Junho/2014: equipas e ciclistas lusos pelo mundo

Vitórias, exibições destacáveis e trabalho em equipa. O mês de Junho quebrou a famosa maldição do arco-íris, trouxe uma amarela há muito sonhada e confirmou talentos do pelotão nacional em disputa lado-a-lado com alguns dos maiores nomes do WorldTour.

(Foto Tour de Suisse)
O campeão do mundo Rui Costa (Lampre-Merida) calou as dúvidas dos mais cépticos, rompeu com a tão falada maldição e alcançou um feito inédito, algo que tem vindo a fazer na sua carreira. Pela primeira vez, um ciclista conquistou pelo terceiro ano consecutivo o Tour de Suisse, com o gosto especial de vestir a camisola arco-íris e tendo a seu lado Nelson Oliveira, o mais recente campeão nacional de contra-relógio e de fundo. Os mais cépticos passaram rapidamente à certeza de afirmar que o português é um dos melhores corredores do pelotão internacional e que a vitória no campeonato do mundo não foi mero acaso. Para quem já não duvidava do talento e perseverança que caracterizam Rui Costa, esta vitória foi ‘apenas’ mais uma confirmação, tendo como prémio acrescido a subida ao 3º lugar do Ranking UCI WorldTour, apenas antecedido por Alberto Contador (Tinkoff-Saxo) e Nairo Quintana (Movistar).

Continuando no tema das vitórias, Tiago Machado (NetApp-Endura) colheu o fruto mais apetecido dos últimos anos. Desde 2010, aquando da vitória de uma etapa no Circuit Cyclist Sarthe, os triunfos escapavam até por escassos segundos. No entanto, nada demoveu o corredor minhoto de continuar o trabalho, as subidas ao pódio em 2ºs e 3ºs lugares, a conquista de classificações secundárias. Por fim, a amarela chegou no Tour de Slovenie, onde teve em José Mendes um companheiro incansável de trabalho e uma equipa incondicionalmente a seu lado, acreditando sempre no seu potencial de vencedor.

Após uma actuação marcante no Giro, André Cardoso (Garmin-Sharp) logrou este mês desempenhos notáveis em provas suíças, nomeadamente no GP du Canton d’Argovie e no Tour de Suisse, onde no último dia viveu uma fuga que o levou a terminar em 6º na etapa e 22º na geral.

Quanto a Bruno Pires e Sérgio Paulinho (Tinkoff-Saxo), a dupla trabalhou afincadamente no Critérium du Dauphiné, onde o líder Alberto Contador chegou à amarela, sem no entanto preservá-la na última jornada. Um dia menos bom da equipa e um assalto inesperado de Talansky (Garmin-Sharp) à liderança levaram o espanhol a terminar a prova no 2º lugar, mesmo após uma exibição de luxo do ‘Pistolero’ na derradeira etapa. Bruno Pires fez parte dias depois da vitória alcançada pelo companheiro Nicolas Roche na Route du Sud.

Nessa mesma prova francesa, uma esquadra lusitana destacou-se entre os grandes do WorldTour. A Rádio Popular-Boavista partiu para esta competição deixando em Portugal César Fonte na defesa da Taça nacional, uma escolha que se mostrou acertada já que a vitória do troféu não lhe escapou. Além-fronteiras, o destaque coube a Frederico Figueiredo, que finalizou a Route du Sud no 15º lugar.

Merece referir a presença de jovens lusos na Volta a Coruña. A equipa de clube Liberty Seguros/Feira/KTM, sempre protagonista de boas exibições no país vizinho, trouxe para casa o 2º e 3º lugares em sub-23 com Leonel Coutinho e Rúben Guerreiro (vencedor da Taça de Portugal sub-23), tendo o primeiro conquistado a camisola das metas volantes. Alcançaram ainda com David Rodrigues a 6ª posição na geral.

E se muitos sonham representar o país na Selecção Nacional, os juniores tiveram este mês essa oportunidade pedalando o Trofeo Karlsberg, prova da Taça das Nações celebrada na Alemanha. À imagem do sucedido em Abril no Tour of Istria, Croácia, estes jovens não faltaram à chamada do seleccionador José Poeira, terminando todos a prova por etapas, demonstrando que a formação em Portugal dá os seus frutos e, por essa razão, vale a pena nomear um a um pela entrega apesar da sua juventude. Assim, finalizaram a prova em 33º Tiago Antunes, 44º André Carvalho (campeão nacional de fundo júnior), 46º Gonçalo Carvalho, 55º André Ramalho, 58º Ivo Oliveira (campeão nacional de CRI júnior) e 61º Rui Oliveira.

01/Jun, Les Boucles de l’Aulne, França
1 Alexis Gougeard (Fra) AG2R La Mondiale 3:58:00
58 Domingos Gonçalves (Por) LPM +11:26”

04-08/Jun, Tour de Luxembourg, Luxemburgo
1 Matti Breschel (Den) Tinkoff-Saxo 17:59:04
DNF Fábio Silvestre (Por) TFR

05-08/Jun, Boucle de la Mayenne, França
1 Stéphane Rossetto (Fra) BigMat-Auber93 13:31:17
50 José Gonçalves (Por) LPM +7:59”

06-08/Jun, Volta a Coruña, Espanha
1 José De Segovia (Esp) Supermercados Froiz 9:52:42
6 David Rodrigues (Por) LBS +1:07”
10 Luís Mendonça (Por) SPO +1:49”
11 Leonel Coutinho (Por) LBS +1:49” (metas volantes e 2º Sub-23)
12 Rúben Guerreiro (Por) LBS +1:49” (3º sub-23)
35 Nuno Pereira (Por) SPO +8:09”
42 Renato Avelar (Por) LBS +13:37”
60 Samuel Magalhães (Por) LBS +21:18”
64 David Ribeiro (Por) LBS +24:45”
67 Ivo Silva (Por) LBS +25:18”

12/Jun, GP du canton d’Argovie, Suíça
1 Simon Geschke (Ger) Giant-Shimano 4:31:14
21 André Cardoso (Por) GRS m.t.
27 Rui Costa (Por) LAM +10”
73 Nelson Oliveira (Por) LAM +4:43”
DNF Fábio Silvestre (Por) TFR

08-15/Jun, Critérium du Dauphiné, França
1 Andrew Talansky (USA) Garmin-Sharp 31:08:08
OTL Sérgio Paulinho (Por) TCS
OTL Bruno Pires (Por) TCS

