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Entrevista a Luís Fernandes, líder em Abril do Ranking Equipier (APCP)

Luís Fernandes (by Zé Paulo/Momento Certo Fotografia)

Desde o começo da presente temporada, Luís Fernandes tem ocupado o 1º lugar do Ranking Equipier do Ano, promovido pela APCP – Associação Portuguesa de Ciclistas Profissionais. Aos 26 anos, o corredor luso da OFM-Quinta da Lixa demonstra a cada corrida, segundo a opinião dos companheiros de pelotão, que as suas aptidões no apoio ao chefe-de-fila são fundamentais para o sucesso e cumprimento dos objectivos da equipa.

Luís Fernandes falou com a APCP sobre o importante trabalho de um ciclista em prol do seu líder, as corridas disputadas até ao momento e futuras ambições da formação dirigida por José Barros.

Conta-nos sobre o trabalho de gregário que tens realizado dentro da equipa.

O trabalho de gregário que tenho realizado é o de abdicar do sucesso pessoal para servir a equipa e o líder… colocar a cara ao vento, neutralizar fugas, carregar bidons e ainda alimentos. Deixar todas as minhas forças na estrada com o dever cumprido, para que no final a equipa vença!

A OFM-Quinta da Lixa tem-se destacado em todas as provas do calendário português, finalizando sempre com corredores nos primeiros dez lugares, além de somar já quatro vitórias. Que balanço fazes até ao momento, não só a nível da equipa como também a nível pessoal?

Se o ano de 2013 foi um sucesso, o que dizer do ano 2014! O balanço é bem positivo para a equipa como pessoalmente.

Em Portugal, tivemos apenas duas provas em Abril. Em que medida o número reduzido de corridas afecta o rendimento que podes ter ou não na estrada? Superas a falta de competição com treinos?

Ao longo dos últimos anos, o nosso ciclismo tem vindo a assistir a várias alterações, tanto na estrutura das equipas como nos orçamentos disponibilizados pelos patrocinadores, o que se reflecte no calendário português. A falta de corridas em Portugal afecta o rendimento de um ciclista e a forma de tentar combater esta lacuna é fazendo meio-fundo.

Na prova terminada há dias, o GP Liberty Seguros, subiste ao pódio como equipa vencedora no colectivo. Soube a pouco depois de estar os primeiros dias de amarela com o Ricardo Vilela?

Sim, podemos dizer que soube a pouco. Queríamos a vitória final com o Ricardo Vilela ou o Nuno Ribeiro, mas deixámos tudo na estrada e não foi possível. O Rafael Silva estava muito forte e foram ganhando segundos todos os dias. Temos que dar os parabéns à Efapel.

Embora não contando para o Ranking nacional, participaste em Espanha na Klasika Primavera Amorebieta. Como correu essa experiência?

É sempre uma boa experiência. Posso dizer que foi uma corrida de loucos, toda a ‘full gás’. Foi uma corrida à Moto GP, com a equipa do Valverde a controlar a Klasika.

Olhando às próximas competições do calendário nacional, quais as principais ambições da equipa face a essas provas?

Onde vai, a OFM-Quinta da Lixa é sempre para tentar ganhar! Temos vários atletas bons, com qualidades para podermos estar bem em todas as provas do calendário nacional.

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Entrevista realizada para APCP
Ranking APCP completo aqui
(escrito em português de acordo com a antiga ortografia)

Entrevista a Eduard Prades, líder em Abril do Ranking APCP

Eduard Prades (by Zé Paulo/Momento Certo Fotografia)

Em Abril, o catalão Eduard Prades manteve a liderança do Ranking Ciclista do Ano, promovido pela APCP – Associação Portuguesa de Ciclistas Profissionais. Pelo segundo mês consecutivo, a regularidade do corredor de 26 anos da OFM-Quinta da Lixa destacou-se entre os demais companheiros do pelotão português, tendo a esquadra dirigida por José Barros mantido também a liderança dos Rankings Equipa e Equipier no referido mês.

Eduard Prades falou com a APCP, abordando a liderança, as provas disputadas e o que se segue no calendário velocipédico.

Esperavas manter a liderança do Ranking Ciclista do Ano pelo segundo mês consecutivo?

Na verdade sim, pois infelizmente não foram muitas as corridas que tivemos para somar pontos.

Em Abril tivemos duas provas em Portugal, sendo a de maior destaque o GP Liberty Seguros. A OFM-Quinta da Lixa esteve de amarela nas três primeiras etapas. O que falhou na última jornada para conservar a amarela?

Penso que não falhou nada e não temos de nos lamentar por nada. Fizemos a nossa corrida, trabalhámos bem, mas venceram-nos na estrada, sendo os corredores da Efapel, Sérgio Sousa e Rafael Silva, superiores na última subida ao Castelo.

Ainda assim a equipa venceu uma etapa, terminou com 4 corredores no Top 10 e líder no colectivo em Santa Maria da Feira. Consideraram um bom resultado?

Claro, os nossos rivais são muito fortes e por muito que queiramos nem sempre se pode ganhar, umas vezes ganha-se e outras perde-se. Assim, ficamos com o bom trabalho que realizámos durante todas as etapas, a dobradinha do primeiro dia, o pódio do Nuno [Ribeiro] na geral e a vitória por equipas.

Embora não conte para o Ranking APCP, no mês anterior confessaste que um dos objectivos seria melhorar a tua classificação (7º) na Klasika Primavera Amorebieta, em Espanha. Conta-nos um pouco como viveste a prova, já que o objectivo foi totalmente superado.

