Juniores da Liberty Seguros/Feira/KTM à conquista de Besaya



Os jovens heróis da Liberty Seguros/Feira/KTM rumam a Espanha de 14 a 16 de Junho. Depois da equipa sub-23 ter brilhado na Volta a Coruña e na Volta a Lugo, é o momento dos juniores enfrentarem uma importante prova no país vizinho, a 27ª Vuelta Internacional al Besaya.

Para este desafio, o director desportivo Luís Pinheiro leva uma equipa de luxo constituída por Alexandre MatosDavid Ribeiro, Ivo Silva, Leonardo Vieira, Marcelo Vieira, Paulo Cunha e Paulo Silva.


Os oito juniores têm pela frente 252,3 km divididos por quatro jornadas em três dias de prova. Na 1ª etapa percorrem 90,7 km de Los Corrales de Buelna a Bostronizo, com um prémio de montanha de 3ª categoria no Alto de Hijas (km 65,2 km). Na 2ª etapa disputam dois sectores. O primeiro é um contra-relógio por equipas de 14 km a ligar Comillas e Ruiloba, prova não muito habitual nas corridas em Portugal, o que causa alguma expectativa quanto à performance da equipa. O segundo sector é constituído por um desafio ainda maior, pois enfrentam 50,4 km desde Santander até ao alto de Peña Cabarga, uma escalada de 5,9 km com uma pendente média de 9,2%, rampas a atingir os 14% e um muro de 500m a 18%. A 3ª etapa reserva um percurso de 97,2 km entre Cartes e Los Corrales de Buelna com muita montanha, quatro altos de 3ª, 2ª e 1ª categoria em Alto de Hijas, La Montaña, Alto de Brenes e Collado (km 14,9 / km 28,1 / km 59,2 / km 86,1).

A marcar presença no pelotão júnior desde 1987, a Vuelta Internacional al Besaya tem no seu palmarés nomes incontornáveis do ciclismo. Além do campeão Alberto Contador, vencedor da camisola da montanha em 2000, alguns exemplos dos vencedores da camisola amarela demonstram a dureza e importância desta corrida, como os espanhóis David De La Fuente (1999), Luis León Sanchez (2001), Joaquin Rojas (2003), Victor Cabedo (2007) e Ibai Salas (2009), além do russo Mikhail Ignatiev (2002) e do luxemburguês Bob Jungels (2010). Em poucos dias saberemos quem é o sucessor de Cristian Rodriguez, vencedor da edição de 2012.
 
Sérgio Paulinho vencedor em 1998

Portugal já viveu momentos de glória na prova. Um dos ciclistas de maior valor no pelotão internacional na actualidade conquistou a camisola amarela em 1998, referimo-nos a Sérgio Paulinho. Também a camisola da montanha foi ganha por um luso, Marco Coelho em 2006. Quem sabe se em 2013 é um dos heróis da Liberty Seguros/Feira/KTM a trazer para Portugal uma camisola… A expectativa é grande, como demonstram na primeira pessoa:

David Ribeiro: «Espero desfrutar da grande experiência que vai ser, apesar de bastante dura. Vou fazer tudo para levar mais alto o nome da Liberty Seguros/Feira/KTM além-fronteiras».

Paulo Silva: «Vai ser boa esta experiência internacional de correr com os melhores ciclistas espanhóis. Vou dar o meu melhor, se possível tentar estar com os melhores nas etapas mais duras».


[Foto Sérgio Paulinho: web Vuelta al Besaya]
(escrito em português de acordo com a antiga ortografia)

A glória lusa de juniores e cadetes



Desde Fevereiro, elites e sub-23 têm pedalado nas estradas lusas. O público atende mais a umas provas do que a outras, mas sempre a puxar pelos corredores. Quem também tem chamado público em maior número às corridas são as camadas mais jovens.