14-22/Jun, Tour de Suisse, Suíça
1 Rui Costa (Por) Lampre-Merida 33:08:35
22 André Cardoso (Por) GRS +9:12”
63 Nelson Oliveira (Por) LAM +46:23”

19-22/Jun, Tour de Slovénie, Eslovénia
1 Tiago Machado (Por) NetApp-Endura 12:44:58
26 José Mendes (Por) TNE +9:00”

20-22/Jun, Route du Sud, França
1 Nicolas Roche (Irl) Tinkoff-Saxo 13:47:07
15 Frederico Figueiredo (Por) BOA +2:04”
33 Nuno Bico (Por) BOA +7:33”
41 Daniel Silva (Por) BOA +16:41”
43 Célio Sousa (Por) BOA +17:25”
64 Bruno Pires (Por) TCS +25:20”
DNF Ricardo Vale (Por) BOA
DNF Rui Sousa (Por) BOA
DNF Vergílio Santos (Por) BOA

20-22/Jun, Trofeo Karlsberg, Alemanha
1 Kristjan Kumar (Slo) 6:51:14
33 Tiago Antunes (Por) Sel.Nacional +2:14”
44 André Carvalho (Por) Sel.Nacional +6:13”
46 Gonçalo Carvalho (Por) Sel.Nacional +6:32”
55 André Ramalho (Por) Sel.Nacional +10:16”
58 Ivo Oliveira (Por) Sel.Nacional +11:17”
61 Rui Oliveira (Por) Sel.Nacional +13:31”

(escrito em português se acordo com a antiga ortografia)

Portugal: Campeões Nacionais de Fundo 2014

O final de Junho trouxe novos heróis detentores das camisolas com a bandeira nacional. O fim-de-semana encheu-se de ouro, prata e bronze dos Campeonatos Nacionais de Fundo disputados no Sabugal e em Anadia.

Portugal: Campeões Nacionais CRI 2014

Esta sexta-feira, Portugal conheceu os seus novos campeões nacionais na especialidade de contra-relógio, disputados no Sabugal e em Anadia.

O internacional Nelson Oliveira (Lampre-Merida) sagrou-se campeão em elites, revalidando o título em sub-23 Rafael Reis (Banco BIC-Carmim). Nos mais novos, Ivo Oliveira (CC Bairrada) conquistou a medalha de ouro em juniores, a par de João Almeida (CC José Maria Nicolau) em cadetes.

Grandíssima, a inocência perdida

A um mês da 76ª edição, a Volta a Portugal Liberty Seguros desvenda o percurso e as equipas que irão disputar a desejada camisola amarela. A mais importante prova do calendário português já viveu tempos gloriosos, quando o pelotão percorria em três semanas o país de norte a sul, as estradas enchiam-se de admiradores para ver passar os seus heróis e estes mesmos heróis eram olhados com reverência aquém e além-fronteiras.

César Fonte: “Chegou a hora de tentar lutar pela geral da Volta a Portugal”

Há precisamente um ano espelhámos num artigo a admiração pelo talento e valor de um ciclista do pelotão português. Um ano depois, esse corredor agarra um dos mais importantes triunfos do seu palmarés. Aos 27 anos, César Fonte (Rádio Popular-Boavista) conquista a Taça de Portugal e sonha voar mais alto na senda das vitórias.

César Fonte vence Taça de Portugal 2014

A Taça de Portugal conheceu hoje os seus vencedores. César Fonte (Rádio Popular-Boavista) triunfou em Elites e na juventude Rúben Guerreiro (Liberty Seguros/Feira/KTM) e Gaspar Gonçalves (Anicolor) triunfaram em Sub-23 e Sub-20, respectivamente.

A 14ª Volta a Albergaria foi o cenário eleito para a batalha final da Taça de Portugal 2014. Nesta 5ª prova pontuável, Vicente De Mateos (Louletano-Dunas Douradas) partiu de amarela para os derradeiros 148,4 km. Impunha-se defender a liderança da Taça alcançada no dia anterior, aquando da vitória no contra-relógio individual. Contudo, a liderança anteriormente perdida por César Fonte (Rádio Popular-Boavista) não estava esquecida e, apesar de reduzida em número por estar a disputar a prova francesa Route du Sud, a equipa não deixou de sonhar com a reconquista da amarela e vitória final.

Enquanto as panteras boavisteiras pedalavam na prova francesa, alcançando com o jovem Frederico Figueiredo o destacável 15º lugar na geral entre as grandes esquadras do WorldTour, César Fonte aproveitava a chegada inclinada adequada às suas características para agarrar a vitória em Albergaria diante do campeão nacional Joni Brandão (Efapel-Glassdrive) e do companheiro de equipa Garikoitz Bravo.

César Fonte brilhou em três das cinco jornadas da Taça, assegurando o triunfo final com 271 pontos, ocupando os demais lugares do pódio deste troféu Vicente De Mateos (Louletano-Dunas Douradas) e a jovem revelação Rúben Guerreiro (Liberty Seguros/Feira/KTM), ambos com 200 pontos.

Aliás, Rúben Guerreiro revelou ao longo de toda a competição uma forma invejável, estando a par dos elites apesar da juventude dos seus 19 anos. Desta forma, venceu a Taça no escalão Sub-23, completando o pódio Joaquim Silva (Anicolor) e o companheiro Carlos Ribeiro. Esta dupla viu triunfar na Taça dos Sub-20, troféu entregue pela primeira vez na história do ciclismo português, o companheiro Gaspar Gonçalves, ficando nos demais lugares do pódio Paulo Silva (Liberty Seguros/Feira/KTM) e César Martingil (CC José Maria Nicolau), este último vencedor da Taça do ano anterior em Juniores.

No colectivo, a OFM-Quinta da Lixa foi a grande vencedora da Taça de Portugal, à imagem da Anicolor entre as equipas de clube.

No pódio da 14ª Volta a Albergaria brilharam três jovens da Liberty Seguros/Feira/KTM, nomeadamente Renato Avelar com a camisola da meta autarquias, David Ribeiro com a rosa de primeiro sub-23 de 1º ano a terminar a jornada e Rúben Guerreiro com a branca de primeiro sub-23 a cruzar a meta e da Taça. No centro de todos os olhares, a amarela do imperador César Fonte (Rádio Popular-Boavista), seguindo-se Gaspar Gonçalves (Anicolor) de laranja triunfante na Taça sub-20, André Mourato (LA Alumínios-Antarte) de verde ganhador das metas volantes e João Pereira (Banco BIC-Carmim) de azul rei da montanha.
 