Assim é, para mim era uma corrida muito importante, já que posso deixar-me ver no meu país e frente a equipas como a Movistar e Caja Rural. Além disso, a minha família veio ver-me e também a minha namorada, que viajou desde Stuttgart, onde estuda e trabalha, só para ver a corrida. Portanto, poder ganhar o sprint do grupo para ser 4º foi um êxito, embora obviamente teria querido estar no pódio!

Quais as corridas que a equipa irá disputar em seguida?

As próximas corridas serão as do calendário português, as da Taça de Portugal e o Grande Prémio Jornal de Notícias.




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Versão em Castelhano
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Entrevista a Eduard Prades, líder en Abril del Ranking APCP

En abril, el catalán Eduard Prades mantuvo el liderato del Ranking Ciclista del Año, promocionado por la APCP – Asociación Portuguesa de Ciclistas Profesionales. Por segundo mes consecutivo, la regularidad del corredor de 26 años del OFM-Quinta da Lixa se destacó entre los demás compañeros del pelotón portugués, habiendo la escuadra dirigida por José Barros mantenido también el liderato de los Rankings Equipo y Equipier en el referido mes.

Eduard Prades habló con la APCP, abordando el liderato, las pruebas disputadas y lo que sigue en el calendario velocipédico.

¿Esperabas mantener el liderato del Ranking Ciclista del Año por segundo mes consecutivo?

La verdad es que sí, pues por desgracia no eran muchas las carreras que teníamos para sumar puntos.

En abril tuvimos dos carreras en Portugal, siendo la de mayor destaque el GP Liberty Seguros. El OFM-Quinta da Lixa estuvo de amarillo en las tres primeras etapas. ¿Qué ha fallado en la última jornada para mantener el amarillo?

Creo que no falló nada y no tenemos que lamentarnos por nada. Hicimos nuestra carrera, trabajamos bien, pero nos ganaron en la carretera, siendo los corredores del Efapel, Sérgio Sousa y Rafael Silva, superiores en la última subida al Castillo.

Aún así, el equipo ganó una etapa, finalizó con 4 corredores en el Top 10 y líder en el colectivo en Santa Maria da Feira. ¿Han considerado un buen resultado?

Por supuesto, nuestros rivales son muy fuertes y por mucho que queramos no siempre se puede ganar, unas veces se gana y otras se pierde. Así que nos quedamos con el buen trabajo que hicimos durante todas las etapas, el doblete de primer día, el pódium de Nuno [Ribeiro] en la general y la victoria por equipos.

Aunque no cuente para el Ranking APCP, en el mes anterior has confesado que uno de los objetivos sería mejorar tu clasificación (7º) en la Klasika Primavera Amorebieta, en España. Cuéntanos un poco cómo has vivido la prueba, ya que el objetivo se ha superado plenamente.

Así es, para mí era una carrera importante, ya que me puedo dejar ver en mi País y frente a equipos como Movistar y Caja Rural. Además vino mi familia a verme y también mi novia que viajó desde Stuttgart, donde estudia y trabaja, sólo para ver la carrera. Por tanto, poder ganar el sprint del grupo para ser 4º fue un éxito, ¡aunque obviamente hubiera querido estar en el pódium!

¿Qué carreras irá el equipo disputar en seguida?

Las próximas carreras serán del calendario português, las de Copa de Portugal y el Grande Prémio Jornal de Notícias.

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Entrevista realizada para APCP
Ranking APCP completo aqui
(escrito em português de acordo com a antiga ortografia)

Eduard Prades mantém liderança do Ranking APCP

No mês de Abril, o pelotão nacional disputou duas provas em território português, a Clássica da Primavera/Troféu Rui Costa e o Grande Prémio Liberty Seguros/Volta às Terras de Santa Maria. Ambas as corridas não produziram grandes mudanças nos lugares cimeiros do Ranking promovido pela APCP – Associação Portuguesa de Ciclistas Profissionais, continuando a OFM-Quinta da Lixa a liderar em todas as frentes, com Eduard Prades a assegurar a manutenção do 1º lugar.

Pelo segundo mês consecutivo, o corredor catalão Eduard Prades (OFM-Quinta da Lixa) lidera o Ranking Ciclista do Ano, somando agora 315 pontos, a 70 do campeão do mundo Rui Costa (Lampre-Merida), que permanece em 2º lugar embora não tenha disputado nenhuma prova do calendário nacional. Ao 3º lugar assoma o novo rosto de Rafael Silva (Efapel-Glassdrive), vencedor do GP Liberty Seguros, subindo quatro posições e ficando a 74 pontos da liderança. Pelo terceiro mês, o jovem Ricardo Vale Ferreira (Rádio Popular-Boavista) mantém-se como primeiro sub-23, ocupando o 26º lugar com 7 pontos.

No que concerne o Ranking Equipa do Ano, a OFM-Quinta da Lixa continua de pedra e cal na liderança com 748 pontos, vendo contudo a Efapel-Glassdrive aproximar-se no 2º lugar a somente 77 pontos. Ao 3º lugar sobe a LA Alumínios-Antarte, a uma distância de 465 pontos da liderança.

Sem alterações nos primeiros lugares do Ranking Equipier do Ano, Luís Fernandes (OFM-Quinta da Lixa) continua a destacar-se entre os companheiros de pelotão no apoio aos seus líderes, consolidando no mês de Abril a liderança com 21 pontos. A 6 pontos segue-se Diogo Nunes (Banco BIC-Carmim) no 2º lugar e César Fonte (Rádio Popular-Boavista) em 3º lugar a 7 pontos.