Juniores e cadetes têm elevado o interesse das provas, onde a paixão por este desporto parece ser mais pura e inocente, sem histórias passadas e com muito futuro pela frente. Numa época em que se discute tanto o passado do ciclismo, perdemos algum tempo a admirar esta inocência repleta de talento a desflorar em Portugal e, quem sabe futuramente, no estrangeiro.

Apenas centrando a atenção no calendário de estrada da Federação Portuguesa de Ciclismo, duas equipas têm marcado de forma superior as linhas de meta. O Clube de Ciclismo José Maria Nicolau e o Silva & Vinha/ADRAP/Sentir Penafiel conquistam vitórias e, acima de tudo, ajudam a despoletar nos jovens a paixão pelo ciclismo.

Em cadetes, Tiago Antunes (CCJM Nicolau) e Francisco Campos (Silva & Vinha) vêm emocionando a disputa pelo primeiro lugar da Taça de Portugal, cada um vencendo as corridas nas respectivas zonas do país, esperando-se uma final conjunta excepcional. Contudo, não podemos deixar de pontuar estas linhas com dois nomes que muito têm ajudado ao espectáculo na estrada, para além de todos os que constituem o pelotão, nomeadamente André Carvalho (Escola de Ciclismo Carlos Carvalho) e Pedro Preto (Escola de Ciclismo Venceslau Fernandes).

Em juniores, César Martingil e Pedro Costa dificilmente deixam escapar os primeiros lugares na linha de meta. Ambos têm formado uma dupla quase imbatível do CC José Maria Nicolau, com Martingil a liderar a Taça de Portugal e a demonstrar uma grande evolução de cadete para júnior na sua versatilidade enquanto corredor. Também aqui não podemos deixar de assinalar a progressão de David Ribeiro (Liberty Seguros/Feira/KTM), lutador nato a cada quilómetro disputado, presente no segundo lugar do ranking.

Se juntarmos a estas glórias o desempenho a nível regional, onde proliferam provas ajudando ao aperfeiçoamento das capacidades de cada jovem corredor, podemos afirmar que a formação ciclista está bem entregue em Portugal. A título de exemplo, no passado domingo (26 de Maio), o CC José Maria Nicolau brilhou no 1º Prémio Manuel Martins, prova em homenagem ao antigo dirigente do Clube. Os dois primeiros lugares do pódio foram preenchidos pelos jovens deste Clube, em juniores e cadetes, mostrando qualidade e progressão formativa a cada pedalada.

Juniores: 1.Bernardo Guerreiro 2.César Martingil (CCJM Nicolau)
3.João Silva (Alcobaça CC)
[Foto: web CC José Maria Nicolau]
(escrito em português de acordo com a antiga ortografia)

XCO português em ascensão



No passado fim-de-semana, 25 e 26 de Maio, Portugal rumou à República Checa para disputar a 2ª etapa da Taça do Mundo de XCO em Nove Mesto na Morave. David Rosa (Liberty Seguros/E. Marques e Rosa/Movefree), Gonçalo Amado (Rádio Popular-Onda), Mário Costa (ASC/Bike Zone), João Santos (ND Travanca/Bicicletas Andrade) e Ana Tomás (BTT Seia) foram os eleitos do seleccionador Pedro Vigário para representar a Selecção Nacional/Liberty Seguros nas várias categorias.

Em juniores, ambos em estreia na Taça do Mundo, a campeã nacional Ana Tomás alcançou um brilhante 25º lugar e João Santos terminou na 89ª posição, fazendo frente ao percalço da quebra do selim, tendo de correr uma volta e meia sem o mesmo.

Na prova de sub-23, o 61º lugar alcançado por Mário Costa não fez jus ao seu valor reconhecido a nível nacional e internacional. Gonçalo Amado começou o percurso nos últimos lugares e foi ganhando terreno até à 77ª posição.

Em elites, o campeão nacional David Rosa atingiu o 35º posto, alcançando o melhor resultado luso de sempre e amealhando 36 pontos para o Ranking UCI. O betetista consegue superar expectativas a cada prova.