A garra de César Fonte,
vencedor da Volta a Albergaria e da Taça de Portugal 2014

(By Zé Paulo/Momento Certo Fotografia)
Pódio final em Albergaria (By Zé Paulo/Momento Certo Fotografia)

Resultados Volta a Albergaria
1 César Fonte (Por) Rádio Popular-Boavista 3:42:58
2 Joni Brandão (Por) Efapel-Glassdrive m.t.
3 Garikoitz Bravo (Esp) Efapel-Glassdrive m.t.
4 Rúben Guerreiro (Por) Liberty Seguros/Feira/KTM m.t.
5 Manuel Arjona (Esp) Keith Mobil Partizan m.t.
6 Amaro Antunes (Por) Banco BIC-Carmim m.t.
7 Joaquim Silva (Por) Anicolor m.t.
8 Sérgio Bello (Esp) Supermercados Froiz +4”
9 David Rodrigues (Por) Liberty Seguros/Feira/KTM +4”
10 Hugo Sabido (Por) LA Alumínios-Antarte +7”

Resultados completos aqui
Ranking Taça de Portugal aqui
Relembrar 1ª prova Taça de Portugal: Daniel Freitas abre Taça de Portugal com vitória
Relembrar 2ª prova Taça de Portugal: Vitória de César Fonte em Oliveira de Azeméis
Relembrar 3ª prova Taça de Portugal: César Fonte implacável na Taça
Relembrar 4ª prova Taça de Portugal: Vicente De Mateos no comando da Taça

(escrito em português de acordo com a antiga ortografia)

Rui Costa, bendito arco-íris!

O arco-íris não é uma maldição, é uma bênção, uma glória maior. O campeão do mundo Rui Costa (Lampre-Merida) enche de orgulho um país encantado pelo seu talento, o seu querer, a sua terceira vitória consecutiva no Tour de Suisse!

Parecia distante esta amarela, mais difícil de conquistar do que nas duas edições anteriores. A liderança de Tony Martin (OPQ), conquistada desde a primeira etapa, mostrou-se dura de assaltar. Nesse contra-relógio inicial em Bellinzona, Rui Costa ficou à distância de 42s, espaço que se tornou maior e difícil de fechar para a revalidação do título. No esforço individual do sétimo dia, em Worb, o campeão do mundo chegou ao pódio finalizando a jornada em 3º, exactamente o mesmo posto a que subiu na geral. Contudo, permanecia a pouco mais de 1m do campeão do mundo de contra-relógio.

Restava dar o tudo por tudo nas últimas duas jornadas, onde a montanha poderia fazer a diferença. E se na penúltima Tony Martin resistiu, na derradeira etapa Rui Costa não perdoou. Nos quilómetros finais, deixou para trás o até então líder da Suíça acompanhado por Bauke Mollema (Belkin) e Mathias Frank (IAM Cycling). Este trio foi alcançando os fugitivos do dia, entre eles o luso André Cardoso (Garmin-Sharp), que terminaria o dia na 6ª posição. Com 2 quilómetros a separá-lo da glória, Rui Costa pedalou em solitário até cruzar a linha da vitória da etapa e do Tour de Suisse.

Se em anos anteriores o arco-íris foi visto como um entrave aos bons resultados e às vitórias, Rui Costa virou as costas à tão falada maldição, concretizando o seu melhor início de temporada de sempre com o 3º lugar na Volta ao Algarve, 2º na Paris-Nice e 3º no Tour de Romandie, para além dos pódios em etapas. A conquista do Tour de Suisse, pelo terceiro ano consecutivo, é a continuação da afirmação do ciclista português como sendo, sem dúvida, um dos melhores corredores do pelotão internacional da actualidade. Com este resultado, aos 27 anos ocupa o 3º lugar do Ranking UCI WorldTour!
“Que dia maravilhoso: vitória de etapa e classificação geral, não podia pedir um final melhor. Nunca ninguém tinha ganho o Tour de Suisse três vezes seguidas, estou orgulhoso de ser o primeiro a fazê-lo e penso que é uma satisfação ainda maior fazê-lo com a camisola arco-íris. Estes são também os meus primeiros sucessos da temporada, depois de 6 segundos lugares, é muito bom para mim e para a equipa. Obrigada aos meus companheiros, ao staff, aos patrocinadores e a todos os fãs portugueses que me apoiaram nas estradas suíças.”, Rui Costa ao site Lampre-Merida.
Próximo objectivo, a ‘Grande Boucle’... Quem vos escreve acredita convictamente num dos cinco primeiros lugares!

Rui Costa vencedor do Tour de Suisse (Foto Lampre-Merida)

CG Lusos:
1 Rui Costa (LAM) 33:08:35
22 André Cardoso (GRS) +9:12”
63 Nelson Oliveira (LAM) +46:23”

(escrito em português de acordo com a antiga ortografia)

Tiago Machado, a vitória chegou!

Nunca desistir e resistir a qualquer adversidade. Esta é a imagem de Tiago Machado ao longo da sua carreira. Hoje, depois de nos últimos tempos ver as vitórias resistirem às suas pedaladas, o minhoto de 28 anos terminou o Tour de Slovenie no mais alto lugar do pódio, esse lugar que tanto procurou e com a NetApp-Endura alcançou.

A camisola amarela na Eslovénia é o reflexo de uma luta incansável de Tiago Machado pelo que lhe é devido, uma importante conquista para reanimar a carreira e demonstrar a aposta acertada da equipa alemã na sua contratação. O início de temporada mostrou um novo Tiago, mais confiante, decidido em dar a volta à menos positiva temporada anterior. E os resultados apareceram consistentes, começando com a classificação do combinado no Trofeo Playa de Muro do Challenge de Mallorca, seguindo-se o 2º lugar na Vuelta a Murcia, 3º no Critérium International, 6º no Giro del Trentino e 4º no Tour of California, fazendo os fãs vibrar com a sua actuação e 2º lugar na importante etapa do Mount Diablo.

Chegado à Eslovénia, logo no contra-relógio individual impôs o 4º melhor tempo, ficando a 11s do vencedor Michael Matthews (Orica-GreenEdge). No dia seguinte, a vitória de Sonny Colbrelli (Bardiani-CSF) na etapa nada mudou na classificação. Na 3ª jornada, Tiago assumiu a liderança do Tour cruzando a meta em 2º, logo atrás de Francesco Bongiorno (Bardiani-CSF) e guardou essa liderança na derradeira etapa, ganha por Elia Viviani (Cannondale).