Eduard Prades, líder do Ranking APCP em Abril
(by Zé Paulo/Momento Certo Fotografia)

CICLISTA DO ANO – 29 Abril 2014
1 Eduard Prades (Esp) OFM-Quinta da Lixa 315
2 Rui Costa (Por) Lampre-Merida 245
3 Rafael Silva (Por) Efapel-Glassdrive 241
4 Edgar Pinto (Por) LA Alumínios-Antarte 196
5 Filipe Cardoso (Por) Efapel-Glassdrive 155
6 Daniel Mestre (Por) Banco BIC-Carmim 150
7 Sérgio Sousa (Por) Efapel-Glassdrive 130
8 Samuel Caldeira (Por) OFM-Quinta da Lixa 120
9 Ricardo Vilela (Por) OFM-Quinta da Lixa 118
10 Nuno Ribeiro (Por) OFM-Quinta da Lixa 105
11 Diego Rubio (Esp) Efapel-Glassdrive 70
12 Mário Costa (Por) OFM-Quinta da Lixa 70
13 Hugo Sabido (Por) LA Alumínios-Antarte 65
14 Vicente De Mateos (Esp) Louletano-Dunas Douradas 57
15 Manuel Cardoso (Por) Banco BIC-Carmim 55
16 Frederico Figueiredo (Por) Rádio Popular-Boavista 46
17 Amaro Antunes (Por) Banco BIC-Carmim 46
18 Joni Brandão (Por) Efapel-Glassdrive 45
19 César Fonte (Por) Rádio Popular-Boavista 42
20 Garikoitz Bravo (Esp) Efapel-Glassdrive 36
21 Francisco Moreno (Esp) Louletano-Dunas Douradas 35
22 Tiago Machado (Por) NetApp-Endura 33
23 Arkaitz Durán (Esp) OFM-Quinta da Lixa 31
24 Delio Fernández (Esp) OFM-Quinta da Lixa 21
25 Jorge Montenegro (Arg) Louletano-Dunas Douradas 8
26 Ricardo Vale Ferreira (Por) Rádio Popular-Boavista 7
27 Rúben Guerreiro (Por) Liberty Seguros/Feira/KTM 7
28 Luís Afonso (Por) LA Alumínios-Antarte 7
29 Victor De La Parte (Esp) Efapel-Glassdrive 6
30 Daniel Freitas (Por) LA Alumínios-Antarte 5
31 Hugo Sancho (Por) LA Alumínios-Antarte 5
32 Luís Gomes (Por) Maia-Bicicletas Andrade 4
33 Rafael Reis (Por) Banco BIC-Carmim 3
34 José Mendes (Por) NetApp-Endura 2
35 Hugo Vaz (Por) Anicolor 1

EQUIPA DO ANO – 29 Abril 2014
1 OFM-Quinta da Lixa 748
2 Efapel-Glassdrive 671
3 LA Alumínios-Antarte 283
4 Banco BIC-Carmim 255
5 Louletano-Dunas Douradas 100
6 Rádio Popular-Boavista 95
7 Liberty Seguros/Feira/KTM 7
8 Maia-Bicicletas Andrade 4
9 Anicolor 1

EQUIPIER DO ANO – 29 Abril 2014
1 Luís Fernandes (Por) OFM-Quinta da Lixa 21
2 Diogo Nunes (Por) Banco BIC-Carmim 15
3 César Fonte (Por) Rádio Popular-Boavista 14
4 Victor De La Parte (Esp) Efapel-Glassdrive 6
5 Luís Afonso (Por) LA Alumínios-Antarte 4
5 João Pereira (Por) Banco BIC-Carmim 4
5 Hugo Sancho (Por) LA Alumínios-Antarte 4
5 Sérgio Sousa (Por) Efapel-Glassdrive 4
5 Ricardo Mestre (Por) Efapel-Glassdrive 4
10 Mário Costa (Por) OFM-Quinta da Lixa 3
10 Walter Pereira (Por) Banco BIC-Carmim 3
10 André Mourato (Por) LA Alumínios-Antarte 3
10 Raúl Alarcón (Esp) Louletano-Dunas Douradas 3
14 Rui Vinhas (Por) Louletano-Dunas Douradas 2
14 Célio Sousa (Por) Rádio Popular-Boavista 2
16 Bruno Sancho (Por) Banco BIC-Carmim 1
16 Bruno Silva (Por) Efapel-Glassdrive 1
16 Carlos Carneiro (Por) Rádio Popular-Boavista 1
16 Hugo Sabido (Por) LA Alumínios-Antarte 1
16 Márcio Barbosa (Por) LA Alumínios-Antarte 1
16 Victor Valinho (Por) Louletano-Dunas Douradas 1
16 Pedro Paulinho (Por) LA Alumínios-Antarte 1
16 Vergílio Santos (Por) Rádio Popular-Boavista 1
16 Ricardo Vale Ferreira (Por) Rádio Popular-Boavista 1
16 Frederico Figueiredo (Por) Rádio Popular-Boavista 1
16 Sandro Pinto (Por) Efapel-Glassdrive 1
16 Daniel Freitas (Por) LA Alumínios-Antarte 1
16 Rafael Reis (Por) Banco BIC-Carmim 1
16 Edgar Pinto (Por) LA Alumínios-Antarte 1

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Texto realizado para APCP
(escrito em português de acordo com a antiga ortografia)

À conversa com Luís Fernandes, líder em Março do Ranking Equipier (APCP)

Luís Fernandes (Foto Zé Paulo/Momento Certo Fotografia)

Que significado atribuis à liderança do Ranking Equipier?
É sempre gratificante reconhecerem o nosso trabalho de 'carrega bidons'!