Portugal tem dado passos qualitativos no Cross Country Olímpico, não só pela aposta que a Federação Portuguesa de Ciclismo tem feito a este nível, como também pelo espírito de abnegação dos atletas em causa. É uma modalidade em ascensão no país, cada vez com mais adeptos graças ao desempenho primoroso dos atletas. 

Prova Elites
1 Nino Schurter (Sui) 1:39:33
2 Julien Absalon (Fra) 1:39:36
3 Lukas Flückiger (Sui) 1:40:18
35 David Rosa (Por) 1:47:38

Prova Sub-23
1 Jens Schuermans (Bel) 1:15:51
2 Reto Indergand (Sui) 1:17:05
3 Michiel Van Der Heijden (Ned) 1:17:29
61 Mário Costa (Por) 1:27:34
77 Gonçalo Amado (Por) 1:28:56

Prova Juniores Masculinos
1 Raphael Gay (Fra) 1:04:51
2 Romain Boutet (Fra) 1:05:17
3 Lukas Baum (Ger) 1:05:27
89 João Santos (Por) 1:20:12

Prova Juniores Femininas
1 Greta Weithaler (Ita) 1:02:19
2 Malene Degn (Den) 1:02:23
3 Sofia Wiedenroth (Ger) 1:02:35
25 Ana Tomás (Por) 1:10:41

(escrito em português de acordo com a antiga ortografia)

La revelación OFM-Quinta da Lixa



Esta temporada, el pelotón continental portugués dio la bienvenida a OFM-Quinta da Lixa-Goldentimes. Cuando fue presentado oficialmente, un rostro se ha destacado como el líder de la escuadra de Valongo, João Cabreira. Sin embargo, la realidad cambió rápidamente cuando el ciclista veterano decidió terminar la carrera profesional incluso antes del comienzo del calendario de pruebas. La cuestión se ha impuesto... ¿y ahora? 

El equipo respondió a esta pregunta de una manera sorprendente. En todas las pruebas realizadas, ha demostrado suprema unión del grupo, que se reveló a cada conquista de la clasificación por equipos, pero no sólo. Puestos en los diez primeros de la general, la clasificación de la montaña y de las metas volantes, así como un soberbio desempeño en la Volta às Terras de Santa Maria, con el equipo de José Barros a ganar casi todos los maillots.


Deja de ser sorprendente si miramos con atención a sus corredores. Mezcla la experiencia con la juventud, en una media de edades alrededor de los 25 años, con el más joven a tener 20 y el más viejo 33. De los españoles conocemos la pujante competitividad de Alex Marque y Delio Fernández, descubrimos la destreza de Edu Prades y la práctica de Gustavo Veloso. De la parte portuguesa conocemos el espíritu conquistador de Samuel Caldeira y Mário Costa, la persistencia de Luís Fernandes y vamos descubriendo en la jovialidad de Hélder Oliveira, Rui Barros, João Matias y Gualter Carvalho las ganas de evolucionar a cada día más. En todos ellos hay algo unánime... la entrega total al equipo, porque sin eso el éxito suena imposible. 

En la presente temporada, de los resultados obtenidos hasta el momento se destacan: 
Prova de Abertura/3º Troféu Cidade de Loulé: Alejandro Marque 5º general y vencedor montaña 
Clássica Aveiro-Fátima/Troféu LabMed: Eduard Prades 7º general y vencedor metas volantes, Alejandro Marque 10º general, Samuel Caldeira 11º general, Mário Costa vencedor montaña, clasificación por equipos 
Volta ao Alentejo/Crédito Agrícola Costa Azul: Alejandro Marque 3º general, Delio Fernández 4º general, clasificación por equipos 
GP Liberty Seguros/Volta às Terras de Santa Maria: Delio Fernández gana 3ª etapa, general individual y por puntos, Eduard Prades 3º general y vencedor metas volantes, clasificación por equipos 
Vuelta a la Comunidad de Madrid: Delio Fernández 3º general. 