Tiago Machado defendeu a camisola amarela e agarrou o triunfo sonhado que faltava no seu palmarés.

Tiago Machado vence Tour de Slovenie (Foto NetApp-Endura)
Tiago Machado vence Tour de Slovenie (Foto NetApp-Endura)

CG Lusos NetApp-Endura:
1 Tiago Machado (TNE) 12:44:58
26 José Mendes (TNE) +9:00"

(escrito em português de acordo com a antiga ortografia)

Vicente De Mateos no comando da Taça

O espanhol Vicente De Mateos (Louletano-Dunas Douradas) voou para a conquista do contra-relógio individual da 14ª Volta a Albergaria, destronando César Fonte (Rádio Popular-Boavista) da liderança da Taça de Portugal Elite/Sub-23.

A 4ª e penúltima prova pontuável correu-se em Albergaria debaixo de chuva. No esforço individual de 14,4 km, o mais directo adversário do líder da Taça não deixou escapar a oportunidade de agarrar a primeira vitória da temporada para a equipa de Loulé, que até ao momento tinha conquistado classificações secundárias em diversas provas, mas não na linha de meta. Vicente De Mateos pedalou para a vitória no empedrado de Albergaria e cruzou a meta com um tempo de 22m44s. No 2º lugar, a escassos 4s, terminou o galego Alejandro Marque (Supermercardos Froiz), demonstrando que mantém o saber e a boa forma neste regresso ao asfalto. E a fechar o pódio da jornada, no 3º lugar finalizou o jovem luso André Mourato (LA Alumínios-Antarte) a 14s.

Na juventude, uma vez mais o líder sub-23 Rúben Guerreiro (Liberty Seguros/Feira/KTM) mostrou-se imbatível perante os jovens adversários, alcançando a vitória com o 9º lugar na prova. Já nos sub-23 de 1º ano, o destaque coube a Rui Carvalho (Maia-Bicicletas Andrade), contudo sem destronar Gaspar Gonçalves (Anicolor) da liderança deste escalão.

Segue-se este domingo a 5ª e última prova pontuável da Taça de Portugal, a etapa de 148,4 km em Albergaria, para a qual Vicente De Mateos parte na liderança com 200 pontos, a 4 de César Fonte e a 55 de Rúben Guerreiro.
 
Vicente De Mateos (By Zé Paulo/Momento Certo Fotografia)

Rúben Guerreiro, Vicente De Mateos, Gaspar Gonçalves, Alex Marque
(By Zé Paulo/Momento Certo Fotografia)

Resultados
1 Vicente De Mateos (Esp) Louletano-Dunas Douradas 22:44
2 Alejandro Marque (Esp) Supermercados Froiz 22:48
3 André Mourato (Por) LA Alumínios-Antarte 22:58
4 Hugo Sabido (Por) LA Alumínios-Antarte 23:01
5 Garikoitz Bravo (Esp) Efapel-Glassdrive 23:09
6 Arkaitz Durán (Esp) OFM-Quinta da Lixa 23:10
7 António Carvalho (Por) LA Alumínios-Antarte 23:13
8 Mário Costa (Por) OFM-Quinta da Lixa 23:15
9 Rúben Guerreiro (Por) Liberty Seguros/Feira/KTM 23:24
10 Joaquim Silva (Por) Anicolor 23:25

Resultados completos aqui
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(escrito em português de acordo com a antiga ortografia)

Tiago Antunes vencedor da Taça de Portugal Juniores

Os juniores disputaram no passado dia 15 de Junho a última prova da Taça de Portugal do seu escalão. Tiago Antunes, do Clube de Ciclismo José Maria Nicolau, defendeu a liderança alcançada desde a primeira prova, conquistando a Taça para o clube que reincidiu nesta vitória, após ter ganho em 2013 com César Martingil.

Nas cinco provas da Taça viveu-se uma renhida batalha, principalmente entre o CC José Maria Nicolau e o CC Bairrada. Estas duas formações triunfaram na totalidade as corridas pontuáveis. A primeira venceu as três provas iniciais, duas com Tiago Antunes e uma por André Crispim. A segunda brilhou nas duas derradeiras provas, ambas com Ivo Oliveira.

Tiago Antunes, que em 2013 sagrou-se campeão nacional de contra-relógio em cadetes, soma e segue nos pódios em 2014. Superou o terceiro lugar da Taça alcançado o ano transacto, triunfando este ano no mais alto lugar do pódio e a sua equipa terminando em segundo no colectivo. Seguiu-se na segunda posição Ivo Oliveira e em terceiro o irmão Rui Oliveira, ambos do CC Bairrada que venceu por equipas.

Pódio Taça de Portugal Juniores 2014 (Foto Mariana Gonçalves)

Ranking Taça de Portugal em FPC
(escrito em português de acordo com a antiga ortografia)

Joaquim Silva: “Um dia gostaria de correr o Giro d’Itália”

Joaquim Silva no Mirador de Ézaro
Joaquim Silva, jovem luso de 22 anos, viu nascer a paixão pelo ciclismo em criança. Aos 10 anos de idade, começou a escrever a sua história nesta modalidade nas escolas da Associação Desportiva Recreativa Ases Penafiel. Aí permaneceu de 2002 a 2010, fazendo toda a sua formação cadete e júnior. A passagem para sub-23, no ano de 2011, levou-o a mudar de ares para uma casa de maior responsabilidade - o Velo Clube do Centro, onde permanece até à presente temporada na equipa de clube Anicolor (ex Mortágua). Nesta esquadra tem ganho maturidade ciclística, levando-o a colher alguns frutos importantes para o palmarés, como a vitória do Troféu Luso-Galaico em 2014.

Esta é a 4ª temporada em Mortágua. Como têm sido estes anos sob o comando de Pedro Silva?
Têm sido anos de muita aprendizagem e evolução como ciclista e pessoa. O Sr. Pedro deu-me a oportunidade de ingressar nesta equipa no meu primeiro ano sub-23, numa altura em que andava meio perdido. A época já tinha arrancado e eu não tinha equipa. Estava num momento bastante difícil da minha vida quando os meus companheiros Carlos Ribeiro e Nuno Meireles, que já lá estavam, falaram de mim ao meu chefe e ele deu-me a oportunidade que eu precisava. Estou-lhe muito grato por todos estes anos em que acreditou em mim e por tudo aquilo que me tem ensinado, é muito bom ter uma pessoa como ele ao nosso lado.