Manténs o primeiro lugar pelo segundo mês consecutivo. Por vezes despercebido ao olhar do público, como vês a importância do trabalho do equipier numa equipa?
O trabalho do equipier é muito importante dentro de uma equipa como a nossa. Temos as nossas linhas bem delineadas, cada um sabe para o que vai e só assim temos conseguido chegar onde chegámos.

É visto como mais um factor de motivação para a OFM-Quinta da Lixa liderar em Março os três Rankings – Ciclista, Equipier e Equipa?
Sim, claro que é uma motivação extra conseguir dominar no mês de Março. Com o Edu em bom plano e com um bloco unido conseguimos este mês liderar nas três frentes.

Quais os objectivos que tens delineado a médio-prazo?
Tenho por objectivo continuar com o meu trabalho. Assim os resultados aparecem quando menos esperamos.


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Entrevista realizada para APCP
Ranking APCP completo aqui
(escrito em português de acordo com a antiga ortografia)

À conversa com Eduard Prades, líder em Março do Ranking APCP

Eduard Prades (Foto by Zé Paulo / Momento Certo Fotografia)

Este foi um início de temporada brilhante, assumindo em Março a liderança do Ranking APCP. Como recebeste a notícia e que significado tem para ti alcançá-lo?
Foi um grande começo de temporada. De qualquer forma a liderança do Ranking foi uma surpresa. Não esperava, mas é o reflexo da regularidade e do bom trabalho, o que me motiva para continuar a trabalhar.

Com os resultados obtidos principalmente nas corridas lusas por etapas, no Algarve e Alentejo, podemos afirmar que este foi o melhor começo de temporada que já tiveste?
Sim, embora costume arrancar muito bem as temporadas. O ano passado comecei a mostrar-me na geral das voltas. Antes só visava clássicas e etapas, mas agora estou a consolidar-me nas voltas de maior categoria.

Além da tua liderança no Ranking APCP de Março, a OFM-Quinta da Lixa detém o primeiro lugar por equipas e também no equipier com Luís Fernandes. Com está a ver o grupo este bom momento?
Esta é a demonstração de que todos pedalamos para o mesmo lado, há pessoas que dão tudo pelos companheiros e outros que respondem com resultados. Trabalhamos bem e há que continuar no bom caminho rumo a novos objectivos.

Quais são as tuas próximas metas e da equipa?
A meta da equipa é trabalhar dia-a-dia para que o nome OFM-Quinta da Lixa suba o mais alto possível. Quanto a mim, o meu próximo objectivo é Amorebieta, em Espanha. Quero melhorar o meu 7º lugar do ano passado e depois terei que levantar um pouco o pé para chegar bem ao verão.
  


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Versão em Castelhano
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Hablando con Eduard Prades, líder en marzo del Ranking APCP

Este ha sido un inicio de temporada brillante, asumiendo el liderato del Ranking APCP en marzo. ¿Cómo has recibido la noticia y qué significa para ti lograrlo?
Ha sido un gran comienzo de temporada. De todas formas ha sido una sorpresa el liderato del Ranking. No lo esperaba, pero eso es el reflejo de la constancia y el buen trabajo y me motiva para seguir trabajando.

Con los resultados obtenidos principalmente en las carreras lusas por etapas, en Algarve y Alentejo, ¿se puede decir que es el mejor comienzo de temporada que ya tuviste?
Sí, aunque suelo arrancar muy bien las temporadas. El año pasado empecé a dejarme ver en las generales de las vueltas. Antes sólo apuntaba a clásicas y etapas, pero ahora me estoy consolidando en vueltas de mayor categoría.

Además de tu liderato en el Ranking APCP de marzo, el OFM-Quinta da Lixa detiene el primer lugar por equipas y también en el equipier con Luís Fernandes. ¿Cómo está viendo el grupo este buen momento?
Esto es la muestra de que todos pedaleamos hacia el mismo lado, hay gente que lo da todo por los compañeros y otros que responden con resultados. Trabajamos bien y hay que continuar por el buen camino hacia nuevos objetivos.

¿Qué metas el equipo y tú te apuntas próximamente?
La meta del equipo es trabajar día a día y que el nombre OFM-Quinta da Lixa suba lo más alto. En cuanto a mí, mi próximo objetivo es Amorebieta, en España. Quiero mejorar mi 7º lugar del año pasado y después tendré que levantar un poco el pie, para llegar bien al verano.

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Entrevista realizada para APCP
Ranking APCP completo aqui
(escrito em português de acordo com a antiga ortografia)

Eduard Prades novo líder do Ranking APCP

No mês de Março, o espanhol Eduard Prades (OFM-Quinta da Lixa) assume a liderança do Ranking Ciclista do Ano, promovido pela APCP – Associação Portuguesa de Ciclistas Profissionais. A escalada do corredor de 26 anos ao 1º lugar, com 300 pontos, deve-se ao resultado obtido na Volta ao Alentejo, prova na qual finalizou no 2º lugar do pódio, somando ainda o 3º lugar de uma etapa e a vitória da segunda jornada.

Destronado da liderança, apesar de não ter disputado nenhuma prova do calendário português o campeão do mundo Rui Costa (Lampre-Merida) caiu apenas um lugar, descendo à 2ª posição mantendo os 245 pontos. Ao 3º lugar ascendeu Edgar Pinto (LA Alumínios-Antarte) com 196 pontos, igualmente pela actuação na Alentejana, onde finalizou em 4º da geral. O primeiro sub-23 do Ranking continua a ser Ricardo Vale (Rádio Popular-Boavista), este mês ocupando o 20º lugar.