La guinda del pastel fue Delio Fernández, al final del mes de abril, llegar al liderato del Ranking Ciclista del Año de la APCP – Asociación Portuguesa de Ciclistas Profesionales.

Sensações do GP Liberty Seguros


Por vezes, sou criticada por ver no ciclismo português uma grandiosidade inexistente. Nos últimos quatro dias estive a viver in loco o 5º GP Liberty Seguros/Volta às Terras de Santa Maria. Foi a primeira vez que vivi por dentro uma corrida. A minha opinião mudou?...

Porto–Lisboa... Regresso impossível?


Mais de 300 km de prova, um símbolo do ciclismo português, a mais dura corrida existente a nível nacional... assim era a clássica Porto–Lisboa. Por 74 vezes a prova foi vivida (e sofrida) pelos heróis do asfalto. Quem a viveu não esquece a experiência de pedalar meio país num só dia repleto de grande significado... 10 de Junho, o Dia de Portugal.

A ti Paris-Roubaix, mi amor...



Sé por que te quiero tanto,
por que no te olvido...
Un día sentiré tus adoquines,
un día miraré tu velódromo.
Estar presente y cerrar los ojos
mientras los ciclistas pasan por Trouée d’Arenberg,
escuchando el sonido de las ruedas a envolver cada adoquín.
En cada tramo un nuevo reto que el ciclista sabe como empieza,
pero nunca como termina,
pues el instinto parece ser más fuerte que la estrategia delineada.
Es un bailado de cadenas
que no se sabe si resisten a tu imponente trazado.
En el velódromo la gloria espera no sólo al vencedor,
sino también a todos los que logran alcanzar tu final,
mi Infierno del Norte...
Eres completa en todo tu esplendor,
en un éxtasis de adoquines, tierra, barro, asfalto y pista.
Quién te recorre se enamora al primer kilómetro.
Eres dolor para unos,
eres alegría para otros,
eres inolvidable para todos...
Paris-Roubaix, mi amor.

La generosidad de Fábio Silvestre


Tras terminar la carrera y alcanzar la victoria de Triptyque des Monts et Châteaux, Fábio Silvestre (Leopard-Trek) confesó su estado de ánimo en su pagina de Facebook...


«Es un sueño, todavía no lo puedo creer. Es tan bueno...
Hoy he tenido un contratiempo en la carrera, en una zona de pavé rompí mi zapato y tuve que quedarme atrás para cambiar de zapato, si no fuera mi equipo no había logrado volver al pelotón.
Gracias a todos por su apoyo incondicional. Es increíble, todos los días tengo portugueses en las llegadas a apoyarme, mensajes en el facebook, mensajes en el móvil, llamadas y etc.
Gracias a mi equipo por ayudarme a cumplir esos sueños, sin ellos nada de esto sería posible.
Me encuentro ahora de viaja hacia Luxemburgo donde quedaré hasta el jueves para correr el Circuit des Ardennes de 5 a 7 abril.»

Tan sólo 23 años y el ciclista portugués ya no pasa desapercibido de las miradas de los expertos del ciclismo mundial. Campeón Portugués en Ruta Sub-23 en 2011 y de Contrarreloj Sub-23 en 2012, 10º en los Campeonatos Europeos en Ruta 2012 y ya en 2013 hizo 4º en el Paris-Tours Espoirs 2012, 4º en el Tour de Normandie con victoria de una etapa y primer luso vencedor del Triptyque des Monts et Châteaux...

Sencillos resultados de su joven carrera que ha comenzado aún pequeñito cuando se enamoró de la bici. Si quisiéramos añadir más resultados, quizá fuera interesante hablar de su título nacional de pista en persecución. Sin embargo, aquí solamente queremos demostrar, a través de sus palabras dibujadas en el facebook, la generosidad en cuanto ciclista que su genialidad en la carretera ayuda a realzar aún más.