Quais as características e qualidades que sentes teres progredido mais enquanto ciclista?
Penso que a nível mental tenho progredido num bom caminho, muitas vezes peco por não saber ler a corrida e por não ter a frieza necessária para algumas situações de corrida, mas já estive bem pior e esse é o ponto que tenho evoluído mais. Em termos físicos, acho que tenho evoluído bem. Com o passar dos anos tenho evoluído na montanha, que é o meu ponto forte, e sinto que fico mais forte de ano para ano nessa vertente.

Tens pautado o início do ano por uma crescente maturidade ciclística, com pódios no teu escalão em importantes corridas (GP Liberty e GP Abimota) e em duas das três provas da Taça. Satisfeito com os resultados ou ambicionavas mais?
Estou muito satisfeito com os meus resultados. Claro que num ou outro caso podia e devia ter sido melhor, mas as coisas nem sempre correm como queremos. Contudo, tenho de salientar que não consegui chegar a esses resultados sozinho, toda a equipa e staff estiveram do meu lado sempre que precisei e esses resultados pertencem a todo o trabalho dos meus companheiros. E, claro, o suporte da minha família -Pais e Irmão- que tem sido um grande apoio para mim durante estes anos.

A vitória chegou no Troféu Luso-Galaico, em Espanha. Jamais esquecerás esse triunfo no Mirador de Ézaro, não?
Foi uma vitória que esperava e lutava há algum tempo. Já não ganhava desde júnior e o ano passado tive alguns pódios, mas faltava sempre qualquer coisa para o 1º lugar surgir. Sabia que era uma prova que combinava com as minhas características e o trabalho estava feito. A equipa acreditou em mim e fez um excelente trabalho durante toda a etapa. Quando cheguei às primeiras rampas e o Rúben atacou, ficámos só três e eu senti que talvez fosse o meu dia, tinha pernas para isso e contra-ataquei. Quando vi que não trazia ninguém na roda e a meta estava mesmo ali… foi de arrepiar! E já não houve dor de pernas nos últimos metros, só um grito de satisfação. Simplesmente, um dia muito bom para recordar para sempre, ainda mais numa chegada da Vuelta 2012 ganha pelo Joaquim Rodríguez. Foi um orgulho conseguir ganhar.

Esse Troféu é direccionado ao teu escalão, mas em Portugal os sub-23 correm com os profissionais. Na tua opinião, o calendário único para equipas de clube e continentais é um factor de aprendizagem ou preferias um calendário próprio para o escalão?
Por um lado, tendo em vista quem sobe do escalão júnior, é muito difícil para eles a adaptação, porque a diferença de ritmo e quilómetros é enorme. Logo, um calendário apenas para equipas de clube era o mais adequado. Em contrapartida, penso que correr contra os profissionais se torna um motivo de orgulho e de evolução, pois estamos a correr contra aqueles ciclistas que discutem a Volta a Portugal, aqueles que víamos na televisão e sonhávamos um dia ser como eles. O grande problema disto é que as equipas de clube têm mais dificuldade para se manterem na estrada, porque correr com os profissionais tira o protagonismo nos meios de comunicação e torna-se mais difícil obter resultados de realce, que apareçam nas páginas de jornais para podermos mostrar os nossos patrocinadores. São eles que investem para as equipas poderem estar na estrada e isso é mau. Acho que tem os seus contras, mas também tem os seus benefícios.

Seguem-se as duas últimas provas da Taça e os Campeonatos Nacionais. Com que expectativas partes para estas provas?
O objectivo para este fim-de-semana é manter o pódio na geral da Taça Sub-23, fazendo o melhor possível nos dois dias. Temos ciclistas no 2º, 3º e 4º lugares. É claro que a diferença de pontos para o Rúben Guerreiro é alguma, mas não nos podemos entregar sem dar luta. Quanto aos Campeonatos Nacionais, acho que toda a gente vai para a linha de partida com o pensamento de vestir a camisola com o símbolo nacional e eu não sou excepção, mas não penso muito nisso. É sempre uma corrida muito aberta. Além de ser preciso estar bem fisicamente, é preciso sorte e saber o momento certo. Também não conhecemos muito do percurso deste ano, que é novo. Portanto, não sei se é um percurso que me pode favorecer a mim ou a qualquer companheiro da minha equipa.

Relativamente aos objectivos para a temporada, qual a tua maior meta?
Gostaria de representar a Selecção Nacional em alguma prova este ano, claro. Mas o grande objectivo é a Volta a Portugal do Futuro. Talvez um Top 5 esteja na minha ideia, visto que vai ser uma prova com mais nível que os outros anos, com a presença de algumas equipas estrangeiras. Penso que era um bom resultado para mim.

E quanto ao futuro, que sonhos gostarias de cumprir?
Sempre digo isto quando me fazem essa pergunta, primeiro de tudo é chegar a profissional e fazer uma Volta a Portugal. São aqueles objectivos e sonhos que sempre tive desde que me lembro de andar de bicicleta. Sonhando mais alto, bem mais alto, um dia gostaria de correr o Giro d’Itália, porque sempre foi a prova que mais gostei de ver e sonhava fazer.

Joaquim Silva, vencedor da Juventude GP Abimota

Fotos: Facebook Joaquim Silva e Grande Prémio Abimota
(escrito em português de acordo com a antiga ortografia)

César Fonte implacável na Taça de Portugal

Fim-de-semana vitorioso para César Fonte (Rádio Popular-Boavista), que hoje conquistou o 6º Memorial Bruno Neves. A vitória da 3ª prova da Taça de Portugal Elite/Sub-23 consolidou a liderança do já apelidado Imperador César.

Após uma dura jornada de sábado, neste domingo o pelotão percorreu 124 km de Oliveira de Azeméis a Nogueira do Cravo, num circuito com 6 passagens pela meta. Várias fugas foram tentadas, mas a equipa Rádio Popular-Boavista teve sempre sob controlo qualquer intento que pudesse perigar a amarela de César Fonte.

Ao longo da jornada, o pelotão foi pontuando nas metas intermédias com os lusos Luís Afonso (LA Alumínios-Antarte) a vencer a montanha, Bruno Sancho (Banco BIC-Carmim) os sprints especiais e o espanhol Roberto Vasquez (Supermercados Froiz) as metas volantes.

Os últimos quilómetros foram alvo de inúmeras tentativas de escapada, mas sem êxito e, nos metros finais, César Fonte mostrou as garras da pantera boavisteira e fez novamente a diferença, atacando no momento certo para alcançar a segunda vitória consecutiva em provas da Taça de Portugal. No 2º lugar terminou o espanhol Vicente De Mateos (Louletano-Dunas Douradas) com o mesmo tempo e a 3s o luso Luís Fernandes (OFM-Quinta da Lixa), que repetiu o 3º lugar do pódio alcançado ontem.