Sem alterações nos lugares cimeiros do Ranking Equipa do Ano, a OFM-Quinta da Lixa impera no 1º lugar com 489 pontos, seguida em 2º pela Efapel-Glassdrive com 238 pontos e em 3º pela formação Banco BIC-Carmim com 225 pontos.

No Ranking Equipier do Ano, Luís Fernandes (OFM-Quinta da Lixa) mantém a liderança alcançada no mês anterior. Os companheiros de pelotão voltam a destacá-lo no 1º lugar, em Março com 13 pontos, devido ao trabalho realizado em prol da equipa. Já o vencedor do ano transacto, Diogo Nunes (Banco BIC-Carmim), aproxima-se a pedaladas largas subindo à 2ª posição com 11 pontos, descendo ao 3º lugar César Fonte (Rádio Popular-Boavista) com 10 pontos.
 
Edu Prades (Foto by Podi1 / Volta ao Alentejo)

CICLISTA DO ANO – 31 Março 2014
1 Eduard Prades (Esp) OFM-Quinta da Lixa 300
2 Rui Costa (Por) Lampre-Merida 245
3 Edgar Pinto (Por) LA Alumínios-Antarte 196
4 Daniel Mestre (Por) Banco BIC-Carmim 150
5 Samuel Caldeira (Por) OFM-Quinta da Lixa 120
6 Filipe Cardoso (Por) Efapel-Glassdrive 120
7 Rafael Silva (Por) Efapel-Glassdrive 86
8 Manuel Cardoso (Por) Banco BIC-Carmim 50
9 Frederico Figueiredo (Por) Rádio Popular-Boavista 46
10 Vicente De Mateos (Esp) Louletano-Dunas Douradas 37
11 César Fonte (Por) Rádio Popular-Boavista 35
12 Francisco Moreno (Esp) Louletano-Dunas Douradas 35
13 Tiago Machado (Por) NetApp-Endura 33
14 Garikoitz Bravo (Esp) Efapel-Glassdrive 29
15 Ricardo Vilela (Por) OFM-Quinta da Lixa 28
16 Amaro Antunes (Por) Banco BIC-Carmim 25
17 Delio Fernández (Esp) OFM-Quinta da Lixa 21
18 Mário Costa (Por) OFM-Quinta da Lixa 20
19 Jorge Montenegro (Arg) Louletano-Dunas Douradas 8
20 Ricardo Vale (Por) Rádio Popular-Boavista 7
21 Rúben Guerreiro (Por) Liberty Seguros/Feira/KTM 7
22 Luís Gomes (Por) Maia-Bicicletas Andrade 3
23 Victor De La Parte (Esp) Efapel-Glassdrive 3
24 José Mendes (Por) NetApp-Endura 2
25 Hugo Vaz (Por) Anicolor 1

EQUIPA DO ANO – 31 Março 2014
1 OFM-Quinta da Lixa 489
2 Efapel-Glassdrive 238
3 Banco BIC-Carmim 225
4 LA Alumínios-Antarte 196
5 Rádio Popular-Boavista 88
6 Louletano-Dunas Douradas 80
7 Liberty Seguros/Feira/KTM 7
8 Maia-Bicicletas Andrade 3
9 Anicolor 1

EQUIPIER DO ANO – 31 Março 2014
1 Luís Fernandes (Por) OFM-Quinta da Lixa 13
2 Diogo Nunes (Por) Banco BIC-Carmim 11
3 César Fonte (Por) Rádio Popular-Boavista 10
4 Victor De La Parte (Esp) Efapel-Glassdrive 4
4 Luís Afonso (Por) LA Alumínios-Antarte 4
6 João Pereira (Por) Banco BIC-Carmim 3
6 Mário Costa (Por) OFM-Quinta da Lixa 3
6 Hugo Sancho (Por) LA Alumínios-Antarte 3
6 Sérgio Sousa (Por) Efapel-Glassdrive 3
10 Walter Pereira (Por) Banco BIC-Carmim 2
10 Ricardo Mestre (Por) Efapel-Glassdrive 2
10 Raúl Alarcón (Esp) Louletano-Dunas Douradas 2
10 Rui Vinhas (Por) Louletano-Dunas Douradas 2
14 Bruno Sancho (Por) Banco BIC-Carmim 1
14 Bruno Silva (Por) Efapel-Glassdrive 1
14 Carlos Carneiro (Por) Rádio Popular-Boavista 1
14 Célio Sousa (Por) Rádio Popular-Boavista 1
14 Hugo Sabido (Por) LA Alumínios-Antarte 1
14 Márcio Barbosa (Por) LA Alumínios-Antarte 1
14 Victor Valinho (Por) Louletano-Dunas Douradas 1
14 Pedro Paulinho (Por) LA Alumínios-Antarte 1
14 Vergílio Santos (Por) Rádio Popular-Boavista 1
14 Ricardo Vale (Por) Rádio Popular-Boavista 1
14 Frederico Figueiredo (Por) Rádio Popular-Boavista 1
14 André Mourato (Por) LA Alumínios-Antarte 1

(escrito em português de acordo com a antiga ortografia)

Rui Costa primeiro líder do Ranking APCP

O campeão do mundo Rui Costa (Lampre-Merida) abre a temporada 2014 a liderar o Ranking Ciclista do Ano, promovido pela APCP – Associação Portuguesa de Ciclistas Profissionais. A participação na 40ª Volta ao Algarve lançou-o para o 1º lugar com 245 pontos. Rui Costa não só terminou a Algarvia no terceiro lugar do pódio, como ainda esteve muito perto de ganhar três das cinco etapas ao finalizar em segundo, somando ainda a vitória da camisola dos pontos. Esta combinação de resultados fez do ciclista internacional o melhor luso em prova e, consequentemente, o melhor na abertura deste Ranking.
 
