitória na Classic de l’Ardèche, o segundo lugar na Strade Bianche, terceiro na Liège-Bastogne-Liège e Critérium du Dauphiné.

Tom Dumoulin (Sunweb):
O holandês de 27 anos impôs-se definitivamente como corredor de provas de três semanas quando agarrou de forma brilhante a vitória do Giro em 2017. Com quatro participações no Tour e duas vitórias de etapas, tentará chegar ao pódio vindo de um segundo lugar no Giro, precisamente atrás de Froome.

Vincenzo Nibali (Bahrain-Merida):
O italiano de 33 anos conquistou a camisola amarela em 2014, sendo a par de Froome os únicos corredores no activo a terem conquistado a “Tripla Coroa”, ou seja, as três Grande Voltas. Nibali conta com a experiência de seis participações no Tour e cinco vitórias em etapas, destacando-se como um corredor destemido, sem medo de atacar ou mexer na corrida. Este ano chega ao Tour com a vitória da clássica Milano-Sanremo.

Rigoberto Uran (EF-Drapac):
O colombiano de 31 anos nunca venceu uma Grande Volta, mas esteve perto de alcançá-lo quer no Giro, por duas vezes segundo na geral, quer no Tour, onde terminou em segundo no ano transacto. Com quatro participações na prova francesa, Uran chega ao Tour vindo de duas vitórias de etapas, na corrida Colombia Oro Y Paz e no Tour of Slovenia, o qual fechou em segundo da geral, atrás de Roglic.

Primoz Roglic (LottoNL-Jumbo):
Confessamos que o esloveno de 28 anos é a nossa grande esperança para surpreender nesta edição. Após a sua estreia no Tour em 2017, onde venceu uma etapa, surge nesta sua segunda participação vindo de uma extraordinária primeira metade da temporada: sete vitórias, entre elas a geral da Itzulia Basque Country, Tour de Romandie e Tour of Slovenie.

Adam Yates (Mitchelton-Scott):
O britânico de 25 anos terminou o recente Critérium du Dauphiné em segundo da geral e com vitória de uma etapa. A curta história de Yates no Tour é feita de duas participações, fechando em quarto no ano de 2016, saindo vencedor da camisola da juventude.


ETAPAS

Et1 | 7/Julho | Noirmoutier-en-l’Île / Fontenay-le-Comte | 201km | Plana
Et2 | 8/Julho | Mouilleron-Saint-Germain / La Roche-sur-Yvon | 182,5km| Plana
Et3 | 9/Julho | Cholet / Cholet | 35,5km | CRE
Et4 | 10/Julho | La Baule / Sarzeau | 195km | Plana
Et5 | 11/Julho | Lorient / Quimper | 204,5km | Acidentada
Et6 | 12/Julho | Brest / Mûr de Bretagne Guerlédan | 181km | Acidentada
Et7 | 13/Julho | Fougères / Chartres | 231km | Plana
Et8 | 14/Julho | Dreux / Amiens Métropole | 181km | Plana
Et9 | 15/Julho | Arras Citadelle / Roubaix | 156,5km | Acidentada
Descanso | 16/Julho | Annecy
Et10 | 17/Julho | Annecy / Le Grand-Bornand | 158,5km | Montanha
Et11 | 18/Julho | Albertville / La Rosière | 108,5km | Montanha
Et12 | 19/Julho | Bourg-Saint-Maurice Les Arcs / Alpe d’Huez | 175,5km | Montanha
Et13 | 20/Julho | Bourg d’Oisans / Valence | 169,5km | Plana
Et14 | 21/Julho | Saint-Paul-Trois-Châteaux / Mende | 188km | Acidentada
Et15 | 22/Julho | Millau / Carcassonne | 181,5km | Acidentada
Descanso | 23/Julho | Carcassonne
Et16 | 24/Julho | Carcassonne / Bagnères-de-Luchon | 218km | Montanha
Et17 | 25/Julho | Bagnères-de-Luchon / Saint-Lary-Soulan | 65km | Montanha
Et18 | 26/Julho | Trie-sur-Baïse / Pau | 171km | Plana
Et19 | 27/Julho | Lourdes / Laruns | 200,5km | Montanha
Et20 | 28/Julho | Saint-Pée-sur-Nivelle / Espelette | 31km | CRI
Et21 | 29/Julho | Houilles / Paris Champs-Élysées | 116km | Plana


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#TDF2018

TRANSMISSÃO TELEVISIVA
O Tour será transmitido em Portugal pelos canais RTP e Eurosport.


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