Na juventude, Rúben Guerreiro (Liberty Seguros/Feira/KTM) segurou o 1º lugar da Taça em sub-23, ao ser novamente o primeiro deste escalão a cruzar a meta. Quanto aos mais novos entre os jovens corredores, Gaspar Gonçalves (Anicolor) finalizou a jornada superando a concorrência e destronando Paulo Silva (Liberty Seguros/Feira/KTM) da liderança dos sub-23 de 1º ano. Por equipas, a OFM-Quinta da Lixa repetiu a soberania, enquanto nas formações de clube o destaque coube à Anicolor.

No final da jornada, César Fonte afirmou: «Encarámos a prova com o objectivo de controlar a corrida e vencer. A nossa equipa fez um trabalho perfeito. Não tenho palavras para descrever o trabalho dos meus colegas». Apontou também à Rádio Clube da Feira o grande objectivo da temporada: «Nos últimos tempos comecei a preparar-me para estar melhor para a Volta a Portugal e estou a sentir-me melhor. O nosso grande objectivo é a Volta e até agora as coisas estão a correr-nos bem».

Quanto à possibilidade de César Fonte não acompanhar a equipa Rádio Popular-Boavista no próximo fim-de-semana a uma prova francesa, para defender a liderança da Taça nas duas últimas provas em Albergaria, o director desportivo José Santos afirmou que, em princípio, não irão mudar os planos. Contudo, apenas amanhã irão decidir na reunião de equipa a continuação da luta pela Taça. Acrescentou ainda: «Ficámos contentes com este fim-de-semana, foi muito positivo. Ontem, o César venceu uma etapa muito difícil, mais dura. Hoje foi uma etapa mais de equipa, estivemos quase os 124 km na frente a controlar com um objectivo bem definido para o final, que veio a concretizar-se».

O Memorial Bruno Neves é uma das provas com maior significado para o pelotão português, que desta forma homenageia o jovem companheiro que partiu aos 26 anos, deixando em todos uma enorme saudade, como reflectem as palavras do director desportivo da Maia e presidente da APCP (Associação Portuguesa de Ciclistas Profissionais), Joaquim Andrade à Rádio Clube da Feira: «Foi uma pessoa que marcou todas as nossas vidas, dos colegas que treinavam e conviviam com ele. Tinha uma energia que contagiava todos em seu redor e todos sentimos a falta dele».

O desfecho da Taça de Portugal Elite/Sub-23 vive-se já no próximo fim-de-semana em Albergaria, com a disputa de um contra-relógio individual no sábado e uma etapa em linha no domingo.
 
Vitória de César Fonte [Foto UVP-FPC]

Resultados
1 César Fonte (Por) Rádio Popular-Boavista 2:58:30
2 Vicente De Mateos (Esp) Louletano-Dunas Douradas m.t.
3 Luís Fernandes (Por) OFM-Quinta da Lixa +3”
4 Henrique Casimiro (Por) Banco BIC-Carmim +3”
5 Frederico Figueiredo (Por) Rádio Popular-Boavista +3”
6 Rúben Guerreiro (Por) Liberty Seguros/Feira/KTM +10”
7 Rui Vinhas (Por) Louletano-Dunas Douradas +10”
8 Manuel Arjona (Esp) Keith Mobel Partizan +10”
9 João Pereira (Por) Banco BIC-Carmim +10”
10 Daniel Barragan (Esp) Andalucía +10”

Resultados completos aqui
Relembrar 1ª prova Taça de Portugal: Daniel Freitas abre Taça de Portugal com vitória
Relembrar 2ª prova Taça de Portugal: Vitória de César Fonte em Oliveira de Azeméis
(escrito em português de acordo com a antiga ortografia)

Vitória de César Fonte em Oliveira de Azeméis

César Fonte (Rádio Popular-Boavista) venceu o 4º Troféu Concelhio Oliveira de Azeméis, 2ª prova pontuável da Taça de Portugal Elite/Sub-23. Com este triunfo, o corredor de 27 anos assumiu a liderança, destronando Daniel Freitas (LA Alumínios-Antarte) para a 2ª posição.

Num fim-de-semana de temperaturas escaldantes em Oliveira de Azeméis, pelos termómetros sempre acima dos 30 graus e pelo espectáculo do pelotão na disputa de duas provas da Taça de Portugal, os heróis do asfalto partiram este sábado para 152,5 km desde Carregosa até Oliveira de Azeméis.

Um trio composto pelos lusos Daniel Silva (Rádio Popular-Boavista), Leonel Coutinho (Liberty Seguros/Feira/KTM) e o espanhol Garikoitz Bravo (Efapel-Glassdrive) tentou a sorte, permanecendo no comando da corrida ao longo de mais de metade da jornada. Com três montanhas por superar, a fuga coroou a 3ª cat. em Nogueira do Cravo (km 77,5) e a 2ª cat. seguinte (km 90,6), ambas por Daniel Silva.

No entanto, na aproximação à última dificuldade em plena Serra da Freita, já o pelotão tinha alcançado o trio. Restavam 40 km por pedalar e a 1ª cat. da Casa Geoparque (km 120) por superar, momento aproveitado por um grupo de cerca de 15 corredores para tentar a sorte na jornada.

Ao longo da última subida, a fuga foi ganhando vantagem sobre um pelotão destroçado pela dureza da escalada e o sol abrasador a fustigar os heróis do asfalto. Rui Vinhas (Louletano-Dunas Douradas) foi o aventureiro a coroar a meta montanhosa na Casa Geoparque, conquistando a camisola da montanha e mantendo-se na frente juntamente com mais quatro dos companheiros de aventura, que sobreviveram à derradeira dificuldade do dia.

Seguiu-se a descida sinuosa e os quilómetros restantes até à meta instalada na Av. D. Maria I. Na recta final em Oliveira de Azeméis, César Fonte (Rádio Popular-Boavista) mostrou o poderio da sua pedalada, agarrando a vitória do 4º Troféu Concelhio Oliveira de Azeméis: «Estou numa fase de subida de forma. A etapa era dura e com o calor que está tornou-se ainda mais dura. Mas a nossa equipa Rádio Popular-Boavista está toda de parabéns, trabalhou para mim e eu consegui chegar ao final e retribuir o trabalho», confessou no final da jornada à Rádio Clube da Feira.