Rui Costa (By ©NigelGoodenough)

A ocupar o 2º lugar com 120 pontos está Eduard Prades, ciclista espanhol da OFM-Quinta da Lixa. Uma vez mais, o desempenho na Algarvia mostrou-se essencial na entrada para os lugares cimeiros do Ranking APCP, como demonstra o sétimo lugar alcançado na prova internacional e o cruzar a meta em quarto de duas etapas. No 3º lugar do Ranking encontra-se Daniel Mestre, vencedor da Prova de Abertura. O corredor da formação Banco BIC-Carmim inaugurou o calendário português de estrada da melhor maneira e essa vitória valeu-lhe a entrada directa com 70 pontos.

Destaca-se ainda no 12º lugar o primeiro sub-23 Ricardo Ferreira, da Rádio Popular-Boavista, e no 14º lugar a presença do único corredor de equipa de clube Luís Gomes, da Maia-Bicicletas Andrade, por terem finalizado a Prova de Abertura entre os dez primeiros.

No Ranking Equipa do Ano, a soberania da OFM-Quinta da Lixa mantém-se igual à anterior temporada. O 1º lugar pertence à formação de Sobrado com 166 pontos, que inicia 2014 a brilhar no 3º lugar do pódio colectivo da Algarvia e a liderar este Ranking, seguida em 2º lugar pela Efapel-Glassdrive com 85 pontos e no 3º lugar a equipa Banco BIC-Carmim com 70 pontos. À imagem do Ranking Ciclista, também no colectivo a Maia-Bicicletas Andrade é a única equipa de clube a marcar presença no 7º lugar.

Quanto ao Ranking Equipier do Ano, Luís Fernandes da OFM-Quinta da Lixa destaca-se no 1º lugar com 7 pontos, seguido por César Fonte (Rádio Popular-Boavista) e Diogo Nunes (Banco BIC-Carmim), no 2º e 3º lugares com 4 e 3 pontos respectivamente. O carácter de anonimato do trabalho de equipier faz com que passe por vezes despercebido do grande público, mas não dos companheiros de profissão e principalmente dos líderes, que deste modo chegam resguardados aos momentos decisivos das corridas, contribuindo de forma crucial para a excelente prestação da equipa no seu todo, como no caso da Volta ao Algarve onde a OFM subiu ao pódio como a terceira melhor esquadra no colectivo, apenas superada pelas equipas de escalão superior, Lampre-Merida e Caja Rural-Seguros RGA.

CICLISTA DO ANO – Fevereiro 2014
1 Rui Costa (Por) Lampre-Merida 245
2 Eduard Prades (Esp) OFM-Quinta da Lixa 120
3 Daniel Mestre (Por) Banco BIC-Carmim 70
4 Edgar Pinto (Por) LA Alumínios-Antarte 61
5 Filipe Cardoso (Por) Efapel-Glassdrive 50
6 Rafael Silva (Por) Efapel-Glassdrive 35
7 Tiago Machado (Por) NetApp-Endura 33
8 Ricardo Vilela (Por) OFM-Quinta da Lixa 25
9 Mário Costa (Por) OFM-Quinta da Lixa 20
10 César Fonte (Por) Rádio Popular-Boavista 15
11 Francisco Moreno (Esp) Louletano-Dunas Douradas 10
12 Ricardo Ferreira (Por) Rádio Popular-Boavista 7
13 Jorge Montenegro (Arg) Louletano-Dunas Douradas 5
14 Luís Gomes (Por) Maia-Bicicletas Andrade 3
15 José Mendes (Por) NetApp-Endura 2
16 Delio Fernández (Esp) OFM-Quinta da Lixa 1

EQUIPA DO ANO – Fevereiro 2014
1 OFM-Quinta da Lixa 166
2 Efapel-Glassdrive 85
3 Banco BIC-Carmim 70
4 LA Alumínios-Antarte 61
5 Rádio Popular-Boavista 22
6 Louletano-Dunas Douradas 15
7 Maia-Bicicletas Andrade 3

EQUIPIER DO ANO – Fevereiro 2014
1 Luís Fernandes (Por) OFM-Quinta da Lixa 7
2 César Fonte (Por) Rádio Popular-Boavista 4
3 Diogo Nunes (Por) Banco BIC-Carmim 3
4 Hugo Sancho (Por) LA Alumínios-Antarte 2
4 João Pereira (Por) Banco BIC-Carmim 2
4 Luís Afonso (Por) LA Alumínios-Antarte 2
4 Valter Pereira (Por) Banco BIC-Carmim 2
8 Bruno Sancho (Por) Banco BIC-Carmim 1
8 Bruno Silva (Por) Efapel-Glassdrive 1
8 Carlos Carneiro (Por) Rádio Popular-Boavista 1
8 Célio Sousa (Por) Rádio Popular-Boavista 1
8 Hugo Sabido (Por) LA Alumínios-Antarte 1
8 Márcio Barbosa (Por) LA Alumínios-Antarte 1
8 Mário Costa (Por) OFM-Quinta da Lixa 1
8 Raúl Alarcón (Esp) Louletano-Dunas Douradas 1
8 Ricardo Mestre (Por) Efapel-Glassdrive 1
8 Sérgio Sousa (Por) Efapel-Glassdrive 1
8 Victor De La Parte (Esp) Efapel-Glassdrive 1
8 Victor Valinho (Por) Louletano-Dunas Douradas 1

(escrito em português de acordo com a antiga ortografia)

Entrevista a Joaquim Andrade: «O ciclismo ganhou o prestígio e o destaque que eram seus por direito»





O ex-ciclista profissional Joaquim Andrade é presidente da Associação Portuguesa de Ciclistas Profissionais (APCP) desde 2010. No final de mais uma temporada ao comando da defesa dos direitos do pelotão nacional, fomos ao encontro da sua análise face a 2013, as perspectivas em relação a 2014 e quanto ao futuro a médio prazo do ciclismo português e dos atletas lusos dentro e fora fronteiras. 