Igualmente forte nesta dura batalha mostrou-se Rúben Guerreiro (Liberty Seguros/Feira/KTM), único corredor de equipas de clube a manter-se na frente, lutando pela vitória lado a lado com os profissionais das equipas continentais. O jovem de 19 anos finalizou a 5s no 2º lugar e somou o triunfo da camisola da juventude. No 3º lugar, a 8s, cruzou a meta Luís Fernandes (OFM-Quinta da Lixa), desde o início da temporada líder Equipier do Ranking APCP (Associação Portuguesa de Ciclistas Profissionais).

Nas demais classificações secundárias, o triunfo das metas volantes pertenceu a um dos homens da fuga, Garikoitz Bravo (Efapel-Glassdrive). Entre os mais jovens, Paulo Silva (Liberty Seguros/Feira/KTM) destacou-se como 1º sub-23 de 1º ano.

Amanhã, a Taça de Portugal prossegue com a 3ª prova pontuável, onde o pelotão irá discutir a vitória do 6º Memorial Bruno Neves.
 
Pódio final em Oliveira de Azeméis (Foto Fátima Almeida)
Resultados
1 César Fonte (Por) Rádio Popular-Boavista 3:56:15
2 Rúben Guerreiro (Por) Liberty Seguros/Feira/KTM +5"
3 Luís Fernandes (Por) OFM-Quinta da Lixa +8"
4 Rui Vinhas (Por) Louletano-Dunas Douradas +14"
5 David Livramento (Por) Banco BIC-Carmim +17"
6 Ricardo Mestre (Por) Efapel-Glassdrive +20"
7 Manuel Arjona (Esp) Keith Mobel Partizan +25"
8 Ricardo Vilela (Por) OFM-Quinta da Lixa +25"
9 Francisco Gomez (Esp) Andalucía +1:31"
10 Célio Sousa (Por) Rádio Popular-Boavista +1:31"

Resultados completos aqui
Relembrar 1ª prova Taça de Portugal: Daniel Freitas abre Taça de Portugal com vitória
(escrito em português de acordo com a antiga ortografia)

A Corrida, por Frederico Figueiredo: GP Abimota

Bom dia, amigos!

Depois de uma semana sem competição, voltámos com o GP Abimota. No primeiro dia tivemos um crono, que não contava para a classificação geral, onde a vitória coube à equipa OFM. Eu e os meus companheiros da Rádio Popular-Boavista terminámos em 6º lugar, vestimos a camisola dos sub-23 com o Ricardo Vale e eu a camisola da meta autarquias.

No segundo dia percorremos 175 km, com os últimos 100 km bastante duros. A jornada começou movimentada com um grupo de 25 ciclistas a tomar a frente da corrida, onde a Efapel tinha uma grande representação. Apesar de contarmos com o Rui Sousa e o Nuno Bico na fuga, não nos convinha aquela escapada e começámos a reduzir tempo quando já levava cerca de 5 minutos de vantagem. Alcançámos a fuga na entrada da primeira montanha e logo depois formaram-se outros grupos na subida com cerca de 25 ciclistas, que foram ganhando tempo ao longo dos quilómetros. Seria esse grupo a discutir o final da corrida. Nesse grupo, eu fui pontuando nas montanhas garantindo desde logo essa classificação. Na última subida do Caramulo, formou-se um grupo de 5 ciclistas na frente, onde tínhamos o César Fonte, enquanto eu vinha no grupo atrás comandado pela Efapel. No final, a vitória coube ao Edu Prades da OFM, o meu colega César foi 3º na etapa e eu realizei a 10ª posição, vencendo a classificação da montanha.

Esta semana é recuperar e voltar à competição já no próximo sábado e domingo em Oliveira de Azeméis ;)

Boas pedaladas,
Frederico Figueiredo
 
Frederico Figueiredo vencedor da montanha [Foto Fátima Almeida]

Frederico terminou na geral em 10º lugar, a 2:10” do vencedor Eduard Prades (OFM).


GP Abimota: vitória incontestável de Eduard Prades

Eduard Prades (OFM-Quinta da Lixa) venceu hoje a etapa em linha e conquistou o 35º Grande Prémio Abimota, sucedendo no palmarés da prova ao argentino Jorge Montenegro (Louletano-Dunas Douradas), vencedor da última edição.

Após o prólogo de ontem se ter disputado na especialidade de contra-relógio por equipas, no qual o tempo não contou para a classificação geral individual, a OFM-Quinta da Lixa partiu para a única etapa em linha envergando a camisola amarela com Arkaitz Durán, primeiro a cruzar a meta no esforço colectivo.

A jornada em dia de feriado, pela comemoração do Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas, levou o pelotão da Figueira da Foz até Águeda num total de 175 km recheados de montanha. O menu das escaladas apresentava três 3ªs categorias no Buçaco (km 72,6), Vale de Carneiro (km 99,7) e Freimoninho (km 125,3), acrescentando a 2ª categoria no Caramulo (km 135,5).

As fugas tentadas a par da dureza do terreno levaram ao fragmentar do pelotão em vários grupos. Nas primeiras subidas destacaram-se Frederico Figueiredo (Rádio Popular-Boavista) a coroar o Buçaco e Diego Rubio (Efapel-Glassdrive) o alto de Vale de Carneiro e Freimoninho.

No entanto, na aproximação à última escalada, Eduard Prades (OFM-Quinta da Lixa) desferiu um ataque que o levou a coroar o Caramulo e rumar em solitário até à meta, onde agarrou de forma incontestável o triunfo do GP Abimota, deixando a 44s o companheiro de equipa Arkaitz Durán e a 46s César Fonte (Rádio Popular-Boavista).

A OFM-Quinta da Lixa somou assim a segunda vitória consecutiva, após conquistar o contra-relógio do dia anterior, sendo para Eduard Prades a sua segunda vitória da temporada. O ciclista de 26 anos, líder do Ranking Nacional APCP desde Março, vem somando actuações destacáveis em cada prova, acrescentando ao triunfo da 2ª etapa da Volta ao Alentejo a 35ª edição do GP Abimota. Além da camisola amarela, Prades venceu também a classificação dos pontos.

Nas demais classificações secundárias, Frederico Figueiredo (Rádio Popular-Boavista) brilhou na montanha, André Mourato (LA Alumínios-Antarte) nas metas volantes, Iúri Jorge (Louletano-Dunas Douradas) na meta autarquias, Rui Rodrigues (Anicolor) na meta bolinhas e David Rodrigues (Liberty Seguros/Feira/KTM) como 1º corredor de equipa de clube.

Na batalha dos mais jovens corredores do pelotão nacional, Joaquim Silva (Anicolor) agarrou a camisola branca ao conquistar o 1º lugar da juventude, seguido de Nuno Bico (Rádio Popular-Boavista) e Tiago Ferreira (Maia-Bicicletas Andrade). Na meta, cruzaram a linha em 11º (+2:10”), 17º (+6:22”) e 21º (+14:27”) respectivamente.

Quanto à classificação no colectivo, a OFM-Quinta da Lixa imperou entre as 14 equipas presentes, enquanto a Liberty Seguros/Feira/KTM foi a mais destacada entre as formações de clube na 5ª posição.

Como nota final, dois regressos ao pelotão nacional marcaram esta competição. O galego Alejandro Marque (Supermercados Froiz) terminou o GP Abimota no 37º lugar (+18:24”) e Vítor Gamito (LA Alumínios-Antarte) na 62ª posição (+18:32”).
 
Pódio final 35º GP Abimota [Foto Fátima Almeida]

Resultados
1 Eduard Prades (Esp) OFM-Quinta da Lixa 4:28:05 [39,143 km/h]
2 Arkaitz Durán (Esp) OFM-Quinta da Lixa +44”
3 César Fonte (Por) Rádio Popular-Boavista +46”
4 Amaro Antunes (Por) Banco BIC-Carmim +50”
5 Filipe Cardoso (Por) Efapel-Glassdrive +2:08”
6 Delio Fernández (Esp) OFM-Quinta da Lixa +2:08”
7 Hugo Sancho (Por) LA Alumínios-Antarte +2:08”
8 David Rodrigues (Por) Liberty Seguros/Feira/KTM +2:09”
9 Pedro Merino (Esp) Supermercados Froiz +2:10”
10 Frederico Figueiredo (Por) Rádio Popular-Boavista +2:10”

Resultados completos aqui
Relembrar Prólogo GP Abimota: 'Vitória da OFM e o regresso de Gamito e Marque'
(escrito em português de acordo com a antiga ortografia)

GP Abimota: vitória da OFM e o regresso de Gamito e Marque

A OFM-Quinta da Lixa venceu o prólogo do 35º GP Abimota. A formação de Sobrado pedalou os 4 km do contra-relógio por equipas a 39,560 km/h num tempo de 6m04s, superando em 1s a Efapel-Glassdrive e em 7s a LA Alumínios-Antarte.

A vitória no esforço colectivo garantiu à OFM-Quinta da Lixa a liderança da camisola amarela com Arkaitz Durán, o primeiro a cruzar a linha de meta instalada na Avenida de Espanha, junto ao Forte da Figueira da Foz. Seguiram-se os companheiros de equipa Mário Costa em 2º e Gustavo Veloso em 3º, que ocupam as mesmas posições na geral.

Entre as equipas de clube lusas, a Anicolor finalizou no 7º lugar a 14s, seguida da Liberty Seguros/Feira/KTM em 9º e da Maia-Bicicletas Andrade em 10º, ambas a 22s. No entanto, a liderança da juventude pertence a Ricardo Vale Ferreira, da equipa continental Rádio Popular-Boavista, por ter sido o primeiro sub-23 a finalizar a curta jornada, seguindo-se os jovens da Anicolor em 2º Rui Rodrigues e em 3º Carlos Ribeiro.

No regresso à competição, o vencedor da Volta a Portugal de 2013, Alejandro Marque voltou a sentir o gosto de pedalar em território luso com a formação galega Supermercados Froiz. A equipa finalizou em 8º lugar, a 17s da vencedora e ex-casa de Marque. O galego partirá amanhã na 23ª posição da geral.

Também no centro das atenções, o vencedor da Volta a Portugal de 2000, Vítor Gamito viveu aos 44 anos o primeiro dia de competição de estrada ao fim de 10 anos retirado, devido na altura a ser-lhe detectado um bloqueio aurículo-ventricular de 3º grau, sentenciando o fim precoce da carreira de ciclista profissional. Hoje, ao serviço da LA Alumínios-Antarte, Gamito cumpriu este seu regresso com a equipa 3ª classificada, partindo amanhã no 66º lugar da geral, a 39s do camisola amarela.

Longe das três etapas de mais de 100 km com início em Espanha nas últimas edições, o 35º GP Abimota vive-se por completo em território português. Após o contra-relógio, será a vez da única etapa em linha a ligar a Figueira da Foz a Águeda num total de 175 km, no final dos quais se irá encontrar o sucessor de Jorge Montenegro (Louletano-Dunas Douradas), vencedor da edição anterior [após ser retirada a vitória do então companheiro de equipa Sérgio Ribeiro, devido à suspensão na sequência de irregularidades no passaporte biológico]. O pelotão terá à sua espera muita montanha, mais precisamente três escaladas de 3ª categoria no Buçaco, Moinho do Pisco e Freimoninho, além da dura 2ª categoria no Caramulo.

Resultados
1 OFM-Quinta da Lixa 6:04
2 Efapel-Glassdrive +1”
3 LA Alumínios-Antarte +7”
4 Louletano-Dunas Douradas +8”
5 Banco BIC-Carmim +10”
6 Rádio Popular-Boavista +14”
7 Anicolor +14”
8 Supermercardos Froiz +17”
9 Liberty Seguros/Feira/KTM +22”
10 Maia-Bicicletas Andrade +22”
11 CC José Maria Nicolau +23”
12 CC Padrones +26”
13 CC Spol +33”
14 EC Magro +35”

Geral
1 Arkaitz Durán (Esp) OFM-Quinta da Lixa 6:04
2 Mário Costa (Por) OFM-Quinta da Lixa m.t.
3 Gustavo Veloso (Esp) OFM-Quinta da Lixa m.t.
4 Victor De La Parte (Esp) Efapel-Glassdrive +1"
5 Diego Rubio (Esp) Efapel-Glassdrive +1"
6 Filipe Cardoso (Por) Efapel-Glassdrive +1”
7 Garikoitz Bravo (Esp) Efapel-Glassdrive +1”
8 André Mourato (Por) LA Alumínios-Antarte +7”
9 Pedro Paulinho (Por) LA Alumínios-Antarte +7”
10 Daniel Freitas (Por) LA Alumínios-Antarte +7”

Resultados completos aqui
(escrito em português de acordo com a antiga ortografia)