Que balanço faz de 2013 a nível nacional e internacional para o ciclismo português? 

Foi um ano formidável marcado, claro, pelo título de campeão do mundo do Rui Costa, mas também por excelentes prestações dos nossos ciclistas emigrantes por esse mundo fora, pelas duas medalhas conquistadas nos Europeus e Mundiais de Pista do Rui Oliveira e do Ivo Oliveira, pela época de muita competitividade no pelotão nacional e pela entrada das duas novas equipas que veio dar nova emoção às corridas. 

Um dos momentos marcantes para Portugal foi a vitória de Rui Costa no Campeonato do Mundo. Na sua opinião, o que pode trazer de novo a nível interno este feito único? 

Para já e no imediato, o ciclismo ganhou o prestígio e o destaque que eram seus por direito, mas que nos últimos anos se tinham perdido quer na imprensa quer a nível institucional. Na minha opinião, os principais benefícios surgirão a médio e longo prazo e, para isso, é necessário que toda a família do ciclismo português acompanhe a pedalada do Rui. Se isso acontecer, daqui a 3 ou 4 anos iremos poder avaliar a real dimensão deste feito. 

Também marcante, mas de forma menos positiva, foi o afastamento por 12 anos de um dos rostos mais importantes do pelotão. Sem uma clara clarificação do caso ligado ao passaporte biológico de Sérgio Ribeiro, pensa que de algum modo a credibilidade do ciclismo português saiu beliscada a nível nacional ou internacional, ainda mais com o recente caso do vencedor da Volta a Portugal Alejandro Marque? 

Foi uma situação desagradável para o ciclismo e acima de tudo para o Sérgio. O ciclismo foi pioneiro no passaporte biológico e, felizmente, a sua implementação em mais alguns desportos começa aos poucos a ser uma realidade, pena é que algumas não queiram aderir. Apesar disso, a luta anti-doping no ciclismo passa muitas vezes uma ideia errada para o público. A esse propósito, vejamos o recente escândalo que se tentou criar em redor do Alejandro Marque, em que uma autorização terapêutica para tratamento de uma lesão foi convertida num presumível caso de dopagem com consequências graves para a imagem do ciclista e do ciclismo. Convém referir que o nosso passaporte biológico não é o mesmo que é utilizado pelas Equipas WorldTour e Continentais Profissionais, seria importante que o fosse, quer por ter procedimentos mais transparentes e um painel alargado de especialistas a analisar os perfis, quer por ter um prestígio internacional que o nosso não tem. Infelizmente, ainda há muitos ciclistas e responsáveis de equipas no pelotão mundial que não sabem que Portugal tem passaporte biológico. Seria importante que as Federações Portuguesas, que se encontram ao abrigo deste procedimento exigissem ter um especialista independente no painel de análise de perfil do mesmo, nomeado pelas suas federações, para assegurar a transparência e independência nas decisões. 

Com o fim do calendário de estrada em Outubro e o início apenas programado para Fevereiro, não é um período muito longo de paragem para as equipas? 

Este é o período óptimo de paragem. Aliás, há por parte da UCI a intenção de uniformizar estas datas de arranque e final de temporada a nível mundial. O ciclismo é um desporto muito duro e exigente e não seria boa ideia ter 12 meses de competição. Convém não esquecer que há outras vertentes do Ciclismo, como Ciclocrosse, Pista, BTT, com que algumas equipas e ciclistas complementam o seu calendário, uns com carácter competitivo, outros como parte do seu programa de treino ou pura e simplesmente em operações de marketing. 

O calendário de 2014 promete mais provas, nomeadamente a Taça Nacional de Circuitos e o regresso de algumas corridas como o GP da Maia e a Volta ao Minho. Crê que serão realidade ou ficarão no papel como tem sucedido nos últimos anos? 

O mais importante neste pré-calendário é o facto de ver aumentado os dias de competição em provas como o Troféu Joaquim Agostinho, o regressado GP Jornal de Notícias e a Volta ao Algarve. São três provas muito importantes e com muita tradição. Os circuitos são muito importantes e foram em tempos idos a festa do ciclismo. A seguir à Volta a Portugal, as pessoas tinham a oportunidade de ir ver os protagonistas dessa grande prova, mas nos últimos anos estes foram quase extintos. É por isso com agrado que constato que a FPC reconheceu o valor dessas populares provas e está a fazer o possível para que se reactivem e, ao que parece, até poderão surgir alguns novos, o que é de saudar. Todas as novas provas que possam surgir serão bem-vindas, mas se algumas não se realizarem isso é perfeitamente normal, porque convém não esquecer que este é um pré-calendário sujeito a acertos. De destacar a importância da internacionalização da Volta a Portugal do Futuro e a realização do Campeonato Europeu de Pista de Juniores e Sub-23 uma vez mais no nosso país. 

Como presidente da APCP tem-se batido nas instâncias internacionais pela garantia de um futuro mais duradouro dos corredores no pelotão nacional, principalmente no que concerne à luta pela extinção da regra dos 28 anos. Em que ponto se encontra este tema? 

Caso não haja alterações de última hora, estará assegurado para 2015 o final da tão famosa regra dos 28 anos e até as futuras equipas de formação (as quais as equipas de 1ª divisão serão obrigadas a formar), não terão esse limite de idade. De todas as formas, enquanto estas medidas não forem oficializadas não podemos baixar os braços e continuaremos atentos. 

Na verdade, muitos ciclistas lusos abandonam a profissão antes de completar 28 anos, consequência da falta de lugar no pelotão nacional. Tentar uma carreira no exterior mostra-se difícil, principalmente para os corredores portugueses se compararmos o número de outras nacionalidades no pelotão internacional. No seu ponto de vista, este facto deve-se à falta de visibilidade ou outro factor? 

Viveram-se nas últimas épocas alguns dos anos mais difíceis da história do ciclismo nacional, mas 2013 foi uma época em que o número de equipas continentais cresceu, aumentando a competitividade das provas. E nesta pré-época, verificou-se com agrado as equipas a completarem os seus plantéis mais cedo do que o habitual e a concorrerem entre si para assegurar os ciclistas pretendidos. Penso que 2014 está assim bem lançado para que o nosso ciclismo profissional atinja o lugar que merece e os nossos ciclistas atinjam a tranquilidade que merecem. Apesar de não termos nenhuma equipa que faça as grandes provas internacionais, a oportunidade de emigrar para o pelotão internacional tem surgido e devemos ser dos países que, mesmo não fazendo esse calendário, tem mais ciclistas emigrantes, o que diz bem da nossa qualidade. 

Num plano geral, pode dar-nos algumas luzes do que poderá mudar futuramente a nível nacional com a tão falada reforma da UCI? 

Estive presente em algumas reuniões a representar a CPA e a APCP e importa referir que esta futura reforma foi iniciada na presidência de Pat MacQuaid, por isso é possível que haja algumas mudanças derivado à mudança de presidente. No geral, constata-se a vontade de clarificar e simplificar o ciclismo para as pessoas da modalidade e também para os adeptos. Assim muito resumidamente, a nível dos Rankings e suas classificações haverá uma clarificação importante com a existência de uma única classificação; a inclusão da obrigatoriedade das equipas da 1ª divisão possuírem equipas de formação de 8 a 10 ciclistas e sem limite de idade irá colmatar a tão criticada possibilidade de redução do número máximo de corredores nas equipas de 1ª divisão (possivelmente 22 ciclistas); importante será também o sistema de promoção e despromoção para aceder à 1ª divisão assegurada pelos pontos do Ranking e o assegurar do caderno de encargos pretendendo-se o desaparecimento dos critérios obscuros do passado. A Volta a Portugal poderá sair beneficiada com a antecipação das datas da Volta a Polónia e a despromoção do Eneco Tour, passando a ter nas datas habituais da nossa principal corrida apenas dois dias de provas da 1ª divisão, a Clássica de San Sebastián e a Vattenfall Classic. Há outros pontos sensíveis onde há vontade de mudança, mas como disse vamos aguardar já que algumas destas medidas ainda estão a ser estudadas e podem não ser viabilizadas. 

E quanto ao pelotão nacional para a próxima temporada, mantêm-se as seis equipas continentais e as quatro equipas de clube? 

A nível das equipas continentais o número está equilibrado, porque os plantéis cresceram de forma considerável. Já nas equipas de clube era necessário existir pelo menos o dobro das actuais. Hoje em dia, é muito complicado ter equipas de formação, porque ao não existir um calendário próprio para os sub-23, estes correm quase sempre com os ciclistas profissionais, sendo por isso os resultados praticamente inexistentes e os patrocinadores em busca acima de tudo de protagonismo vão-se afastando. Não podemos cair no erro de pensar que a formação de um ciclista se faz até ao escalão júnior, o que acontece é precisamente o contrário, é a partir dai que se inicia a especialização de um ciclista e se não forem tomadas algumas medidas a pensar nas equipas de clube, podemos ter a curto prazo muitos jovens a procurar o ciclismo e a dedicarem a sua adolescência à procura do sonho de ter uma carreira profissional e a terem na sua grande maioria que deixar de correr com... 18 anos. Alguns ciclistas com resultados no escalão júnior dão o salto para o profissionalismo, mas este não será o percurso ideal. Convém que as pessoas tenham em mente que há muitos jovens que tardam em atingir o nível físico, mas também há ciclistas juniores que têm programas e metodologias de treino a visar precocemente o rendimento. Não nos podemos dar ao luxo de desperdiçar talento nem destruir o sonho de tantos jovens, que com a ajuda dos pais tanto se sacrificaram para serem ciclistas. É aí que as equipas de clube desempenham um papel importante, dando aos jovens oportunidade de aprimorar a seu tempo as capacidades para serem profissionais de ciclismo. 

Por último, podemos contar num futuro próximo com um prémio da APCP no feminino, distinguindo a melhor atleta da temporada? 

No passado, a APCP já fez uma aproximação ao ciclismo feminino, não tendo existido grande adesão. Ainda assim, estamos abertos e dispostos a colaborar com todas as vertentes do ciclismo que procurem a nossa ajuda e colaboração. 


Foto e entrevista por Helena Dias
(escrito em português de acordo com a antiga ortografia)